Editorial

Profeta Isaías, Apocalipse e a Lei de Causa e Efeito (final)

JESUS ESTÁ CHEGANDO! traz a segunda e última parte da palavra do jornalista, radialista e escritor José de Paiva Netto, proferida de improviso durante a Cruzada do Novo Mandamento de Jesus no Lar, datada de 29 de outubro de 2005, sábado, e que foi veiculada pela Super Rede Boa Vontade de Comunicação (Rádio, TV, Internet e Imprensa).

Além de explicitar de modo irrestritamente ecumênico importantes versículos do capítulo 24 do livro do Profeta Isaías, no Velho Testamento da Bíblia Sagrada, o Presidente-Pregador da Religião de Deus comenta o significado da afirmativa do saudoso Fundador da LBV Mundial, Alziro Zarur (1914-1979), de que o Novo Mandamento do Cristo, Amai-vos como Eu vos amei (Evangelho, segundo João, 13:34), é a Chave da Vida e a Chave da Morte.

Os editores

 

 

Atendendo à solicitação de nosso fraterno Amigo Dr. Bezerra de Menezes (Espírito), abro o livro do Profeta Isaías no Velho Testamento da Bíblia Sagrada, capítulo 24, versículos 3º, 5º, 12, 13 e 20.

O que está havendo com o Planeta Terra?

Lembrem-se de que agora tudo é mais rápido. Ouve-se falar e se assiste em tempo real sobre a expansão de desertos onde havia florestas frondosas, seca em locais onde jamais ocorrera tal coisa… E o pessoal continua dizendo impropriedades a respeito do Apocalipse, como se ele fosse o culpado de tudo.

São folhas de papel bíblicas que provocam essas catástrofes, ou a nossa estupidez militante?

Pare um pouco para pensar, cesse de falar mal das Profecias Finais, porque as visões de João, Evangelista e Profeta, não acionam esses fatos, apenas os anunciam. Ora, só amigo adverte amigo. Aquele que se finge de amistoso não tem coragem para contar a verdade; quer estar bem com a pessoa que diz amar – e não há coisa pior que o amor falso. Não estou falando somente no sentimento entre homem e mulher, todavia, entre as criaturas, sobre tudo o que singularize o perfeito relacionamento humano, social, filosófico, político, científico, religioso.

Vivemos, há séculos, tentando fazer sucumbir a Mãe Terra, tirando-lhe pouco a pouco a vida. Apenas não nos podemos esquecer de que tal atitude nos atingirá frontalmente.

Então, por que a surpresa com o Discurso do Cristo no Seu Evangelho, segundo Mateus, 24:15 a 28, sobre a Grande Tribulação como nunca houve nem jamais se repetirá na face da Terra, se nós mesmos a estamos montando?

 

Advertências do velho Isaías

Vamos, agora, ao Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, capítulo 24, versículos 3º, 5º, 12, 13 e 20.

3 A Terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o Senhor é quem proferiu esta palavra.

5 Na verdade, a Terra está contaminada por causa dos seus moradores*1, porquanto transgridem as Leis, violam os Estatutos e quebram a Aliança Eterna.

12 Na cidade, reina a desolação, e a porta está reduzida a ruínas.

13 Porque será na Terra, no meio destes povos, como o varejar da oliveira e como o aprimorar, quando está acabada a vindima.

20 A Terra cambaleia como um bêbado e balanceia como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, e ela cairá e jamais se levantará.

 

Alguns podem discordar da minha afirmativa de que a situação atual do orbe terrestre não seja responsabilidade do Criador, em virtude do que Isaías assegura no versículo 3º do capítulo 24 do seu livro:

 

A Terra será de todo devastada e totalmente saqueada, porque o Senhor é quem proferiu esta palavra.

 

Como estão acostumados aos tiranos do mundo — e há quem ame os seus carrascos — que não admitem qualquer repto, pela força do hábito acabam geralmente entendendo as profecias ao pé da letra, pois assim foram condicionados.

