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O alerta reflete a posição, cada vez mais incisiva, que a Ciência vem assumindo na luta contra o consumo de bebidas alcoólicas.
No que depender da Ciência, o consumo de bebidas alcoólicas está com os dias contados. Dois importantes estudos recentes expuseram de forma clara que o álcool, a curto, médio ou longo prazo, destrói as células do corpo, além de estar na raiz de diversos casos de câncer no organismo humano*1.
Na esteira dessas novas descobertas científicas, que foram conduzidas por órgãos da Organização Mundial de Saúde (OMS), outros estudos vêm demonstrando que a ingestão alcoólica danifica a vida diretamente, sem falar nas tragédias sociais indiretas que a embriaguez costuma realizar, a exemplo dos desastres automobilísticos e das brigas domésticas.
A PubMed, uma das maiores plataformas mundiais que reúne artigos sobre pesquisa e recuperação de literatura biomédica e de ciências da vida, contabilizou, no ano 2000, cerca de 2.100 artigos científicos que relacionavam o consumo de bebidas alcoólicas a doenças graves como o câncer. Em 2024, esses artigos já eram mais de 8.000, o que revela a clara evolução da Ciência em direção à vida, contra a bebida alcoólica. Reflexo dessa mudança de postura são os pedidos que a sociedade científica tem feito para que sejam adotadas campanhas mais diretas sobre os malefícios do álcool, como passar a ser colocado nos rótulos de bebidas um aviso claro, a exemplo do que passou a ocorrer com o cigarro.
Durante um bom tempo, foi divulgado que uma taça de vinho ao final do dia chegaria até mesmo a ajudar na saúde do coração, conceito que os recentes estudos da OMS derrubaram de vez. Segundo o Fundo Mundial da Pesquisa de Câncer (World Cancer Research Fund), quando o álcool é ingerido e suas moléculas são quebradas no corpo, formam-se alguns compostos químicos que podem danificar o DNA. Sabe-se, também, que causa cirrose, uma das possíveis causas de câncer no fígado.
Joana Marczyk, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), elucida o assunto ao explicar sobre o resveratrol, propriedade da uva, que compõe o vinho, mas que não necessita do álcool para cumprir seu papel de auxílio à saúde: “O resveratrol é um dos polifenóis, compostos antioxidantes oriundos de plantas, que ficaram muito conhecidos pela sua eficácia. Eles aumentam o colesterol HDL, o chamado colesterol bom, e melhoram a função dos vasos sanguíneos. O que se sabe hoje, porém, é que o resveratrol pode ser encontrado em diversos alimentos e bebidas — espinafre, chocolate amargo, morango, framboesa, aveia, quinoa, entre outros. Nesses alimentos conseguimos os benefícios sem a necessidade de consumir álcool”, explica.
O mercado que gira em torno do consumo de bebidas alcoólicas investe bilhões de dólares todos os anos nas propagandas, muitas vezes associadas a eventos esportivos ou culturais. Temas publicitários perniciosos passaram a focar cada vez mais nos consumidores jovens, uma vez que o primeiro gole em tenra idade, segundo especialistas, aumenta consideravelmente as possibilidades do consumo crônico e compulsivo quando adulto. A maioria dos dependentes químicos assume que começaram a beber na juventude.
Em 2022, a OMS apresentou seu primeiro estudo*2 sobre a extensão da maneira como o álcool está sendo comercializado, inclusive valendo-se dos atuais meios digitais. Nesse levantamento, apurou-se alarmantes dados de que, em todo o mundo, uma em cada 10 pessoas morre em razão do uso nocivo de álcool, totalizando 3 milhões de óbitos por ano, o que representa cerca de 5% de todas as mortes do planeta. Entre os mais jovens, de 20 a 39 anos de idade, esse número chega a 13,5%.
Autoridade mundial em saúde pública, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, faz um alerta: “O álcool rouba de jovens, suas famílias e sociedades suas vidas e potencial. No entanto, apesar dos claros riscos para a saúde, o controle sobre a comercialização do álcool é muito mais fraco do que para outros produtos psicoativos. Uma melhor regulamentação do marketing de álcool, bem aplicada e mais consistente, salvaria e melhoraria a vida dos jovens em todo o mundo”.
