Editorial

Jesus, a Educação, a Economia e a sua ética, firmadas no Seu Novo Mandamento, no Evangelho e no Apocalipse (Parte I)

Nesta edição, número 106, de JESUS ESTÁ CHEGANDO!, fazemos uma pausa na publicação da série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração para levar a vocês, queridos leitores e leitoras, trechos do discurso de improviso do Presidente-Pregador da Religião de Deus, José de Paiva Netto, em 24/10/2009*1, na Nave do Templo da Boa Vontade — que integra o Conjunto Arquitetônico Ecumênico por ele inaugurado em Brasília/DF, Brasil —, durante as comemorações do 20o aniversário do TBV, o monumento mais visitado da capital brasileira. Também não faltam comentários dele sobre assuntos afins, proferidos na chegada ao Templo da Paz, no Gabinete da Presidência da Legião da Boa Vontade no Distrito Federal, bem como em outras ocasiões, ao mesmo tempo bastante oportunos para a época em que vivemos.

Os Editores

 

Minhas irmãs e meus amigos, minhas amigas e meus irmãos,

Deus Está Presente!

Viva Jesus, o Cristo Ecumênico e Divino Estadista, que já vem, em nossos corações para sempre!

Enquanto fitava, neste momento, a Nave repleta do Templo das Mulheres e dos Homens, dos Jovens, Crianças e Espíritos da Boa Vontade de Deus, mentalmente revia, comovido, o ingresso dos pequeninos e dos Irmãos com necessidades especiais, quando inaugurei o Templo do Ecumenismo Divino. Foi memorável aquele 21 de outubro de 1989! Por que lhes pedi que adentrassem primeiro no TBV? Porque ele, como já lhes falei — parafraseando o genial Apparício Torelly, o Barão de Itararé (1895-1971)*2, ao se referir à LBV —, é um milagre “da capacidade realizadora do povo brasileiro”. E o Apporelly era comunista, o que demonstra que a Legião da Boa Vontade é, de fato, conforme a definia o seu célebre Fundador, Alziro Zarur (1914-1979), “o Campo Neutro do Cristo”, no qual todas as criaturas de Deus, da Terra ou do Mundo Espiritual, podem confraternizar.

De caminhão até o TBV

Dirigindo-se à multidão que o aplaudia, em descontraído bate-papo, Paiva Netto perguntou:

Cadê a família que chegou de caminhão? Talvez esteja em outro ambiente do TBV. Sei que todos os espaços do Conjunto Ecumênico da Boa Vontade ficaram lotados.

Ah, aí estão eles… Salve Araçatuba [São Paulo]! Sabia que era a Farailde [Barbosa dos Santos]. Eu não esqueço o nome dela. Certa vez, Flávia, repórter de uma revista de significativa circulação, ficou espantada, pois eu me lembrava de nome, sobrenome, carteira de vacina… dos Legionários (risos). Acredito que seja a indispensável ajuda dos Amigos Espirituais, sempre ao nosso dispor, na qualidade de Anjos da Guarda que são, como explicaremos mais tarde.

Voltando ao dia da inauguração do TBV, há 20 anos, recordo-me de quando desci a rampa de acesso à Nave, fazendo primeiramente passar por ela os Soldadinhos de Deus*3 e irmãos com algum tipo de deficiência física (entre eles, em sua cadeira de rodas, o entusiasmado Legionário da Boa Vontade Francisco Camilo de Oliveira, de Governador Valadares, Minas Gerais, que aparece na foto acima). Dirigi-me, então, naquela data, ao centro da Pirâmide das Almas Benditas, acompanhado, entre outros, por Johnny Saad, da Band, que representava o meu saudoso amigo Dr. João Jorge Saad (1919-1999); presente também o jornalista Alexandre Garcia, da Globo, entre muitos outros convidados*4.