 

A Lei Divina e a Ciência humana

Este Senhor que profere a palavra é a Lei, no caso, a Divina. Porque se o Ser Humano devasta, saqueia, depreda a Terra, o que há de se esperar? Dizer … o Senhor é quem proferiu esta palavra (de punição) é linguagem bíblica, para sacudir as consciências de um povo de dura cerviz*2, que precisava da figuração humana de um Poder Superior, ainda não alcançável à sua compreensão incapaz de absorver o Abstrato. (…) Somos nós que estatuímos tais situações dramáticas, colaborando de maneira perniciosíssima com o aumento da intensidade dos fenômenos naturais que se dariam de modo mais complacente, não fosse o nosso comportamento predador contra a própria moradia coletiva: este sofrido Planeta.

Essa Divina Lei – que dá a cada um de acordo com as suas obras – pode ser*3 corretamente denominada de Lei da Ciência. Mas não daquela que sutilmente almeje instituir o dogmatismo científico de indivíduos sábios, ou considerados como tais, e que, por isso, nada devem negar a priori. A Ciência é infalível, os cientistas, não. Ninguém é dono da Verdade. Tanto que declaram algo hoje e amanhã estão desmentindo a si mesmos; ou então resistem à presença comprobatória das coisas novas, como num caso há pouco visto de dois doutores australianos premiados com o Nobel de Medicina de 2005, que levaram 10 anos sendo combatidos pelos seus pares. Um deles, o Prof. Dr. Barry J. Marshall, quase que em desespero, digamos para argumentar eloqüentemente, preparou um caldo de formas vivas microscópicas que ele, com o seu colega, o patologista J. Robin Warren, afirmava estabelecerem-se nas paredes do estômago e provocarem a gastrite. Tomou a fórmula, ficou doente e, depois, pelo seu novel processo médico que propunha o bem da Humanidade, curou-se. Assim conseguiu provar sua tese, não aos leigos sobre o assunto, porém aos seus companheiros acadêmicos, repito, que não se deram ao trabalho de pôr à prova a assertiva dos colegas que vieram a merecer o significativo Prêmio Nobel.

Mas, na verdade, o problema não está na Ciência, na Religião, na Filosofia, no Esporte, na Arte, na Economia, etc… ele se encontra em nós, Seres Humanos, com as limitações e arrogâncias baseadas em cláusulas que proclamamos pétreas, firmadas, dizemos, na Ciência, esquecidos de que, dela, ainda andamos nos prolegômenos. Por exemplo, assuntos defendidos, e por todos aceitos, pelo velho Isaac Newton (1643-1727), a quem tanto devemos, há muito já foram abalados pelas descobertas de Albert Einstein (1879-1955), que, por sua vez, já anda descobrindo reformadores de suas teorias.

Ora, quanto às palavras dos Profetas, temos de usar a mesma conceituação aqui exposta, pois de outra forma poderemos estar negando, por simples preconceito, realidade que a nossa visão racional, em tantas ocasiões míope do mundo, não aceita.

Convém lembrar uma advertência do Apóstolo Paulo, a de que as coisas espirituais (no caso, as Profecias) devem ser entendidas espiritualmente*4.

(A respeito das correlações entre Razão e Espiritualidade, voltaremos a falar.)

Mas, prosseguindo com os alertamentos do Profeta Isaías:

 

5 Na verdade, a Terra está contaminada por causa dos seus moradores…

 

Portanto, reiteramos, não por causa de Deus, seja lá Ele entendido como for*5.

 

(…) porquanto transgridem as Leis…

 

Isto é, derrubam as matas de qualquer forma; fazem garimpagem de ouro com mercúrio; envenenando corais, mangues, peixes, mariscos… Enquanto o Ser Humano não tiver o fundamento ético a iluminar-lhe o caminho, viveremos em todo o mundo esse descalabro.

 

(…) e quebram a Aliança Eterna.

