JESUS ESTÁ CHEGANDO!

A Volta de Jesus e o nosso exemplo diário

Para falar da Volta do Cristo de Deus por intermédio de nossas ações cotidianas, o pregador ecumênico da Religião do Terceiro Milênio Antônio Dias compartilha sua visão e vivência sobre o empolgante tema.

Antônio Dias

Antônio Dias

A cada dia, podemos sentir a Volta de Jesus, pois esse retorno vem acontecendo nos corações que vivenciam a Sua Paz. O conhecimento e as diretrizes para essa transformação nos vêm sendo oferecidos há mais de 2.000 anos por Ele mesmo, em Seu Evangelho e em Seu Apocalipse. Mas a nossa mudança para melhor só ocorre quando passamos a realmente ter bons pensamentos, boas palavras e boas ações, a Sintonia Tríplice com Jesus, que aprendemos na Religião Divina. Foi o próprio Mestre dos mestres que disse: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Boa Nova, segundo Mateus, 16:24).

O escritor Paiva Netto destaca quão importante é o papel da religiosidade na grande transição dos tempos que vivemos, ao afirmar: “Religião, como sublimação do sentimento, é para tornar o ser humano melhor, integrando-o no seu Criador, pelo exercício da Fraternidade e da Justiça entre as Suas criaturas”.

Os seres humanos, em grande parte, ainda estão, voluntariamente, presos às futilidades e aos assuntos transitórios do mundo. O Profeta Isaías, 55:6, no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, já nos alertava: “Buscai ao Senhor enquanto ainda se pode achá-Lo, invocai-O enquanto está perto”. Jesus, igualmente, nos alerta ao oferecer-nos, por analogia, a “porta estreita”, a qual podemos entender ser a vitória sobre as tentações do mundo. “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela” (Evangelho, consoante Mateus, 7:13). Esses são mandatos para sublimarmos nossa Alma nas situações desafiadoras que encontramos atualmente. O Reino de esplendor espiritual que Jesus nos oferece está evidente em Seu Evangelho, segundo João, 5:24: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê Naquele que me enviou já passou da morte para a Vida Eterna”. E para alcançá-lo em plenitude devemos viver a todo instante o Seu libertador Novo Mandamento: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (João, 13:34 e 35).

A vibração que Jesus trará, em definitivo, ao planeta quando de Sua Volta Triunfal é elevadíssima, conforme observamos na descrição da Cidade Santa, a Nova Jerusalém, no Apocalipse, 21:11: “a qual tem a claridade do próprio Deus. O seu fulgor era semelhante a uma pedra preciosíssima, como pedra de jaspe cristalina”. Logo, temos que nos afinar, a cada dia, com esse novo momento, com esse fulgor, que nos está destinado.

Afinal, como aprendemos na Religião do Terceiro Milênio, Céu e inferno são condições espirituais que vivenciamos, dependendo da utilização, certa ou errada, do nosso maior patrimônio, que se chama livre-arbítrio.

 

Grandes oportunidades nas coisas simples

Muitas pessoas acreditam que, para crescer, avançar, evoluir, é necessário apenas esperar por oportunidades gigantes, e, assim, demonstrar ao coletivo as capacidades que ainda buscam. Só que Deus também se manifesta nas pequenas coisas, colocando grandes ensinamentos nas mínimas situações da vida. É Jesus quem nos adverte na conclusão da Parábola do Administrador Infiel: “Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito. Se, pois, não fostes fiéis nas riquezas vãs, quem vos confiará as verdadeiras? Se não fostes fiéis no alheio, quem vos dará o que é vosso?” (Evangelho, segundo Lucas, 16:10 a 12).

Em meu ofício de pregador ecumênico da Religião Divina, tenho a honra de visitar muitos lares, levando a mensagem fraterna da Quarta Revelação, de esclarecimento e conforto espiritual. Em um deles, recentemente, tive uma inesquecível lição sobre o cuidado com os detalhes. Chegamos, uma equipe de Seareiros da Boa Vontade e eu, à casa de um Irmão que mora sozinho e já viveu muitas primaveras. A vitalidade já não é tanta para cuidar dos afazeres do próprio lar, pois as articulações dão sinais de cansaço após uma vida inteira de lutas. Quando entramos ali, ficamos sensibilizados com a situação e decidimos pegar a vassoura e os panos de limpeza e dar uma pequena ajuda ao Irmão na organização de seu ambiente doméstico, antes de começar a Cruzada do Novo Mandamento de Jesus no Lar. Logo depois, quando nos sentamos à mesa para iniciar a reunião, uma sensação muito boa estava em nossa Alma, pois nosso Irmão não cabia em si de gratidão. E olha que não fizemos nada demais. Naquele momento, recordei-me do Irmão Paiva quando definiu o Ecumenismo dos Corações*, evidenciando que devemos suplantar as adversidades do caminho e nos preocuparmos em amparar nossos Irmãos em Humanidade. Afinal, como espiritualmente aprendemos na Religião do Terceiro Milênio, o sofrimento de um é o sofrimento de todos. Daí o Irmão Paiva destacar muito bem: “O combate à violência no mundo começa na luta contra a indiferença à sorte do vizinho. Permitir que se sacrifique o sentimento de compaixão entre os indivíduos é o mesmo que promover o suicídio coletivo das nações”.

