Voltamos!

O apoio espiritual não é ficção

Alvino de Barros

Na indústria do entretenimento, com seus efeitos especiais, a palavra “impossível” já foi desclassificada. O avanço da tecnologia cinematográfica, quando a serviço do Bem, é resultado do poder de realização do ser humano com o apoio da Espiritualidade Superior, elemento indispensável à vida na Terra.

Considerar as forças do Além que nos acompanham é sinal de bom senso. E é sábio escolhermos ouvir as que estão a serviço de Deus.

A Ciência ainda ousará um pouco mais. Se a intuição é capaz de perceber o Espírito, a razão pode equacionar sua influência decisiva.

Realidade da vida após a morte

Nas Reuniões do CEU, o Centro Espiritual Universalista da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo, comandadas pelo Irmão José de Paiva Netto, a realidade da vida após a morte é demonstrada de forma segura. O protocolo seguido é o do Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 26:41: “Vigiai e orai”.

Os fenômenos de efeitos físicos nessas ocasiões, produzidos pelo Mundo Espiritual, emocionam por sua simplicidade e seu caráter elevado. Testemunhamos isso, por exemplo, no dia 20 de fevereiro de 2016, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, quando se manifestou o ilustre Espírito Dr. Bezerra de Menezes, por intermédio do Sensitivo Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto.

“Somos o Santuário do Deus Vivo”

Entrar em uma reunião dessa natureza é experimentar algo que transcende qualquer expectativa humana. A ambiência do local, modesto, mas acolhedor, leva a pessoa a sentir — em Espírito e Verdade, à luz do Amor Universal do Cristo — a plenitude da afirmativa bíblica de que “somos o Santuário do Deus Vivo” (Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, 3:16). Essa é a ambiência espiritual de todos os Espaços Ecumênicos da Religião Divina.

Ao som de belas composições dedicadas a Maria Santíssima, o Presidente-Pregador da Religião de Deus, do Cristo e do Espírito Santo abriu a reunião do dia lendo uma passagem da Boa Nova do Amigo Celeste (Mateus, 19:13 a 15 — “Jesus abençoa as crianças”). Em seguida, orou a Deus, pedindo proteção para o importante encontro entre Terra e Céu.

Os Sensitivos Cristãos do Novo Mandamento estavam acomodados em lugares previamente estabelecidos e permaneciam em silêncio, compenetrados de seu papel para o bom andamento dos trabalhos.

Emocionante manifestação espiritual

Após acessar espiritualmente o aparelho mediúnico e se dirigir ao Irmão Paiva com a Saudação Legionária — “Deus Está Presente! e Viva Jesus!” —, o Dr. Bezerra continuou:

— Vamos suplicar a Maria, Mãe do Cristo, Mãe de Jesus!, a intercessão de sua Gloriosa Falange de trabalhadores, especiais trabalhadores, que não têm dia, não têm hora. Trabalham o tempo todo por Jesus, nosso Senhor.

Em seguida, a Humanidade do Céu, por fenômenos espirituais, se fez perceptível aos sentidos humanos.

— Que aroma! Que maravilha é esse perfume medicinal que cai sobre nós! — comentou o Irmão Paiva.

— Respirem, respirem, respirem! — orientou o Dr. Bezerra. As energias do ambiente são elevadas. Estamos com um time muito bom de trabalhadores do Espaço, selecionados para as tarefas que são executadas no plano material.

Sem auxílio de qualquer dispositivo humano, surgiu, então, na sala, pelas mãos do Dr. Bezerra, uma claridade toda especial. Sempre cuidadoso, ele perguntou se a luz incomodava, ao que o Irmão Paiva lhe respondeu:

 — De forma alguma! É luz espiritual. Ela nos alegra, orgulha e reconforta.

— Meu Irmão Maior, ela é uma fonte de irradiação muito forte de ajuda a todos os sistemas do vaso físico, que trazemos aos nossos queridos amigos reencarnados. Tudo está fluidificado no ambiente, tudo — esclareceu o Dr. Bezerra.

 — Graças a Deus! — exclamou o Irmão Paiva.

Mas os fenômenos de efeitos físicos não pararam por aí. Depois de vários minutos de concentração, com o pensamento de todos ligado a Jesus, a Maria Santíssima e aos Anjos da Guarda, o Dr. Bezerra fez esta recomendação a outra entidade que se encontrava espiritualmente na sala:

Peço ao ilustre Doutor Professor Fabiano de Castela as mensagens que trouxemos aos nossos Irmãos. Utilizo muito Emmanuel, em suas dissertações do Evangelho de Jesus, que são muito atuais. As páginas estão ao lado dos algodões fluidificados. Devem ser entregues ao nosso Irmão Maior Paiva Netto.

E o caridoso médico explicou:

— São duas sugestões, nobilíssimo Irmão Maior, que fui buscar em Caminho, Verdade e Vida, de Emmanuel, por intermédio de nosso querido Chico Xavier (1910-2002).

Muito obrigado, Dr. Bezerra!, disse o Irmão Paiva. E o nobre “Médico dos Pobres” prosseguiu:

— A primeira página [“Espinheiros”, capítulo 121] é para sua equipe, valorosa equipe que trabalha, que persevera na luta pelas causas de Deus. E “Nem todos” [capítulo 105] trago ao senhor, ao seu coração. Observe que Emmanuel, nessa segunda mensagem, vai falar nos dois Espíritos [que apareceram ao lado de Jesus] no monte, na transfiguração: um, Moisés; e outro Emissário Divino.