 

Aliança feita, nada mais nada menos do que com Deus, por Abraão e mantida por Isaac e Jacó, simbolizando os Entes terrestres com responsabilidades de comando, espirituais, religiosas, sociais, políticas, e o próprio Povo, que mais deve elevar a sua consciência às Supremas Alturas, de onde nos vêm as melhores inspirações, pois o governo da Terra realmente começa no Céu. Basta ver que — com tantos dementes — ainda não conseguimos atear fogo neste querido planetinha. Alguém, acima da nossa atual compreensão dos fatos, tem conseguido impedir a baderna absoluta. Diante disso, é possível assimilar que essa Aliança Eterna realizou-se em benefício das criaturas. Sendo quebrada por atos degradantes, os resultados serão os piores possíveis. Dá para entender?

 

A Aliança Moral

Por isso,

 

12 Na cidade, reina a desolação, e a porta está reduzida a ruínas.

 

Que porta é essa? É aquela com a qual deveríamos proteger a cidade. O que é a cidade? Somos nós, o Lugar Santo de que fala o Apocalipse, 21: 27, e o Evangelho do Cristo, segundo Mateus, 24: 15 e 16*6.

Antigamente, não havia países como hoje são concebidos; contudo cidades, a maioria, vilarejos. Muitos lugares eram assim.

A porta foi arrombada, está reduzida a ruínas. A vida conseqüentemente também: quem vive na cidade fica, pois, à mercê da violência, visto que não manteve a aliança moral há tanto assumida.

 

13 Porque será na Terra, no meio destes povos, como o varejar da oliveira e como o aprimorar, quando está acabada a vindima.

 

A seara*7, onde andará? Secou como os rios da Amazônia. Quem diria?!

 

Então, versículo 20:

 

– A Terra cambaleia como um bêbado e balanceia como rede de dormir; a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará.

 

Terra aqui é sociedade, com seus grupamentos humanos; são nações que ficam como bêbadas, desconexas, delinqüentes, armadas de todo jeito, ameaçando-se umas às outras, até que um dia uma delas ou alguém atravesse a fronteira, o limite. E aí?!…

Será culpa do Criador Celeste? De forma alguma! Saibamos assumir as nossas responsabilidades e abdiquemos do confuso deus antropomórfico, lamentado por Zarur no seu provocador

 

Poema do deus humano

Se daquele Deus-Homem, bom Junqueiro,

O Gênesis foi fácil coordenar,

Inda é muito mais fácil completar

O Gênesis com o Finis justiceiro:

 

I

No espaço não havia coisa alguma:

Só o nirvana do vácuo imensurável.

Era a felicidade, a que hoje, em suma,

Preocupa a Humanidade incontentável.

Mas, de súbito, inexplicavelmente,

No imensurável vácuo silencioso,

Apareceu alguém com ar de gente,

Um gigante de fácies tenebroso.

Olhou, ameaçador, o caos profundo,

E pôs-se a bambolear o corpo lasso:

Aqui começa a história deste mundo

E a dos outros que rolam pelo espaço.

 

II

Concentrando-se o ilustre cidadão,

Que se chamava Iavé, segundo a história

(Que é mesmo história, como o nome diz),

Não chegou a nenhuma conclusão

A respeito da origem probatória

Da sua aparição louca e infeliz.

Como nascera e para que surgira?

Não havia na espessa escuridão

Nem aviões nem raças de cegonha.

De maneira que o pobre velho gira,

Perplexo, atarantado, trapalhão,

Adquiriu sobrenome: Iavé Pamonha.

 

III

Sem assunto, isolado nas alturas,

Obumbrado em terríveis conjecturas,

Sem ter mais que fazer, de uma arrancada

Fez o mundo, um macaco e uma macaca

(Obra vil que não vale uma pataca),

E esperou que brotasse a macacada.

Esta surgiu como estupenda ameaça,

Formando o que chamamos, hoje, massa.

 

IV

Começa, então, a vida. Os artifícios

Ornavam as macacas, e os macacos

De plácidos passaram a velhacos,

Introduzindo novos sacrifícios.

O velho Iavé ficou como um Vesúvio:

Para acabar com tal patifaria,

Não teve pena da macacaria,

E sepultou-a toda num dilúvio.

 

V

Mas eis que do dilúvio se escapole

Noé, cuja família se salvou;

E o imaculado Noé se maculou,

Dando péssimo exemplo à imensa prole.