Pesquisa realizada pela Fiocruz Brasília*3 apurou que, no ano de 2019, as consequências do consumo de bebidas alcoólicas custaram R$ 18,8 bilhões aos cofres públicos do Brasil. As despesas diretas estão relacionadas a hospitalizações e procedimentos ambulatoriais no Sistema Único de Saúde (SUS). O levantamento mostra que, em 2019, ocorreram 104,8 mil mortes no país, uma média de 12 óbitos por hora. Segundo o estudo, 86% das vítimas fatais são homens, sendo acometidos por doenças cardiovasculares, acidentes e violências. As mulheres, por sua vez, representam 14% das mortes. Nelas, o consumo de álcool está relacionado ao desenvolvimento de condições como doenças cardiovasculares e vários tipos de câncer em mais de 60% dos registros. O professor Pedro do Carmo Baumgratz de Paula, diretor-executivo da Vital Strategies, instituição que solicitou a pesquisa, alerta: “O consumo de álcool no Brasil tem impactos significativos na saúde e no bem-estar da população e, consequentemente, custa muito caro aos cofres públicos. Nesse cenário, fica clara a necessidade de adoção de medidas como o imposto seletivo sobre bebidas alcoólicas. Essa é uma das ações recomendadas pela Organização Mundial da Saúde para reduzir o consumo de álcool e, consequentemente, seu impacto negativo. Com a redução do consumo, podemos salvar vidas e reduzir os impactos sociais do álcool, poupando bilhões de reais todos os anos”.
Em plena marcha na Religião Divina está a Revolução Mundial dos Espíritos de Luz, movimento que une Céu e Terra e é totalmente em favor do Espírito Eterno do ser humano, obra máxima do Criador. Em elevadas reuniões do Centro Espiritual Universalista, o CEU da Religião do Terceiro Milênio, o Irmão José de Paiva Netto, seu Presidente-Pregador, recebe diversos Irmãos que, no Mundo da Verdade, são também pesquisadores, médicos, religiosos, políticos, pajés, economistas, cientistas, entre tantas outras atividades mais amplas do que na Terra, pois afinal, como diz o Irmão Paiva: “O Mundo Espiritual não é uma abstração”.
Dentre esses destacados colaboradores que abordam o tema do perigo da bebida alcoólica, trazemos importantíssimas mensagens do Irmão Espiritual Flexa Dourada trazidas pela sensitividade do Cristão do Novo Mandamento Chico Periotto, datadas de 3 de outubro de 2009 e 13 de novembro de 2010: “O Mundo Espiritual Superior sempre manda os fluidos revitalizantes para a boa saúde dos seres humanos. Agora, quando qualquer pessoa vive de exageros, não tem banho de fluidos que ajude. Quem toma álcool, por exemplo, vai acabando com tudo no organismo. A pessoa diz: ‘Ah, mas é tomar só um pouco. Um pouco faz bem à saúde’. Álcool não faz bem para nada. O organismo não foi feito para consumir álcool. Aqui de Cima [no Mundo Espiritual], não conhecemos ninguém que tenha na Terra ficado com a saúde boa por isso. Vejam, os efeitos da bebida alcoólica são tão devastadores, mas, às vezes, não são imediatos. Isso vai acontecendo, acontecendo, para a frente, para o futuro. Mas, um dia, a doença vem. Muitas pessoas vão desenvolver moléstias pelo corpo todo, por tudo isso. O cigarro é também uma das pragas da humanidade. Cigarro, bebidas alcoólicas e drogas. Tudo isso é suicídio!“
Após esses esclarecimentos relevantes da Ciência da Terra e da Ciência do Céu, deixamos este convite para você, prezado Irmão, estimada Irmã, que enfrenta problemas com a bebida alcoólica ou conhece alguém que vive esse desafio: busque a oração, a meditação, a prece. Tenha hábitos saudáveis que tragam saúde ao organismo. Nunca deixe de procurar ajuda profissional para sua situação atual. Se desejar, visite uma Igreja Ecumênica da Religião Divina (endereços na contracapa) e faça parte de uma grande corrente de saúde em favor da Vida.
*1 Confira na matéria publicada nesta seção de JESUS ESTÁ CHEGANDO!, edição 191, de janeiro e fevereiro de 2025.
*2 O estudo chama-se “Reducing the harm from alcohol — by regulating cross-border alcohol marketing, advertising and promotion: a technical report” (Em português, “Reduzir os danos causados pelo álcool — regulamentando o marketing, a publicidade e a promoção transfronteiriças do álcool: um relatório técnico”).
*3 Pesquisa encomendada pela Vital Strategies e ACT Promoção da Saúde. Saiba mais acessando: https://agencia.fiocruz.br/estudo-da-fiocruz-consumo-de-alcool-custa-r-18-bi-por-ano-ao-pais-e-causa-12-mortes-por-hora
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