 

Seguindo os passos de Jesus

Algum desavisado pode dizer assim: “Ah, mas fazer essas coisinhas materiais não adianta muito”. E aí está um grande engano! No Sermão Profético de Jesus, também chamado de Sermão do Grande Julgamento, o Divino Mestre nos traz importante lição ao ensinar que, quando alimentamos a quem tem fome, damos água a quem tem sede, vestimos quem está nu, abrigamos quem não tem casa, visitamos quem está preso, é como se fizéssemos a Ele mesmo: “Em verdade, em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, vós o fizestes a mim mesmo” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 25:40).

Nosso Sublime Amigo visitou muitos lares. Esteve na casa da sogra de Pedro para socorrê-la (Mateus, 8:14 a 17). Já no lar de Marta e Maria, ensinou sobre manter o foco nos assuntos divinos (Lucas, 10:38 a 42). Estando na residência de Jairo, ressuscitou a filha dele, ainda pequena (Marcos, 5:35 a 43). Na ceia com Simão, enfrentou o preconceito de muitos e perdoou os pecados de uma mulher (Lucas, 7:36 a 50).

Ao realizar essas ações individuais, pessoalmente, Jesus nos mandava o recado de que a mudança que precisamos promover no mundo deve começar no íntimo de cada um, quer dizer, essa transformação deve partir do indivíduo e, consequentemente, abraçar a coletividade. Mas é necessário trazer para o dia a dia esses valores que são apresentados na Bíblia Sagrada, a exemplo do Reino de Deus. Essa busca, concluímos, deve ser prioridade em nossa vida. Daí o Irmão Alziro Zarur (1914-1979), saudoso Proclamador da Religião do Terceiro Milênio, chamar esse ensinamento do Divino Mestre de “A Fórmula Urgentíssima de Jesus”: “Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas” (Evangelho, segundo Mateus, 6:33). E Paiva Netto, enfatizando a valorização do Espírito Eterno do ser humano, batizou esse versículo de “A Fórmula Urgentíssima Econômica do Cristo”.

Observando todo esse raciocínio, nos lembramos do Presidente-Pregador da Religião Divina ao afirmar que “Jesus nasce e renasce todos os dias nos corações de Boa Vontade”, ou seja, aqueles que vivem Seus ensinamentos e exemplos.

Trazer a certeza desses valores eternos em nosso coração nos motiva a multiplicá-los, a propagá-los a nossos Irmãos em Humanidade. Destaco Paulo Apóstolo quando, de posse desse sentimento de comunhão, do Reino de Deus, em sua Alma, escreveu aos Gálatas (2:20): “Já não sou eu quem vive, mas o Cristo vive em mim”.

Pregar, comunicar, falar a todos sobre a Volta Triunfal de Jesus, compartilhando as riquezas espirituais que recebemos de Deus, é uma nobre tarefa que faz o mundo muito melhor, pois sustenta a religiosidade que todos temos. Se você leva uma palavra de conforto a um Irmão, ou a uma Irmã, você contribui com a transformação espiritual daquela pessoa. A colheita das sementes que plantamos está entregue às mãos de Deus, nosso Pai de Amor, Justiça e Bondade, pois Ele é o Senhor do Tempo.

Por isso, aprendemos com Jesus, no encerrar do Seu Sermão Profético (Evangelho, segundo Marcos, 13:33 a 37), a “orar e vigiar”, nos preparando para a Volta Triunfal do Senhor da Paz.

 

O tempo para o Grande Retorno

Após o Amigo Celeste deixar Sua promessa de retorno, a Bíblia registra que alguns seguidores do Cristianismo nascente ficaram ansiosos para saber a data humana desse acontecimento. Então, eles foram corretamente advertidos pelo Apóstolo Pedro, que tinha maior compreensão dos assuntos divinos. Para explicar aos ávidos pela chegada desse grandioso evento, sinalizando sobre o entendimento do calendário espiritual, o pescador da Galileia se inspirou nos escritos do Rei Davi, precisamente no Salmo 90, versículo 4: “Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia” (Segunda Epístola de Pedro, 3:8).

Sendo assim, não percamos o nosso tempo espiritual nem material, coloquemos nossas mãos à obra! Vamos falar da Volta de Jesus não esquecendo do nosso exemplo diário de dedicação no Bem. Conforme nos ensina Paiva Netto: “O maior discurso de um ser humano são as suas obras”.

“Ora vem, Senhor Jesus!” (Apocalipse, 22:20).

 

* Ecumenismo dos Corações — É o terceiro de “Os Quatro Pilares do Ecumenismo”, tese de Paiva Netto, publicada no livro Sagradas Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, volume 1 (1987), também do autor, páginas 39 a 41.

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