Ficou, portanto, mais acanalhada

A espécie humana, pródiga de taras,

Sutilíssimas, ótimas e raras,

Conforme o paladar da súcia airada.

 

VI

Fiado em Moisés, Iavé lhe deu as duas

Tábuas dos dez divinos mandamentos.

Esse espalhou-os pelos quatro ventos,

Pregando pelas casas, pelas ruas.

Mas todos viram nisso o mal de goro,

E ficavam (enquanto o bom Moisés

Quebrava as tábuas e as calcava aos pés)

Dançando em volta do bezerro de ouro.

 

VII

Como último recurso, o fulo Zeus

Mandou à terra o manso e meigo Cristo

(Que, afinal, nada teve com tudo isto)

E esperou a atitude dos sandeus.

O fim pouco tardou: a Humanidade,

Já farta de sermões e mandamentos,

Crucificou Jesus sem piedade,

Glorificando seus instintos cruentos.

Não tendo mais recurso, Iavé Pamonha

Nas suas obras vãs se concentrou,

Viu, pensou, concluiu, criou vergonha:

Arrependido, enfim, se suicidou.

 

É, portanto, tempo de amadurecer.

E prosseguindo com Isaías:

 

(…) E balanceia (a Terra) como rede de dormir…

 

Quer dizer, fica realmente tonta, em face dos ventos das confusões humanas!

Diante do que

 

(…) a sua transgressão pesa sobre ela, ela cairá e jamais se levantará.

 

Em diversas conjunturas, isso ocorreu na História do mundo. E várias civilizações nunca mais se levantaram depois de cair. Muitas formas de viver também…

A Primeira Guerra Mundial, por exemplo, acabou com impérios: o austro-húngaro, o turco-otomano, e acertou fortemente o britânico.

 

Oração ecumênica

Bom, agora vamos nos preparar para a prece.

O que precisamos aprender neste mundo?

Quando Jesus diz: A cada um de acordo com as suas obras – não está determinando a punição aleatória de ninguém, porque Ele resolveu que seja assim. É que se não houver esse conceito do Mestre em evidência, algo cresce muito: a impunidade com todos os seus corolários, com suas resultantes tantas vezes trágicas, como um reino da falta de vergonha, em que se prende quem rouba um pão e se deixa cinicamente livre aquele que assalta a pátria, levando à miséria e ao desespero multidões, as quais, por terem sido mantidas incultas e mal-informadas, demoram a entender o dano que lhes é feito por quem as deveria defender. Por isso, não basta educar, é preciso espiritualizar. Quem realmente eleva o Espírito precata-se de se valer do seu conhecimento, como se fora um assaltante de beira de estrada.

O Evangelho de Jesus sobrevive porque expande uma forte mensagem moral, ética, humana, social e espiritual. (Eu não disse moralista.) Ao estudá-lo, em Espírito e Verdade à Luz do Novo Mandamento do Cristo de Deus, passamos a entender, com o tempo, que é o grande Ministro de Deus*8, o conceito de Justiça aliado ao da Bondade, não da concordância com o que está errado, mas com o sentimento de benevolência que nasce do coração humano criado por um Deus que, na definição de Jesus por intermédio de João Evangelista, É AMOR.

E por falar em Amor, lembramo-nos sempre do Mandamento Novo do Divino Chefe, constante de Seu Evangelho, segundo João, 13: 34 e 35; 15: 12,13 e 9:

 

— Novo Mandamento vos dou: Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes esse mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior Amor do que este: dar a sua própria Vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos tenho amado. Permanecei no meu Amor.

 

Alziro Zarur muito acertadamente completava:

 

— E Jesus deu a Sua existência até por aqueles que se consideravam Seus adversários.

 

Ninguém está condenado eternamente

Excelente a conclusão do sempre lembrado escritor de Poemas da Era Atômica, porquanto os eventuais opositores do Educador Sublime o deixariam de ser, como ocorre todo o tempo, pelo mecanismo da misericordiosa Lei Universal da Reencarnação, através da qual Deus concede ao faltoso a oportunidade de redimir-se. Reencarnação não pune; pelo contrário, estende as mãos a quem se encontra caído. À medida que o tempo vai passando, por meio das vidas sucessivas, os velhos adversários vão entendendo e vivenciando, pela Dor ou pelo Amor, as lições libertadoras do Pedagogo Celeste, por força de Suas palavras e de Seus exemplos.