O melhor com os melhores

Tive a satisfação de acompanhar, por estes dias, na Boa Vontade TV, e ouvir, na nossa Super Rede Boa Vontade de Rádio (Super RBV), a programação rememorativa, que apresentou inclusive crianças e jovens que, naquele tempo da inauguração do TBV, tinham poucos anos de idade. Eu os revi e reouvi bem falantes e pensei: Puxa, hoje são mulheres e homens plenos de decisão legionária da Boa Vontade e bondade na Alma! E uma Obra do jaez das Instituições da Boa Vontade (IBVs) precisa de gente com tal denodo. Para fazer o melhor, Vocês necessitam cercar-se dos melhores, a partir da elevação dos seus Espíritos, sem desprezar os que ainda estão amadurecendo em seus valores próprios. E quanto aos que não se consideram os melhores, tornem-se sem se transformar em radicais individualistas melhores também. Contem conosco. Estamos aqui, com a Pedagogia de Jesus, exatamente para isso. É nosso dever instruir, educar e reeducar em Espírito e Verdade à luz do Novo Mandamento do Cristo Ecumênico, sempre e sempre. Não pregamos a construção de uma casta arrogante e pernóstica. Queremos dizer que urge formar levas e levas de elementos preparados para os novos tempos da Humanidade, não apenas no tocante ao incrível avanço tecnológico. Emmanuel, numa mensagem dirigida a Alziro Zarur, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002), em São Leopoldo, Minas Gerais, no ano de 1956, revela:

― “Estejamos convictos de que as Legiões do Amor receberão, constantemente, novos recursos de cooperação por intermédio daqueles que se lhes agregam à bandeira do Bem”.

TBV — o Templo da Paz desarmada

Pude ainda assistir à entrevista de um velho amigo, que está presente neste instante, e que chamou este monumento de Templo da Paz. Levei a sério sua proposta, inscrevendo a denominação logo na entrada da Pirâmide das Almas Benditas, dos Espíritos Luminosos, porque o TBV é o Templo da Paz mesmo! A sugestão foi do renomado jornalista Gilberto Amaral. Mas, quero deixar bem claro, este não é o templo da paz armada, da paz resolvida exclusivamente nas mesas de diplomacia em que, às vezes, por detrás há tanta coisa que Vocês nem imaginam; tantos acordos secretos assinados, com vistas a uma paz mundana cujo preço é o sangue e o esforço, escravo ou quase escravo, de muitos. Aqui não custa o sacrifício de ninguém, pois todos procuram manter-se integrados na vibração excelsa do Sublime Amigo, e isso supera qualquer dificuldade, graças a Deus! O custo, sim, foi a Boa Vontade de todos aqueles que, ao meu lado, se esmeraram para que este milagre fosse erguido.

(Aplausos do público)

Mas venha cá, por favor, Gilberto! É o esposo feliz de Dona Mara! Quem casa com uma senhora dessa estirpe ganhou todas as sortes grandes do mundo.

― Gilberto Amaral: “Quando entrei no TBV pela primeira vez, senti uma força espiritual fora do comum. É um Templo que diz mais de Espiritualidade (Ecumênica) em todo o mundo. Além do Amor, da Fraternidade, da Caridade, aqui existe o principal: a Paz que tanto almejamos! E é a Paz que o Irmão Paiva nos traz com a sua presença. Se não fosse ele, não estaríamos aqui, sem ódios e sem rancores! Ele é o nosso grande amigo!”.

Grato, caro Gilberto. Contudo, costumo afirmar, ninguém faz nada sozinho.

Muitas comemorações

Minhas amigas e meus amigos, nunca vi um ano com tantas festividades, tantos decenários históricos nas Instituições da Boa Vontade: 50 anos da Proclamação do Novo Mandamento de Jesus (7 de Setembro de 1959); 40 anos da  Proclamação do Centro Espiritual Universalista (CEU) da Religião de Deus (5 de outubro de 1969);  30 anos da volta de Alziro Zarur à Pátria da Verdade (21 de outubro de 1979); 30 anos que estou convivendo com Vocês diretamente à frente da LBV; 20 anos do Templo da Boa Vontade (21 de outubro de 1989)! E tudo isso às vésperas de a LBV completar 60 anos de fundação, em 1o de janeiro de 2010.

Para festejar o cinquentenário da Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, feita por Alziro Zarur, na cidade de Campinas/SP, Brasil, a 7 de Setembro 1959,  jovens componentes da Academia Jesus, o Cristo Ecumênico*5, lançaram o livro Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur na Terra, primeiro volume desse instituto de cultura espiritual, que ilumina e iluminará o saber humano, tão necessitado de sublimar-se, o que unicamente será possível pelo exercício do Ecumenismo Divino.