Até aquele momento, pensávamos que o Espírito Dr. Fabiano de Castela havia marcado as páginas no livro de Emmanuel, que se encontrava sobre a mesa, como já o fizera em ocasiões diferentes. Contudo, vimos, felizes, que as mensagens estavam materializadas em duas folhas amarelas de papel vergê, e que as acompanhava uma pasta de plástico em L, transparente, que “fora cortada ao meio”, ficando no formato exato das duas folhas. Segundo o Espírito Irmão Flexa Dourada, o que se deu ali foi o fenômeno de transporte, para o qual os Amigos Espirituais utilizaram o ectoplasma dos médiuns presentes.

Sem demora, o líder da Religião do Terceiro Milênio fez a leitura das páginas sugeridas para o fortalecimento da Fé Realizante de todos. E, ao término dos trabalhos espirituais do dia, o Dr. Bezerra assim se expressou:

— A prece, as passagens do Evangelho, as páginas de nosso Irmão Maior Paiva Netto, os seus livros são verdadeiros condutores; são aqueles canais de que necessitamos para facilitar o encontro, a chegada ao Mundo Superior. Preservá-los é de sabedoria confortadora aos nossos corações. A todos digo: continuem no trabalho, na oração, porque a ajuda espiritual está presente. Tomem as providências todas necessárias, dia a dia, sem perda de tempo.

E, antes de bradar “Viva Jesus!”, reiterou:

— Essa mensagem “Espinheiros” deve chegar a todos os nossos Irmãos. Ela mostra o trabalho duro, mas o final feliz, a vitória no final.

O Irmão Paiva agradeceu a presença de todos e encerrou a reunião com a ilustrativa passagem do Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:33:

“Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas”.

Espinheiros

“Nem se vindimam uvas dos abrolhos.” Jesus (Lucas, 6:44)

 O cristão é um combatente ativo.

Despertando no campo do Senhor, aturde-se-lhe a visão com a amplitude e complexidade do trabalho.

Dificuldades, tropeços, cipoais, ervas daninhas…

E o Evangelho, com propriedade de conceituação, elucida que não se pode vindimar nos espinheiros.

Entretanto, teria Jesus assumido a paternidade de semelhante afirmativa para que cruzemos os braços em falsa beatitude?

Se o terreno permanece absorvido pelos abrolhos, o discípulo recebeu inúmeras ferramentas do Mestre dos mestres.

Indispensável, pois, enfrentar o serviço.

O Cristo encarou, face a face, o sacrifício pela Humanidade inteira.

Será a existência de alguns espinheiros a causa de nossos obstáculos insuperáveis?

Não. Se hoje é impossível a vindima, ataquemos o chão duro. Lavremos o solo árido. Adubemos com suor e lágrimas.

Haverá sempre chuvas fecundantes do Céu ou generosos mananciais da Terra, abençoando-nos o esforço.

A Divina Providência reside em toda parte. Não olvidemos o imperativo do trabalho e, depois, em lugar dos abrolhos, colheremos o fruto suave e doce da videira. (O destaque é nosso.)

[Do livro Caminho, Verdade e Vida, do Espírito Emmanuel, pela mediunidade de Chico Xavier, capítulo 121, página 133.]

*************

Após a leitura que o Irmão Paiva fez dessa mensagem, o Dr. Bezerra interveio, comentando:

 Providenciar as chuvas fecundantes é por nossa parte, é de nossa responsabilidade no Mundo Espiritual.

Nem todos

“E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago, e subiu ao monte a orar.”  (Lucas, 9:28)

 Digna de notar-se a atitude do Mestre, convidando apenas Simão e os filhos de Zebedeu para presenciarem a sublime manifestação do monte, quando Moisés e outro emissário divino estariam em contacto direto com Jesus, aos olhos dos discípulos.

Por que não convocou os demais companheiros?

Acaso Filipe ou André não teriam prazer na sublime revelação? Não era Tomé um companheiro indagador, ansioso por equações espirituais? No entanto, o Mestre sabia a causa de suas decisões e somente Ele poderia dosar, convenientemente, as dádivas do conhecimento superior.

O fato deve ser lembrado por quantos desejem forçar a porta do plano espiritual.

Certo, o intercâmbio com esse ou aquele núcleo de entidades do Além é possível, mas nem todos estão preparados, a um só tempo, para a recepção de responsabilidades ou benefícios.

Não se confia, imprudentemente, um aparelho de produção preciosa, cujo manejo dependa de competência prévia, ao primeiro homem que surja, tomado de bons desejos. Não se atraiçoa impunemente a ordem natural. Nem todos os aprendizes e estudiosos receberão do Além, num pronto, as grandes revelações.

Cada núcleo de atividade espiritualizante deve ser presidido pelo melhor senso de harmonia, esforço e afinidade. Nesse mister, além das boas intenções é indispensável a apresentação da ficha de bons trabalhos pessoais. E, no mundo, toda gente permanece disposta a querer isso ou aquilo, mas raríssimas criaturas se prontificam a servir e a educar-se.

[Do livro Caminho, Verdade e Vida, do Espírito Emmanuel, também pela mediunidade de Chico Xavier, capítulo 105, página 117.]

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