Editorial

O Amigo que retorna

Pregar aos Simples de Coração a Volta Triunfal de Jesus, destacando o impacto de Sua mensagem sobre as áreas do saber humano, é marca indelével de Paiva Netto no ofício de Presidente-Pregador da Religião do Terceiro Milênio.

Nesta edição, para abordar a “Sagrada Referência ao Bem” do Mestre dos mestres, o autor traz para suas análises contribuições de Gandhi, Buda e Paulo Apóstolo. Ao falar do Grande Retorno do Senhor da Paz, mostra a diferença entre os calendários terrenos e o Espaço e Tempo Divinos, esclarecendo que o “Planejamento Celeste (…) independe das decisões humanas favoráveis a ele ou não”.

Numa preparação global para a chegada em definitivo do Divino Mestre ao planeta, Paiva Netto transcreve o momento evangélico no qual, ao terceiro dia após a crucificação, os Discípulos, estupefatos, deparam-se com o túmulo vazio.

A leitura deste artigo fará com que, a exemplo dos seguidores do Cristianismo nascente que foram ao sepulcro, corramos também, cheios de emoção, ao encontro de Jesus, na manifesta vontade de propagar Seus ensinamentos aos nossos semelhantes.

Conforme conclui o autor: “O Cristo retorna todos os dias nos corações de Boa Vontade”.

Excelente leitura!

Os Editores

A visão do Trono de Deus

(Apocalipse de Jesus, segundo João, 4:1 a 6.)

 “1 Depois disso olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para cá, e Eu te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas.

“2 Logo fui arrebatado em Espírito, e eis armado no céu um trono, e nele Alguém sentado; “3 e esse que se acha assentado é semelhante no aspecto à pedra de jaspe e de sardônio, e ao redor do trono há um arco-íris que se assemelha no aspecto à esmeralda.

“4 Ao redor do trono há também vinte e quatro tronos e assentados neles vinte e quatro anciãos vestidos de branco, em cujas cabeças estão coroas de ouro.

“5 Do trono saem relâmpagos, vozes e trovões, e diante dele ardem sete tochas de fogo, que são os Sete Espíritos de Deus.

“6 Há diante do trono um mar de vidro, transparente, semelhante ao cristal, e também no meio do trono e à volta dele, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás.”

*****

Comentarei hoje com Vocês sobre a volta de um Grande Amigo da Humanidade. É assunto que muita emoção traz às nossas Almas. Independentemente da linha de pensamento que qualquer um de nós adote, é unânime em nossos corações o anseio de ter por perto alguém que nos direcione por bons caminhos, nos exemplifique elevados caracteres de convivência espiritual, humana e social.

Observo no retorno de Jesus, o Cristo Ecumênico, isto é, Universal, o Divino Estadista, ao planeta Terra uma bem-aventurança para todas as comunidades.

Em minhas palestras pelo rádio, pela televisão, pela imprensa e pela internet, tenho sempre procurado analisar esse Sublime Acontecimento. Em uma delas, no meu livro Apocalipse sem Medo, ainda antes de ingressarmos no atual milênio, assim considerei:

Tempo de Deus

Jesus ressuscitou ao terceiro dia. Vejam bem: ressuscitou! (Evangelho, consoante Lucas, 24:1 a 12):

“1 No primeiro dia da semana, as mulheres que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia foram ao túmulo, de madrugada, levando os aromas que haviam preparado.

“2 E acharam a pedra removida do sepulcro;

“3 todavia, ao entrar, não acharam o corpo de Jesus.

“4 Estando perplexas com o acontecimento, surgiram-lhes à frente dois Anjos com vestes resplandecentes.

“5 Tomadas pelo temor, baixaram os olhos para o chão. Eles então lhes falaram: Por que procurais entre os mortos Aquele que vive?

“6 Ele não está aqui. Ressuscitou! Lembrai-vos do que vos prometeu, quando ainda se encontrava na Galileia.

“7 Ele vos advertiu que o Filho de Deus seria entregue nas mãos de pecadores e, crucificado, ressuscitaria ao terceiro dia.

“8 Então se recordaram das Suas palavras.

“9 Voltando do túmulo, anunciaram todos estes fatos aos onze e àqueles que ali estavam.

“10 Eram Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago. Também as demais que vieram com elas confirmaram tais maravilhas aos Apóstolos.

“11 Esses relatos lhes pareciam como um delírio, e não deram fé ao testemunho delas.

“12 Pedro, contudo, levantou-se e correu ao sepulcro. Lá chegando, nada mais viu além dos lençóis de linho. Retirou-se então para casa, maravilhado com o que ocorrera”.

A Divina Referência

Jesus, ao terceiro dia, voltará. Mas no Tempo Dele, não conforme a contagem humana, que é cheia de equívocos. Que o diga Dionísio Exíguo* (470-544). Errou nos cálculos que foram usados por Gregório XIII (1502-1585), na sua reforma do calendário, em 1582. O Cristo não se pode valer de uma cronologia que já nasceu errada e que, ainda mais, não é utilizada por muitas das nações.

