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Celebre o 4 de outubro, Dia de São Francisco de Assis, Santo do Ecumenismo e Patrono da LBV

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São Francisco de Assis (foto Arquivo RDeus)

Nascido Giovanni di Pietro di Bernardone (1181-1226), em Assis, na Itália, “Il Poverello”, como também é conhecido São Francisco de Assis, é um dos maiores expoentes de Fé em Jesus que a humanidade já conheceu. Abriu mão de um padrão de vida elevado para a sociedade de sua época, dedicando-se a viver o Evangelho do Divino Mestre em sua essência, aplicando-o nas ações diárias.

Capa do livro I Fioretti, de São Francisco de Assis.

Ele renunciou a todos os seus bens e fez voto de pobreza material, passando a viver das riquezas espirituais que vislumbrava em sua Alma. Um dia, estando nas ruínas na Igreja de São Damião, localizada fora das portas da cidade, ouviu uma voz celeste, que lhe disse: “Francisco, reconstrói a minha igreja”. Foi então que ele começou sua grande missão de reforma, não só de edificações materiais — já que restaurou o local onde recebeu esse recado espiritual, e tantos outros, sempre contando com o auxílio do povo —, mas também das consciências, posto que fez brotar nos corações uma nova perspectiva de entendimento dos valores sublimes, fundamentado no Amor que tem a Deus e a todas as Suas criaturas. 

O Santo de Assis fundou, em 1209, a Ordem dos Frades Menores. Com um conjunto de hábitos extremamente simples, os frades da ordem adotavam uma vida pautada na humildade, na devoção e na pregação dos ensinamentos de Jesus. Francisco não fazia distinção entre seus ouvintes nem perdia oportunidade de proclamar a Bondade Divina. Pregava aos seus Irmãos em Humanidade, mas também aos Irmãos pássaros, aos Irmãos peixes, ao Irmão Sol, à Irmã Lua, entre outros. Toda criação de Deus era digna de receber sua atenção e a vibração de suas doces palavras de Amor.

Em 3 de outubro de 1226, foi acolhido pela Irmã morte, deixando um extenso legado, com exemplos de Bondade e de Justiça. Tem seu dia celebrado em 4 de outubro. São Francisco de Assis foi proclamado como o Santo do Ecumenismo por Paiva Netto, Presidente-Pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, e é o Patrono da Legião da Boa Vontade (LBV).

 

O saudoso Irmão Alziro Zarur com a médium Emília Ribeiro de Mello, na Federação Espírita Brasileira, no Rio de Janeiro, RJ. (foto Arquivo rJEC!)

“A hora de começar”

Em 6 de janeiro de 1948, Dia dos Reis Magos, data de alto significado místico-religioso, ao participar de uma reunião na Federação Espírita Brasileira (FEB), na capital fluminense, Alziro Zarur — a convite dos amigos Werneck Genofre e Agostinho Pereira de Souza — recebeu a ordem espiritual de criar a LBV, por meio da respeitável e saudosa médium dona Emília Ribeiro de Mello. A senhora de cabelos brancos olhou insistente para o visitante e, ao término da reunião, aproximou-se de Zarur e disse-lhe, com emoção: “Meu Irmão, São Francisco de Assis esteve todo o tempo aí ao seu lado e manda dizer-lhe que é hora de começar o combinado”.

Na revista JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 129, de junho de 2017, encontra-se o capítulo “Os primórdios do Ecumenismo da LBV”. Nele, o registro histórico, apresentado em detalhes por Paiva Netto, sobre o contato espiritual que deu início à Legião da Boa Vontade:

 

“A Ordem Espiritual de criar a LBV (Parte II)

“I Fioretti

“Costumo dizer que tudo é uma questão de Fé. Zarur teve Fé. Eu tenho Fé. E sei que todos vocês, Jovens Militantes da Boa Vontade de Deus de todas as idades, também têm Fé no sagrado Ideal Ecumênico da Religião Divina. Já dizia Getúlio Vargas (1883-1954):

“— Devemos ter fé. Não existem esforços inúteis se empregados em prol do bem comum.

“Em outro momento, igualmente nas irradiações do famoso programa Jesus Está Chamando!, na Rádio Mundial, Zarur recorda-se de importantes fatos espirituais acerca do surgimento, no Plano das Formas, da sagrada Legião da Boa Vontade, “nossa caravana de agora”*1, no dizer do Espírito André Luiz. Abro parênteses para trazer, aos que possam surpreender-se por estarmos falando de fatos espirituais, a advertência, no século 17, do Cardeal Giovanni Bona (1609-1674), conhecido como Fenelon da Itália, em seu notável Tratado da Distinção dos Espíritos, transcrito por Léon Denis (1846-1927):

“— Motivo de estranheza seria que se pudessem encontrar homens de bom senso que tenham ousado negar em absoluto as aparições e comunicações das Almas com os vivos, ou atribuí-las a extravio da imaginação, ou, ainda, a artifícios dos demônios.