Ninguém está condenado à danação eterna, senão o Demônio seria bem mais poderoso que Deus, e a Criação Divina, uma Satânica Comédia, com licença de Alighieri*9 (…).

 

Chave da Vida e da Morte

Recordo-me de uma prece comovente em que o Irmão Zarur, o saudoso Fundador da Legião da Boa Vontade, mais uma vez se refere ao Mandamento Novo do Cristo, chamando-o de Chave da Vida e Chave da Morte para a criatura humana, seu Espírito eterno e seus povos. Por que dessa maneira aludia ao Novo Mandamento o Proclamador da Religião de Deus? É muito simples:

Chave da Vida: pois quem ama sem interesses escusos realiza-se, mesmo que o mundo inteiro esteja contra essa pessoa. Já aquele que não sabe o que é amar decreta contra si próprio ou contra si mesma a falência da Alma, até que a Mestra Dor desperte esse Espírito para a sua verdadeira origem que é o colo de Deus, o Amor Infinito. Enquanto isso não é entendido, o Ser Humano vive a Chave da Morte, isto é, a frustração provocada pelo erro.

 

Deus, o Ser Humano e a Prática do Bem.

Zarur sempre dizia:

 

— E Deus criou o Ser Humano de tal forma que ele só pode ser feliz praticando o Bem.

 

Isso não é afirmar que Você tenha de ser covarde, condescendente com o que está errado. Isso não é ser humilde nem praticar o Bem; é ser pusilânime. A humildade é, acima de tudo, corajosa. Também, Você não se pode tornar criminoso para combater o crime. Deve, sim, com espírito de Justiça, iluminada pelo bom senso da Bondade, trabalhar pelo fortalecimento da estrutura institucional do seu país.

 

Vitória sobre si mesmo

Diante do que venho expondo, recorro ao item XXVIII de circular de minha autoria, escrita na madrugada de 18/7/1988, uma segunda-feira, após o inesquecível 13º Congresso da Mocidade da LBV e dos Soldadinhos de Deus, ocorrido no sábado, dia 16/7/1988, na capital paulista.

Nesse documento — dirigido às futuras gerações de Boa Vontade — e que os jovens publicaram sob o generoso título de Epístola Constitucional do Terceiro Milênio*10, asseguro no item

 

Desejo da Paz e Soberania sobre si próprio

 

— Dia virá, sempre haverá um dia — e vós sois a sua vanguarda —, em que o Ser Humano, integrado nas Leis Espirituais, não mais terá anelo pela vitória, a não ser a da Paz; por soberania alguma, a não ser sobre si próprio, pois àquela altura, realizada a institucionalização da Paz, sob os auspícios do Novo Mandamento de Jesus, terá aprendido que, como escreveu Casimiro Cunha, na psicografia do Legionário Francisco Cândido Xavier*11, “vencedor é aquele que vence a si mesmo”.

 

Vamos Falar com Deus

Então vamos orar com o Irmão Zarur e sentir a vibração do Mandamento Novo do Cristo, que ele pregava com acerto, pois reconheceu no Evangelho, segundo João (capítulos 13 e 15), essa Lei Magnânima que era confundida com a Regra Áurea de Moisés: Ama o teu próximo como a ti mesmo*12 (Levítico, 19:18), que constitui, por sua vez, dentro de sua época, um inestimável avanço para a Humanidade.

Que a Paz de Deus esteja com todos nós, e vamos falar com Deus!

“Pai Nosso, que estás no céu, santificado seja o Teu Nome.

Venha a nós o Teu Reino.

Seja feita a Tua Vontade assim na Terra como no Céu.

O pão nosso de cada dia dá-nos hoje.

Perdoa as nossas ofensas como nós perdoamos as dos nossos ofensores.

Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal, porque Teu é o Reino, e o Poder, e a Glória para sempre.”

