Educação

Tecnologia versus desenvolvimento infantil

Vivemos em um mundo cada vez mais tecnológico, isso é um fato!

Agora, o que vem causando profunda reflexão, principalmente no campo pedagógico, é o grande acesso que as crianças estão tendo a aparelhos eletrônicos portáteis, como os smartphones, por exemplo.

O uso da tecnologia por parte dos pequeninos é cada vez mais frequente; o tempo que passam em frente aos aparelhos vem crescendo; e os locais onde os adultos permitem que eles tenham acesso ao dispositivo móvel são os mais variados.

Embora não seja recomendado, hoje em dia torna-se cada vez mais corriqueiro crianças serem presenteadas com aparelhos celulares ou tablets. Em abril de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou suas recomendações sobre uso de aparelhos eletrônicos para crianças de até 5 anos. De acordo com a entidade, até o quinto ano de vida, os petizes não devem passar mais de 60 minutos por dia em atividades passivas diante de uma tela de celular, computador ou TV. Bebês com menos de 1 ano não devem ter nenhum contato com dispositivos eletrônicos.

Tais distrações comprometem a principal atividade que deve ser realizada pela criança: brincar. A brincadeira desenvolve afetividade, socialização, imaginação, consciência corporal, cooperação, respeito, autocontrole, criatividade, entre tantos outros benefícios. O pediatra e sanitarista Daniel Becker, professor do Instituto de Saúde Coletiva na Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma: “Vivemos uma desvalorização do brincar e do convívio ao ar livre. Uma ‘adultização’ da criança. Vários estudos comprovam que o brincar evita diversos comportamentos depressivos e até suicídios no futuro. A criação não pode ser autoritária, nem violenta, nem permissiva demais. É importante fazer com que a criança desenvolva uma consciência emocional”.

Portanto, percebemos que o ideal é manter o caminhar natural das coisas, permitindo que as crianças sejam conduzidas em seu processo de desenvolvimento cognitivo e de absorção dos valores por intermédio de meios lúdicos, palpáveis, e da interação em família, que deve conduzi-la nesse intento pautando-se no amor e nos bons exemplos, para que esses sejam assimilados e replicados na vida adulta do pequenino.

Sobre a indispensável atenção que deve ser dada aos que estão sob a responsabilidade dos adultos, de modo que sejam oferecidas opções para seu desenvolvimento integral, afirma o educador Paiva Netto, em seu artigo “Dependência virtual”: “Constantes avanços cibernéticos vêm desencadeando melhorias em vários campos de atuação humana. A internet é um dos pilares desse sistema sem fim, e cada vez mais pessoas têm acesso ao mundo virtual. A busca pelo saber, pelo entretenimento (games, bate-papo e redes sociais), comodidades como realizar movimentações financeiras no conforto de sua casa, escritório ou lan house, em apenas um clique, são alguns dos benefícios que a rede mundial de computadores propicia. (…) Contudo, a utilização desses meios desacompanhada do bom senso imensos prejuízos pode provocar”.

E prossegue, alertando para os casos em que o uso dos meios tecnológicos torna-se compulsivo, ocasionando dependência virtual. Aliado ao acompanhamento médico, o autor apresenta a oração como bálsamo para o encontro do equilíbrio: “Não desprezemos também os recursos da prece. A oração sincera de quem deseja curar-se ou daquele que quer ajudar a quem precisa pode produzir verdadeiros milagres”. E conclui: “O progresso é o que todos almejamos, mas o usemos realmente a favor da Humanidade”.

 

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