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ADENDO I

Academia Jesus, o Cristo Ecumênico

Quando fundei esta Escola Magna de Sabedoria Espiritual Ecumênica, em 2007, assim a defini: A Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, é composta pelo Instituto de Estudo, Pesquisa e Vivência do Novo Mandamento de Jesus e pelo Instituto de Estudo e Pesquisa da Ciência da Alma. Por meio da produção de conhecimento universal, isto é, divino e humano, tem por objetivo dessectarizar a maneira como alguns veem o Cristo de Deus e o Cristianismo, ou seja, cabe a ela demonstrar a influência e a aplicabilidade dos ensinamentos ecumênicos e eternos do Acadêmico Celeste em todos os campos do saber espiritual-humano, apresentando-O de forma abrangente, fraterna e irrefragável à Humanidade. Todo esse esforço de Fé Realizante que os Jovens de Boa Vontade descrevem visa demonstrar o acanhamento de qualquer campanha infrene de reducionismo de todo o significado divino-humano de Jesus, que, no famoso diálogo com Nicodemos (Evangelho segundo João, 3:1 a 21), nos desperta para o fato de que existe uma Espiritualidade além da espiritualidade, uma Filosofia além da filosofia, uma Ciência além da ciência, uma Economia além da economia, uma Política além da política, uma Arte além da arte, um Esporte além do esporte, uma Existência além da existência, um Horizonte além do horizonte, um Deus Divino além do deus humano. O Cristianismo não é uma simples vertente entre as crenças. Ele é o Amor esplendoroso que nasce do Teu coração, Jesus, e alimenta a vida no mundo! A Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, surge para iluminar o conteúdo ideológico (espiritual e humano) dos Seres de Boa Vontade, da Terra e do Céu da Terra, em todas as áreas de atuação, para que seu modo de exprimir-se e de existir não seja espiritualmente vazio, e que, por isso, a Doutrina do Cristo Ecumênico, em Espírito e Verdade à luz do Seu “Amai-vos como Eu vos amei” (Evan­gelho segundo João, capítulos 13 e 15), cumpra sua notável tarefa de esclarecer e libertar as criaturas, pois o Criador deseja que ninguém se perca (Segunda Epístola de Pedro, 3:9). Por esse motivo, instituiu a Lei das Reencarnações ou das possibilidades sucessivas de redenção.

Sabedoria Divina que desce ao mundo

A Academia Jesus, o Cristo Ecumênico, é uma das principais funções da Revolução Mundial dos Espíritos de Deus, no campo da Cultura, portanto, em qualquer estrato da Criação espiritual e humana, pois toda ciência vem de Deus, jamais compreendido como uma figura exótica, criada à imagem e semelhança de nós, os Seres Terrenos. Deus não tem forma humana*6. Com elas, as Almas Celestes, nossos Anjos Guardiães, os Luminares da Espiritualidade Superior, devemos manter sintonia permanente, porquanto dos seus generosos corações só nos chega o Bem, isto é, a Sabedoria Divina, para qualquer campo do raciocínio terreno. Eles são nossos Anjos Protetores, sempre dispostos a nos transmitir um tesouro incalculável: o do Pai Celestial. Muito apropriadamente, Alziro Zarur escreveu que

— “O segredo do governo dos povos é unir a Humanidade de baixo à Humanidade de Cima, sob as luzes do Novo Mandamento do Cristo: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim sereis reconhecidos como meus discípulos” (Evangelho segundo João, 13:34 e 35).

Como sabemos, todo governo começa na mente, tanto de governantes quanto de governados, que sofrem a influência não apenas da cultura terrestre, mas também dos Espíritos elevados ou trevosos, assunto que expliquei detalhadamente em “Quanto à Abrangência do Templo da Boa Vontade*7”, pois é compulsório — saibam ou não os Seres Humanos — o relacionamento entre o plano espiritual e o físico. Muita gente acredita que pensa sozinha, o que é terrível engano, já esclarecido pela Religião de Deus, a todos aqueles que leem o Evangelho-Apocalipse do Cristo Ecumênico, em Espírito e Verdade à luz do Mandamento Novo do Divino Pedagogo. Aliás, como a morte não existe*8, os notáveis pensadores da Humanidade continuam vivos no Além, hoje mais esclarecidos do que ontem e conscientes da existência de Deus e da Eternidade com as boas consequências que privilegiam os que se realizam acessando todo o conhecimento e prática oferecidos aos que se felicitam quando alcançam a Verdade Divina. Ensinou Jesus que — a Verdade (de Deus) nos libertará (Evangelho segundo João, 8:32).