 

Disseste, Senhor, que onde houvesse dois ou três reunidos em Teu nome, aí estarias no meio deles.

E nós, aqui, somos milhões de Legionários fiéis, nessa luta sagrada por um Brasil melhor, e por uma Humanidade mais feliz.

Sabes, Senhor, que estamos cumprindo Tua ordem: Orai e vigiai! Isto é, orai, mas também trabalhai na bendita seara da Boa Vontade de Deus. “Não há nada oculto que não seja revelado. Toda planta que meu Pai Celestial não plantou será arrancada pela raiz. Quem perseverar até o fim será salvo. Sê fiel até à morte, e Eu te darei a coroa da vida.” E é por isso, Jesus, que marchamos, seguindo os Teus passos: fazendo o que fizeste e mandaste fazer.

Sim, Divino Senhor:

Marcharemos no Sul e no Norte…

Ninguém pode esta marcha deter!

Pois se nós não tememos a morte,

 A quem é que nós vamos temer?

Como dizia André Luiz: “O tempo não marcha em vão”. Ou como disse o Teu servo Lincoln: “Pode-se enganar todo o Povo parte do tempo, pode-se enganar parte do Povo todo o tempo, mas não se pode enganar todo o Povo todo tempo”.

Conheces cada um dos Teus Legionários. Lês no coração como num livro aberto.

Quem, Senhor, Te poderia enganar? Sabes que temos feito o que é humanamente possível para cumprir o Teu Novo Mandamento. Temos de sofrer tudo que sofreste, Tu que não tinhas pecado algum e disseste: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai a Deus senão por mim.”

Portanto, Senhor, tem piedade de nós.

Nós Te suplicamos em favor de todos os doentes do corpo e doentes da Alma.

Neste copo d’água, coloca o remédio perfeito de cada um de nós. E estes em quem vamos pensar, estejam onde estiverem, recebam neste momento a bênção da Tua cura, na força desta corrente, em nome de Deus!

(Aqui, caro leitor, faça o seu pedido.)

Graças, Senhor!

Ampara o nosso Brasil!

Ilumina os nossos governantes, protege o nosso Povo, abençoa nossa família.

Dá-nos a Divina Paz que prometeste àqueles que vivem o Teu Novo  Mandamento: “Minha Paz vos deixo, minha Paz vos dou. Eu não vos dou a Paz do mundo, Eu vos dou a Paz de Deus que o mundo não pode dar. Não se turbe o vosso coração nem se arreceie, porque Eu estarei convosco, todos os dias, até o fim do mundo.”

 

GLÓRIA A DEUS NAS ALTURAS, PAZ NA TERRA AOS HOMENS E MULHERES DA BOA VONTADE DE DEUS!

 

Vamos trabalhar

Após havermos entrado em sintonia direta com os Poderes Celestiais, pela Oração na palavra de Alziro Zarur, prossigamos com nosso trabalho em prol de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz, como preconiza a heróica LBV desde os seus primórdios.

Que a Paz de Deus esteja agora e sempre com todos!

E para os que Nele não creiam, os votos de que os mais elevados sentimentos que confortam os corações humanos iluminem as suas existências.

E cá entre nós, os que não são radicais, todas essas belezas da Alma, como ensinava o velho Zarur, são sinônimos Dele, o Pai Celestial.

Viva Jesus!

 

_________________________

*1 Comentário de Paiva Netto — “Portanto, não por causa de Deus”.

*2 Um povo de dura cerviz — Velho Testamento, Livro Êxodo, 32:9.

*3 A cada um de acordo com as próprias obras — Evangelho do Cristo, segundo Mateus, 16: 27.

*4 As coisas espirituais devem ser entendidas espiritualmente — Primeira Epístola de Paulo Apóstolo aos Coríntios, 2:14.

*5 Entendimento de Deus – No seu livro Reflexões da Alma e também na publicação Sociedade Solidária Altruística Ecumênica, Paiva Netto desenvolve um raciocínio sobre o Criador nestes termos: “(…) Deus que o Homem ainda não sabe se é ‘Quem’, ou ‘Quê’ (não o quê, como uma lata na rua, ou um pedaço de papel rasgado); todavia um Quê Divino, o qual, quando a Ciência O decifrar, abrir-lhe-á horizontes em dimensões múltiplas da Sabedoria e da Moral quintessenciadas. Questões que instigaram estudiosos do quilate de filósofos, como o brasileiro Huberto Rohden (1893-1981) e o italiano Pietro Ubaldi (1886-1972)”.

