Fórum Espírito e Ciência

“A Ciência do Novo Mandamento de Jesus”

Velocidade, probabilidades e Espaço-Tempo Divino

Juliano Bento

Juliano Bento

O que é Ciência? No dicionário*2 tem-se como definição primeira: “(…) O conhecimento que inclua, em qualquer forma ou medida, uma garantia de sua própria validade”. Nesse entender, ao analisar a obra Jesus, o Profeta Divino, do escritor, compositor e educador Paiva Netto, pode-se dizer que o autor é igualmente um cientista. Ele observa no Cristo Ecumênico, portanto, universal, o eixo do conhecimento pelo princípio empírico — muito bem fundamentado e experimentado em seus escritos e ações —, segundo o qual a ciência humana é também de Deus, com a ressalva de que o Divino Ser não seja reduzido à noção do deus antropomórfico, feito à imagem e semelhança dos homens, conforme destacava o saudoso Proclamador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, Alziro Zarur (1914-1979).

Vejamos o que Paiva Netto afirma em sua referida obra, no subtítulo “Zarur, Einstein, E = mc2 e a evolução do entendimento das Profecias”: “Ora, quanto às palavras dos Profetas, temos de usar a mesma conceituação antes aqui exposta, pois — à medida que evoluímos — a nossa compreensão dos fatos vai crescendo, até tocar o Infinito, onde as Profecias são concebidas por Deus e postas em andamento por Seus Auxiliares Celestes, de acordo com a evolução das Humanidades, visíveis e Invisíveis”.

Curvas de probabilidades

Esse pensamento nos leva a refletir sobre o Espaço-Tempo Divino, em que se apreciam não só os fatos, mas também todas as curvas de probabilidades existentes que decorrem daqueles para a verificação da maneira pela qual se conceberão as consequências, sendo a localidade de Deus o próprio Todo (sem pensar em panteísmo, mas, sim, em velocidades infindas).

Desse modo, temos um vislumbre de como Deus (ou as Leis que regem o Cosmos) trabalha, ou seja, permite-nos imaginar a média das probabilidades de ocorrência dos infinitos fatos que surgem e, ao mesmo tempo, participam do processo que leva tudo para o equilíbrio dentro do Amor Eterno. Seria como um organismo de equilíbrio universal.

A velocidade de ação das Leis do Eterno

Claro que aqui podemos cair, facilmente, em uma análise cativa das quatro dimensões*3 que nos aprisionam. Talvez os fatos se desenrolem (e assim devem ocorrer) ao mesmo tempo em que são examinadas as suas consequências. Quando fazemos um estudo do artigo “A velocidade não existe?”, de autoria do Fundador da Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista*4, desponta a possibilidade de uma nova interpretação, a da Física além da física, pois, ao infringirmos uma Lei Universal, o julgamento, a sentença e a execução são desencadeados instantaneamente. Isso demonstra que não existe impunidade nem mesmo em um único átomo de tempo no Todo Universal. Então, se a velocidade fosse finita, existiria infinita injustiça, já que aceitaríamos a ideia de que Deus estaria confinado a algum lugar e as decisões, uma vez tomadas no eterno, demorariam um tempo infinito para se tornar efetivas, algo que não pode ocorrer porque, simplesmente, o Senhor do Universo é sempre (espacialmente e temporalmente) Justiça.

E se o conceito de probabilidades causar algum problema, isso não seria tão diferente de como se porta atualmente a física. A mecânica quântica trabalha com uma realidade fundamentada em probabilidades maiores de um evento ocorrer em face de outras infinitas probabilidades possíveis. Quando um chamado “observador” toma uma decisão, verifica-se a ruptura do pacote de onda, que, em termos gerais, é a escolha da maior probabilidade. Um exemplo já bem debatido desse fenômeno é o problema do “gato de Schrödinger”.

