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Uma ampla visão sobre a paternidade

No segundo domingo do mês de agosto comemora-se o Dia dos Pais. Para exemplificar valores de respeito e de carinho entre pai e filho, podemos recorrer a Jesus, o Mestre Amado, que há mais de dois mil anos já salientava a importância dessa elevada postura quando se referia a Deus, o Criador dos mundos, como Pai. Esse ato, sem dúvidas, evidencia Sua profunda deferência ao Pai Celestial, pois o Cristo se coloca na condição de Filho, além de também nos inspirar a fazer o mesmo, visto que nos aconselhou a fazer a oração ecumênica do Pai-Nosso. O Divino Mestre foi além: não somente se dirigia ao Supremo Criador desse modo, como também afirmou: “Eu e o Pai somos um” (Evangelho, segundo João, 10:30). Ao nos depararmos com esse significativo trecho, nos sentimos impelidos em nosso Espírito a refletir sobre a sublimidade e a abrangência do sentido de paternidade, pois como propaga a Religião Divina, todo dia é dia dos pais, das mães, dos avós e das crianças. Convidamos, então, o leitor e a leitora para juntos lembrarmos algumas das grandes personalidades da história humana, que nos legaram valiosíssimas heranças atuando como verdadeiros pais de grandes realizações no Bem.

Um dos patriarcas bíblicos, Abraão, partiu de Ur para Canaã — a terra prometida por Deus a ele e aos seus descendentes — como nos relata o Antigo Testamento da Bíblia Sagrada. Ele não foi apenas o pai biológico de Ismael e de Isaque, por exemplo, mas também exerceu a paternidade em amplitude, quando conduziu, educou e amparou o povo hebreu pelo deserto, sendo lembrado até hoje como o fundador da nação hebraica.

Ao prosseguirmos, um salto no tempo nos faz lembrar de outro personagem que possui relevância para a Humanidade: São Francisco, o Santo de Assis, patrono da Legião da Boa Vontade*¹. Com muita coragem, abandonou as riquezas materiais, passando a pregar o Evangelho do Divino Mestre com seus discípulos. Ao assumir uma postura de abnegação e total dedicação aos semelhantes, Il Poverello, sem dúvidas, representou uma figura paterna tanto para os freis que integravam sua congregação quanto para as pessoas que cuidava. Sua personalidade é lembrada na literatura, como nas obras I Fioretti e também em A Divina Comédia, do escritor florentino Dante Alighieri (1265-1321), e seu nome ecoa pelos séculos como um dos grandes exemplos de humildade e de vivência dos ensinamentos do Cristo.

Outra personalidade que também pôs em prática essa elevação do sentido de paternidade foi o poeta, dramaturgo e ator inglês William Shakespeare (1564-1616), que se destacou pelas suas contribuições no teatro e na literatura. Muitos admiradores até os dias atuais se inspiram em suas peças para se iniciarem nas artes cênicas; estudiosos se debruçam em seus escritos para elaboração de novas pesquisas na área da ciência da literatura, e diversos artistas se espelharam ao longo dos séculos em suas obras poéticas. Similarmente, na área musical, o compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827) se evidencia pelo grandioso legado: nove sinfonias, das quais a nona é mundialmente conhecida, 32 sonatas, além de inúmeras composições.

O líder pacifista Mahatma Gandhi (1869-1948), por sua vez, é lembrado como um modelo da luta por justiça e pela independência do povo indiano, que era subjugado ao regime colonial inglês. Sabiamente, ele afirmava que “divergência de opinião não deve ser jamais motivo para hostilidade”. Com esse pensamento que conduz ao acolhimento paternal, ele foi um vencedor em seu intento.

Recorrendo às nossas memórias mais atuais, devemos lembrar que ao usarmos, no dia a dia, a ferramenta de GPS em nossos smartphones, estamos usufruindo de um produto que se origina da herança de um pai de grandes realizações: Albert Einstein (1879-1955). Como afirma Janoj Gutfreund, físico e diretor do Comitê Acadêmico do Arquivo de Einstein da Universidade Hebraica de Jerusalém, o trabalho do cientista alemão “mudou toda a percepção do mundo da física do universo e ainda tem uma influência decisiva nos desenvolvimentos tecnológicos que vieram na sequência. (…) É simples. Sem a teoria da relatividade geral não existiria o GPS”. Graças ao conhecimento desenvolvido pelo Pai da Física é possível, com apoio de satélites, programar um sistema que mostre onde nos localizamos na superfície terrestre.

Esses são alguns exemplos que fazem vibrar em nosso coração a realidade da abrangência que a paternidade assume quando alicerçada em Deus, no Cristo e no Espírito Santo. Do mesmo modo, todo ser humano que busca cultivar em seu coração os sentimentos que o Cristo trouxe ao planeta Terra, em Sua Primeira Vinda Visível, também se coloca como pai ou mãe de obras que são benéficas para muitas pessoas, pois reconhece cada uma delas como filhas do Pai Eterno.

A exemplo do sublime ensinamento de Jesus Cristo, que demonstra Sua permanente integração com o Criador, também nós podemos experimentar a unidade de pai e filho com outros Irmãos em Humanidade, fazendo parte do Universo como descendentes de uma Cultura Elevada que, a serviço de Deus, alavanca nossa Alma para o estado de integração completa com a Lei de Amor que rege o Cosmos.

José, o pai de Jesus

Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, maior exemplo de Amor e de serviço aos semelhantes, também teve seu pai terreno: José, aquele que por ser da tribo de Davi, possibilitou o cumprimento da profecia da chegada do Salvador do mundo. Recebera de Deus, por intermédio do Anjo Gabriel*², a missão de cuidar de Maria e de Jesus, e cumpriu a designação que lhe foi confiada com honra e zelo. Como muitos pais, sua contribuição se deu nos menores detalhes da vida do Cristo: ensinou-lhe a carpintaria e proveu a Ele e à família todo o necessário. O Presidente-Pregador da Religião Divina, José de Paiva Netto, presta homenagem ao amoroso pai de Jesus em seu artigo “Jesus e Seu Pai”.

Atualmente, seguindo o exemplo desses e de tantos outros caracteres louváveis da história humana, muitos pais também contribuem para o desenvolvimento material e espiritual de seus filhos — sejam eles biológicos, do coração ou também realizações em prol do bem coletivo. De maneira silenciosa ou mais destacada, cumprem as missões que firmaram com a Espiritualidade Superior, e permanecem hoje e sempre sob a vibração protetora que emana do Supremo Pai da Humanidade. A esses valorosos Irmãos, a homenagem da Religião do Terceiro Milênio.

 

PARTICIPE COM SUA FAMÍLIA!

Celebre, conosco, o Dia dos Pais nas Cruzadas do Novo Mandamento de Jesus, no Templo da Boa Vontade, em Brasília, DF, e nas Igrejas Ecumênicas da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo! Para outras informações, acesse o site religiaodedeus.org.

 

São Francisco de Assis, Patrono da Legião da Boa Vontade — Leia mais sobre o tema na obra Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur (1914-1979) na Terra, páginas 53 a 58.

*² Santo Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 1:18 a 24.

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