*6 A abominação da desolação no Lugar Santo (Evangelho do Cristo, segundo Mateus, 24: 15 e 16) 15 Quando, pois, virdes a abominação da desolação de que falou o Profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda),

16 então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes (…)”. Em Somos todos Profetas, de Paiva Netto, encontramos: “Nunca como agora a abominação desoladora do Dragão atacou tanto o Ser Humano. Que lugar mais santo no mundo pode existir além da intimidade das criaturas de Deus, o coração, a mente, a Alma das pessoas? Disse Jesus por intermédio de Paulo Apóstolo que somos o Templo do Deus Vivo. (…)”

No Apocalipse, 21:27, está escrito: Nela (a Cidade Santa) jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem os que praticam abominação e mentira, mas somente aqueles que estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro de Deus, o Livro da Vida Eterna.

*7 Seara – Terra cultivada.

*8 Nota de Paiva Netto – “O tempo é o grande Ministro de Deus”, pensamento muitas vezes repetido por Alziro Zarur.

*9 Alighieri (Dante) – Autor da Divina Comédia, poema épico que narra uma odisséia pelo Inferno, Purgatório e Paraíso. Dante nasceu em Florença, na Itália, no ano de 1265. Exilado em Ravenna, morreu em 1321.

*10 Epístola Constitucional do Terceiro Milênio — Livro do escritor Paiva Netto, lançado em 7/9/1988, e que faz parte da coleção Livro do Bolso-de-Cima.

*11 Francisco Cândido Xavier (1910-2002) — O maior médium do Brasil. Psicografou mais de 400 livros com mensagens do Mundo Espiritual. Grande amigo da Legião da Boa Vontade – LBV, foi homenageado com a Comenda da Ordem do Mérito da Fraternidade Ecumênica, do ParlaMundi da LBV — edição 1997, na categoria Religião. Chico Xavier é Legionário da Boa Vontade, inscrição nº15.353, de 3 de julho de 1956. Documento assinado em Pedro Leopoldo/MG.

*12 Em sua mensagem “O Novo Mandamento”, o Espírito Emmanuel conceitua sobre o significado da Regra Áurea Mosaica e do Novo Mandamento do Cristo:

 

A leitura despercebida do texto induziria o leitor a sentir nessas palavras do Mestre absoluta identidade com o Seu ensinamento relativo à regra áurea.

Entretanto, é preciso salientar a diferença.

O “ama a teu próximo como a ti mesmo” é diverso do “que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei”.

O primeiro institui um dever, em cuja execução não é razoável que o homem cogite da compreensão alheia. O aprendiz amará o próximo como a si mesmo.

Jesus, porém, engrandeceu a fórmula, criando o Novo Mandamento na comunidade cristã. O Mestre refere-se a isso na derradeira reunião com os amigos queridos (A Santa Ceia – Evangelho, segundo João, capítulos 13 a 17), na intimidade dos corações.

A recomendação “que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” assegura o regime da verdadeira solidariedade entre os discípulos, garante a confiança fraternal e a certeza do entendimento recíproco.

Em todas as relações comuns, o cristão amará o próximo como a si mesmo, reconhecendo, contudo, que no lar de sua fé conta com irmãos que se amparam efetivamente uns aos outros.

Esse é o Novo Mandamento que estabeleceu a intimidade legítima entre os que se entregaram ao Cristo, significando que, em seus ambientes de trabalho, há quem se sacrifique e quem compreenda o sacrifício, quem ame e se sinta amado, quem faz o bem e quem saiba agradecer.

Em qualquer círculo do Evangelho, onde essa característica não assinala as manifestações dos companheiros entre si, os argumentos da Boa Nova podem haver atingido os cérebros indagadores, mas ainda não penetraram o santuário dos corações.

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