O gato e a quântica

O físico austríaco Erwin Schrödinger (1887-1961) propunha um experimento imaginário no qual se estabelece a seguinte situação: um gato é aprisionado em uma caixa contendo um elemento radioativo nocivo à saúde do felino. Após certo tempo, é impossível saber se o animal está vivo ou morto sem olhar o que ocorreu no confinamento. Obviamente, para saber se o gato está vivo ou morto, bastaria abrir a caixa. No entanto, queremos saber o que ocorre sem abri-la. Nesse momento a física quântica nos diz que o gato está vivo E morto dentro da caixa, e não vivo OU morto. Quando abrimos a caixa, a natureza tende a escolher a maior probabilidade de um dos eventos ocorrer, ou seja, se a maior probabilidade é o gato estar vivo, então a natureza busca convergir para essa realidade. Embora pareça estranho, a mecânica quântica funciona muito bem. E é graças a ela que há celulares e, no futuro próximo, haverá computadores quânticos.

Fractais e os ciclos temporais

Voltando ao livro Jesus, o Profeta Divino, de Paiva Netto, no capítulo “A questão espiritual do tempo”, temos a indicação dos ciclos proféticos e de que modo seriam visualizados pela Ciência, e onde no Universo (que aparenta ser caótico) poderiam existir padrões temporais. Isso é constatado em uma derivação da Teoria do Caos, os chamados Fractais (formas geométricas complexas cujas propriedades, em geral, se repetem em qualquer escala).

Uma maneira de ilustrar isso seria analisar uma montanha e sua forma. Constataríamos que em alguma parte, seja microscópica ou não, o seu padrão fractal se repete. Esse estudo hoje, longe de ser um devaneio, é utilizado na matemática, na física, na medicina e até na economia.

Outro aspecto a ser evidenciado em estruturas que se repetem no Universo reside no estudo fundamental em ciência da computação chamado Pattern Recognition, ou reconhecimento de padrões. Quer dizer, por meio de conhecimentos empíricos ou a priori, é possível criar modelos computacionais para reconhecer padrões.

Portanto, se a natureza no espaço se repete, e se o espaço-tempo é uma grandeza física somente, devemos imaginar a implicação disso na ação do ser humano no tempo, contemplando os mecanismos sociais, históricos, políticos etc. Investigando tal ponto, poderemos verificar o ciclo profético em curso.

Viagem instantânea

Ainda no capítulo citado anteriormente, nota-se a seguinte assertiva do autor: “(…) Não mais viajaremos: de forma instantânea, estaremos ou não, num ou noutro local, nuns ou noutros locais, ou em todos os locais ao mesmo tempo”. Com isso, compreendemos que, além de derrubar a grandeza física velocidade — que implica sair de um ponto, percorrer um espaço e chegar a outro ponto —, o escritor entende que estar em mais de uma parte ao mesmo tempo significaria dizer que a velocidade não existe.

E veja, amigo leitor, que estamos apenas no início das descobertas que as implicações dessa tese vão trazer ao mundo. Aguardemos os grandes conhecimentos que a Ciência do Novo Mandamento de Jesus descortinará para a Humanidade.

 


*1 Juliano Carvalho Bento é doutorando em Física pela Unicamp. Atua como professor de Física e Matemática no Instituto de Educação José de Paiva Netto, em São Paulo, SP.

*2 Dicionário de Filosofia, de Nicola Abbagnano, 5a edição, São Paulo, 2007.

*3 Quatro dimensões — Além das três dimensões em que vivemos (altura, largura e profundidade), o tempo, depois de Einstein, passou a ser entendido como uma dimensão.

*4 Fundada em 2007 por José de Paiva Netto, a Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista é formada pelo Instituto de Estudo, Pesquisa e Vivência do Novo Mandamento de Jesus e pelo Instituto de Estudo e Pesquisa da Ciência da Alma. Por meio da produção de conhecimento universal, ou seja, divino e humano, tem por objetivo dessectarizar a forma pela qual muitos veem o Cristo de Deus e o Cristianismo, isto é, mostrar a influência e a aplicabilidade dos ensinamentos ecumênicos e eternos do Acadêmico Celeste em todos os campos do saber espiritual-humano.

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