“Mas retornando ao saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, ele comenta ainda o breve diálogo que manteve com a veneranda médium Emília Ribeiro de Mello, que lhe revelou: ‘Meu Irmão, São Francisco de Assis esteve aí o tempo todo ao seu lado e me manda dizer-lhe que é chegada a hora de começar o combinado’. Conta Zarur: 

“— Mas que combinado é esse?

“— ‘Ele disse que, se tiver alguma dúvida, leia o livro dele, que o senhor vai se lembrar direitinho do que combinou lá em Cima’, completou Dona Emília.

“Naquele tempo, eu morava com mamãe*2, lá no Engenho de Dentro [no Rio de Janeiro, RJ], de que guardo grandes recordações. Eu ia de bonde — bonde Piedade, 77, estilo Bataclan. Procurava sempre o reboque, que era mais vazio, e lá ia meditando, vendo a paisagem, e pensando na vida. Então, naquela noite, eram quase 23 horas, ia refletindo assim: Meu Deus do Céu! Não é que não tenho um livro de Francisco de Assis! Tenho três mil livros e não tenho um de São Francisco de Assis! Como é que pode?! E fui no bonde, pensando como é que ia arranjar um livro de Francisco de Assis. (…) Pois bem, quando cheguei à minha casa, tranquei a porta da rua, naturalmente. Todos já estavam dormindo. Fui à minha biblioteca e comecei a olhar livro por livro. De repente, vejo um volume branco.

“Disse então: Que livro é este? Meu Deus! Quando o puxei, estava escrito assim ‘I Fioretti, de São Francisco de Assis’. Mas quando abri o livro, foi o meu maior espanto [pois lá estava escrito com a minha letra]: ‘Alziro Zarur, 1933’. Vejam que coisa espantosa! Eu tinha comprado aquele livro, e ele ficou, sem ser lido, durante 15 anos, à espera de que eu fosse [espiritualmente] chamado. Vejam que coisa miraculosa! Como tudo já vem escrito!

“Quando vi aquilo, disse: Nossa Mãe!, pois agora o livro estava esgotado. Peguei o livro e comecei a ler. Às 6 da manhã, terminei a leitura. Foram seis horas de atenção absorvente. Mas quando acabei de ler o livro do nosso Patrono, já me lembrava nitidamente da minha combinação lá em Cima. A combinação era a LBV, era a Religião do Novo Mandamento como Denominador Comum das Religiões Irmanadas.

“Por isso, comecei a minha pregação exatamente com esta tese: não pode haver Paz para o mundo, se as religiões não tiverem Boa Vontade entre si próprias”.

 

Prece de São Francisco de Assis

O Patrono da LBV é sempre homenageado na programação da Super Rede Boa Vontade de Rádio e da Boa Vontade TV. Diariamente, é veiculada uma das mais conhecidas orações de sua autoria, traduzida pelo saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979). A comovente prece também foi publicada por Paiva Netto no livro Ao Coração de Deus — Coletânea Ecumênica de Orações, versão pocket, páginas 33 e 34. Entoe, com emoção, a elevada súplica do Santo de Assis:

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa Paz;

onde haja ódio, consenti que eu semeie Amor;

perdão, onde haja injúria;

fé, onde haja dúvida;

verdade, onde haja mentira;

esperança, onde haja desespero;

luz, onde haja treva;

união, onde haja discórdia;

alegria, onde haja tristeza.

Ó Divino Mestre!

Permiti que eu não procure

tanto ser consolado quanto consolar;

compreendido quanto compreender;

amado quanto amar.

Porque é dando que recebemos;

perdoando é que somos perdoados;

e morrendo é que nascemos para a Vida Eterna.

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*1 “Nossa caravana de agora” — Mensagem do Espírito Dr. André Luiz, pela psicografia de Chico Xavier, dirigida à Legião da Boa Vontade nos seus primórdios, da qual se destaca este pensamento: “A LBV é a nossa caravana de agora. Não nos iludamos: Jesus segue na vanguarda do nosso Movimento!”.

*2 Nota de Paiva Netto: Mamãe Dona Assima (pronuncia-se Ássima) Ságuia Zarur, mãe de Alziro Zarur.

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