Religião

Um estudo do Natal Permanente de Jesus

André Luiz de Abreu

O Natal é uma das épocas mais alegres do ano. As famílias se reúnem, trocam presentes, firmando votos de amor e paz. Muitos, movidos pela emotividade que a data proporciona, distribuem cestas de alimentos, brinquedos, roupas, demonstrando precioso companheirismo com os mais necessitados. As casas recebem luzes coloridas e as despensas são abastecidas para a grande ceia nos primeiros minutos do dia 25. Desafetos dão lugar a abraços e sorrisos espalham-se. Ao final das festividades, muitos se perguntam: “Por que não vivermos dessa forma fraterna todos os dias do ano?”.

 

A chegada de Jesus à Terra e sua comemoração

No Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, muitas são as narrativas de contato dos seus protagonistas com o Mundo Invisível. Os célebres encontros do Patriarca Moisés com Deus, a fantástica história da ascensão do Profeta Elias sob a vista do também Profeta Eliseu, ou a interpretação do sonho do Rei Nabucodonosor pelo Profeta Daniel. Todos esses acontecimentos enchem de mística os antigos escritos, aguçando a curiosidade dos pesquisadores e iluminando a Fé de todos aqueles que, em seus templos, dedicam-se à leitura e oração dessas páginas.

Porém, a partir de uma marcante ocorrência, o contato com a Vida Espiritual insere na história da Humanidade o real significado da palavra Amor. O ano zero do calendário gregoriano registra a magistral chegada do Cristo ao planeta Terra, pintando em cores vivas todos os fenômenos espirituais que ocorrem antes, durante e depois do divino acontecimento. Entre os fatos daquela época, a narrativa do nascimento de Jesus ainda inspira os mais profundos sentimentos de respeito nos cristãos, nos estudiosos e naqueles que se deparam com o esplendor ocorrido na cidade de Belém.

Quase um paradoxo termos de lembrar que o legítimo motivo da mesa farta, da casa enfeitada, do sentimento aflorado, é a comemoração do aniversário de chegada do Cristo de Deus ao planeta do qual Ele próprio fora o Excelso Arquiteto.

Movidos pelo sentimento de Fraternidade, exemplificado pelo Divino Mestre durante sua passagem pela Terra, a Religião do Terceiro Milênio, numa ação da Política de Deus — Política para o Espírito Eterno do ser humano —, pratica o Natal Permanente de Jesus, o Pão Nosso, transubstancial, de cada dia.

Na coleção Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, seu autor, Paiva Netto, dedica capítulo especial ao emblemático acontecimento. Do volume 1, destacamos o reflexivo conceito quanto à expansão da Solidariedade:

 

Natal Permanente da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo

“Instituir o Natal Permanente, o Natal diário para a fome (espiritual e material) do povo que também é diária, de forma a dar total cumprimento à ordem de Jesus, que é implantar em todo o mundo — com a Mística Divina do Amor Universal — a legítima Caridade, a Caridade do Novo Mandamento, pregada e exemplificada pelo próprio Cristo. O Natal é a expansão da Fraternidade Ecumênica. A Caridade do Novo Mandamento de Jesus é a prática da Caridade, aliada à propagação da Verdade de Deus em todo o planeta Terra”.

 

Os valores do Espírito

Ao declarar Seu Novo Mandamento, “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho, segundo João, 13:34 e 35), Jesus estabelece inquebrantável Lei de Amor entre as criaturas. Alziro Zarur (1914-1979), Proclamador da Religião Divina, compara o Mandamento Sublime à Pedra Filosofal, artefato dos alquimistas, que converte metal comum em ouro. Sua vivência constante, em Espírito e Verdade, transforma-se em ponto de equilíbrio econômico, político e social, uma vez que modifica os corações daqueles que compõem a sociedade.

A Religião do Terceiro Milênio, colocando em prática o Ecumenismo Irrestrito, sustenta a urgência de vivenciarmos os ensinos do Evangelho-Apocalipse, à luz do Novo Mandamento. Com a prática do Amor, sinônimo de Caridade, o ser humano conhecerá a transformação moral tão necessária para sua cidadania cósmica. Essa mudança de consciência, que deve ser testificada pelas devidas ações no Bem, trará ao coletivo terrestre uma nova era repleta de Esperança, que abraçará aqueles que, perseverando em dignificantes obras, despertem para o Reino de Deus latente em suas intimidades.

 

O dia “D” de Deus

A história da descida do Cristo Ecumênico ao planeta é repleta de expressivos fenômenos espirituais, passíveis de serem explicados por uma Ciência Superior, a Divina: o caminho astronômico percorrido pelos reis magos; a gravidez da estéril Isabel, mãe de João Batista, primo de Jesus e Seu precursor; a narrativa feita a João Evangelista, mediunizado na Ilha de Patmos, encontrada no Apocalipse; e ainda as venturosas aparições do Anjo Gabriel a Maria Santíssima, que tanto inspiraram artistas e religiosos nos anos posteriores. Esses e muitos outros fatos refletem a benevolência e a determinação dos Irmãos Espirituais, a Humanidade de Cima, que envergam uma característica comum desde aquela época: falar aos simples, aos desprovidos de arrogância, que mantêm a mente aberta para novas ideias.

Assim ocorre no sublime nascimento de Jesus, quando Anjos do Exército Celestial se tornam visíveis a pastores próximos à estrebaria simples, onde uma predestinada senhora trazia à visibilidade terrena Aquele que ficaria conhecido como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Naquele instante, sob a iluminação da Espiritualidade Ecumênica, os pastores maravilhavam-se com os Anjos que entoavam inesquecível cântico: “Glória a Deus nas Alturas e Paz na Terra aos Homens de Boa Vontade”.

 

A Volta definitiva ao planeta

Sob as perspectivas de reconhecimento do Mundo Espiritual, vamos ao momento em que Jesus retorna ao Céu diante dos olhares daqueles que O acompanhavam, conforme narrativa dos Atos dos Apóstolos, 1:11.

Estando eles reunidos outra vez, perguntaram-Lhe: Senhor, é agora porventura que restabeleces o reino de Deus? Jesus lhes respondeu: A vós não vos compete saber os tempos ou as épocas que o Pai fixou, pela Sua própria autoridade; mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, até às extremidades da Terra. Tendo dito estas palavras, foi Jesus elevado à vista deles, e uma nuvem O recebeu e ocultou a seus olhos. Estando eles com os olhos fitos no céu, enquanto Jesus subia, dois anjos, com vestes brancas, se puseram ao seu lado e lhes perguntaram: ‘Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido no Alto, assim virá do mesmo modo como O vistes subir’.

No Novo Testamento há 318 passagens que falam com clareza sobre a Volta de Jesus. A Religião do Novo Mandamento tem por objetivo preparar os caminhos para esse decisivo acontecimento implementando no mundo a Caridade Completa, material e espiritual, sem fronteiras. É o próprio Cristo que afirma em Suas proféticas palavras no Evangelho, segundo João, 14:1 a 3:

Jesus promete voltar: Não se turbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se não fosse assim, Eu vos teria dito. Vou preparar-vos lugar. E se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também”.

E também no Apocalipse (22:20): “Eis que venho sem demora.

Feliz Natal Permanente com Jesus e com a Espiritualidade Superior!

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* André Luiz de Abreu, do Rio de Janeiro, é coordenador editorial e estudioso dos temas da Espiritualidade.

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