Digamos, para argumentar, que o Tempo, para análise dos assuntos proféticos, deveria ser contado desde que a Terra surgiu no Universo. A partir dessa marcação, encontraríamos a data correta para a época do Retorno de Jesus, posto que assim estaríamos de acordo com o Planejamento Divino, segundo o qual este planeta foi estruturado.

Acima de tudo, não podemos nos esquecer de que o Cristo retorna todos os dias nos corações de Boa Vontade, mesmo nos daqueles que não O louvam declaradamente, porque Ele é uma Sagrada Referência ao Bem, para o qual não devem existir fronteiras intransponíveis. É um fenômeno espiritual que se dá conosco, para o qual precisamos exercitar “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, como aconselha o Celeste Professor nas mensagens às Sete Igrejas da Ásia, que hoje estão no mundo inteiro envolvendo a Política, a Ciência, a Filosofia, a Economia, a Religião, a Arte, o Esporte e assim por diante.

— “Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às igrejas do Senhor. Ao vencedor, darei a comer dos frutos da Árvore da Vida Eterna que se encontra no paraíso de meu Deus” (Carta de Jesus à Igreja em Éfeso, Apocalipse, 2:7).

Do gosto popular

Muitas vezes, algumas palavras conseguem traduzir o ensinamento de monumentais obras no campo das letras. Isso sem desmerecer o árduo esforço de seus autores. Aliás, nenhum escritor ignora o poder da síntese. São do gosto popular os pequenos textos, as frases curtas. Basta observar o sucesso alcançado pelas redes sociais na internet.

Gostaria, então, de compartilhar com Vocês breves reflexões minhas que a turma da Super Rede Boa Vontade de Comunicação tem destacado de meus livros e palestras no rádio e na TV.

Simples de Coração e planejamento

Esta foi extraída de As Profecias sem Mistério (1998): Os Simples são os que lutam por tornarem-se puros de coração. E assim devem ser, porque estes verão Deus face a face, como revela Jesus nas Bem-Aventuranças do Seu Sermão da Montanha, uma das mais importantes páginas da literatura espiritual planetária.

Minha confiança nas Profecias de Deus. Registrei-a em Jesus, o Profeta Divino (2011): Tudo o que foi anunciado por Deus será cumprido. Tudo! Entretanto, unicamente aqueles que se esforçam por ter “olhos de ver e ouvidos de ouvir” percebem essa perfeita atuação do Planejamento Celeste em plena marcha, que independe das decisões humanas favoráveis a ele ou não. Se semearmos, colheremos, portanto, o que houvermos plantado de bom ou de ruim.

Boas Obras e o capital

Em fevereiro de 2000, ao me dirigir  aos educadores da rede de ensino da LBV, declarei: O Buda (563-483 a.C.) afirmava serem as criaturas, assim como todas as coisas neste orbe, constituídas de uma única essência, diferindo-se apenas umas das outras segundo as formas que adquirem, em virtude das influências exercidas sobre elas. Consequentemente, no caso dos seres humanos, seus atos os caracterizam. Por isso, em sua grande jornada, o fundador do Budismo não se cansava de apontar as boas ações como um dos elevados caminhos para a iluminação: “Não façais pouco caso do mal, dizendo: ‘Ele não recairá sobre mim’. A água, embora caindo gota a gota, acaba por encher o vaso; o mal, embora praticado pouco a pouco, acaba por encher a Alma do transgressor”.

E aqui uma máxima a que gosto de recorrer: Mahatma Gandhi (1869-1948), numa frase lapidar, retratou a realidade: “O capital em si não é mau; o uso incorreto dele é que é ruim”.

Exato! Por isso, é preciso compreender a amplitude da lição de Paulo Apóstolo, em sua Primeira Epístola a Timóteo, 6:10, ao considerar que “o dinheiro é raiz de todos os males”. Realmente! Mas, quando dele não fazemos bom emprego. Um marcante exemplo de como aplicar bem as riquezas que Deus em nós deposita encontramos na Parábola do Bom Samaritano (Evangelho de Jesus, consoante Lucas, 10:25 a 37). Exercer a Caridade material e espiritual é o melhor dos fundos de investimento. É o altruísmo iluminado pela generosidade e pela justiça, capaz de promover o progresso geral. Eis um dos temas que desenvolvo na obra O Capital de Deus.

 


* Dionísio Exíguo — Monge nascido no século 5 e estudioso de Matemática e Astronomia. Foi responsável por instituir o Anno Domini (A.D.), tendo como marco histórico o nascimento de Jesus Cristo na Terra. Esse novo referencial norteou o Papa Gregório XIII a compor o calendário gregoriano, utilizado até hoje em grande parte do mundo, em especial no Ocidente. Contudo, pesquisadores concluem que Dionísio, ao buscar nos textos sagrados o ano exato do nascimento do Divino Mestre na Terra, se equivocou.

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