Cotidiano

Como as redes sociais influenciam emocionalmente os jovens

“Quando o território não é defendido pelos bons, os maus fazem ‘justa’ a vitória da injustiça”. Esse pensamento do jornalista e escritor Paiva Netto nos faz refletir sobre a importância de se tomar atitudes acertadas na vida, não se calando nem sendo omisso, mesmo diante das mais difíceis situações, que podem ser desafiadoras, mas requerem de nós uma posição firme e justa.

Além desse aspecto, a vida tecnológica que levamos na sociedade global nos amplia o horizonte de interpretação da palavra “território”, pois, na atualidade, ele deixa de ser simplesmente um pedaço de terra e passa a significar também os espaços ilimitados e fluidos da internet. Estamos na era dos territórios virtuais, que são muito mais complexos que os materiais, pois escapam de nosso controle.

A criação da internet foi um grande avanço, e é notório como a grande rede contribui para a vida humana. Contudo, precisamos ficar atentos, pois os conteúdos que circulam na web apenas refletem o que acontece na sociedade como um todo. Enquanto há muita gente boa defendendo seu território, também há pessoas que utilizam a tecnologia para difundir ideais afastados do bom senso e do compromisso ético, influenciando negativamente, em especial, os jovens.

Um exemplo é o que se passa nas redes sociais. Apesar das restrições impostas por lei e a possibilidade dos próprios usuários denunciarem o mau uso dessas ferramentas, ainda existem muitos perfis e comunidades que disseminam o ódio e atitudes de degradação humana, com estímulo à automutilação e ao suicídio.

A jornalista norueguesa Annemarte Moland realizou uma grande investigação sobre esses grupos nas redes sociais*, inclusive conversando com mães que viram seus filhos se suicidarem após encontrarem incentivo na internet. Esses territórios ainda são ocultos para grande parte da população, sobrevivem na obscuridade tecnológica. São perfis e comunidades fechadas, nas quais os jovens postam seus sentimentos negativos e muitas vezes são encorajados por ditos “amigos” que pensam da mesma forma, criando uma triste rede de violência e morte.

A jornalista explica porque essas comunidades são tão atrativas: “Entre publicação de automutilação e morte, as garotas se comportam como adolescentes normais, compartilhando imagens de roupas novas ou vídeos seus dançando. Há muito apoio e atenção. (…) elas se encontram para tentar se ajudar e se apoiar em seus dias mais escuros”. Mas ela aponta o perigo dessa ajuda virtual: “É a versão contrária de dar apoio de fato, porque são garotas doentes tentando ajudar garotas doentes. Não há vozes de fora moderando o conteúdo ou dando ajuda ou conselhos profissionais”, afirma Annemarte Moland.

Para que esses territórios obscuros, alimentados pelo desequilíbrio emocional, não tenham mais espaço em nossa sociedade, é fundamental que os jovens que passam por essa situação tenham apoio do mundo real, principalmente da família, que também deve orientá-los a procurar ajuda psicológica. E todos nós podemos auxiliar quem enfrenta esse desafio levando conforto espiritual. Os ensinamentos de Jesus, o Divino Amigo, trazem esperança e fortalecimento íntimo. Sem julgar nem oprimir, a mensagem fraterna do Cristo ajuda a levantar os caídos, proporcionando bem-estar e felicidade àqueles que passam a entender sua origem e destinação espiritual. Além disso, temos a valiosa oportunidade de utilizar as redes sociais para difundir os ideais que valorizam a vida, expandindo os bons territórios virtuais.

 

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* Leia a matéria completa em https://www.bbc.com/portuguese/geral-50316410.

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