A distante Galileia

O local escolhido para a pioneira e hoje famosa Proclamação do Novo Mandamento de Jesus, por ser o maior espaço público em Campinas/SP na época, foi o antigo Hipódromo do Bonfim, para que todos tenhamos um bom fim, que é sempre o precursor de um bom início, ou reinício. O mundo não vai acabar, mas transformar-se muito. Basta recordar “A Grande Tribulação”, anunciada pelo próprio Jesus,

 “como nunca houve, desde a criação do mundo, nem jamais se repetirá” (Evangelho segundo Mateus, 24:21).

Vejam Vocês, centenas de bancos faliram ou estiveram à beira da falência, nos Estados Unidos, na Islândia e em vários outros países da Europa e da Ásia. Quem diria?! E agora, com a globalização, tudo atinge o planeta velozmente. A propósito, o Brasil, em comparação às outras nações, está-se saindo bem. Minha posição é apolítica e apartidária, apenas fotografo a rea­lidade.

“Ah! Mas a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus foi feita em Campinas, uma cidade do interior de São Paulo! Não aconteceu numa grande cidade do mundo!”

Ora, meu amigo, Jesus vivia lá na Palestina, na Galileia, junto ao lago de Genesaré, que era tão distante de Roma. Entretanto, a Palavra do Mestre Divino e Sua lembrança espalharam-se pela Terra. Os romanos de expressão, contemporâneos de Pilatos e outros de diferentes gerações, quando os césares se aborreciam com eles, baniam-nos e mandavam-nos para aquela região da Palestina, ou outras similares. Aquilo equivalia a um desterro, castigo dos imperadores aos que os amofinavam. No entanto, foi ali que o Messias surgiu, porquanto os antigos hebreus eram monoteístas. Por isso mesmo, constituía um território preparado para a semeadura da Divina Semente. A vinda de Jesus havia sido antevista pelos profetas. Isaías é um exemplo: tantas vezes profetizou acerca do Esperado, que ganhou o título de “O Quinto Evangelista”, consoante enfatizava o saudoso Irmão Zarur.

A respeito da presença do Unigênito entre nós, o citado Profeta vaticinou, na Bíblia dos Judeus*9:

(Isaías, 7:14)

“Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um Filho, e será o Seu nome Emanuel”.

 (Isaías, 9:2 e 6)

“O povo que andava em trevas viu grande luminosidade, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a Luz.

“Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; a autoridade está sobre os Seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

 Deus, nós e o Seu Ouro Divino

Quando uma ideia é boa e seu tempo tenha chegado, transforma o mundo! E a mensagem do Cristo Ecumênico, na excelência do Seu Novo Mandamento, é extraordinária! É ouro espiritual vivo! Entusiasmará o planeta!

Quem souber reconhecer-lhe o inigualável valor espiritual, e vivê-lo, será o Legionário da Boa Vontade convicto, o Cristão do Novo Mandamento autêntico e os adeptos de todas as crenças e descrenças, que põem, acima de todas as coisas, Deus, o Cristo e o Espírito Santo, que santamente amam as criaturas, justamente acima de todas as coisas! É assim que se é, em Espírito e na matéria, forte: comprovadamente colocando a Trindade Divina no ápice de tudo e de todos. Aí está, por mais incrível que pareça, o benefício fraternal para os nossos entes queridos, pois o Deus — que deve ser venerado acima de tudo e de todos — é Amor e não ódio, de acordo com a sentença, nossa conhecida, de João, Evangelista e Profeta (Primeira Epístola, 4:8). Estaremos, assim, aprendendo a amá-los (não apenas aos nossos entes queridos, mas a todos os Seres da Terra) de coração, de forma a trazer-lhes as dádivas que realmente merecerem os Seres Humanos e Espirituais, posto que todos somos filhos de um só Pai, o Celestial, que nos comprou do mundo com o Seu Ouro Divino:

“Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te fazeres verdadeiramente rico e trajares vestiduras brancas, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas com perfeição” (Apocalipse, 3:18).

 E Moisés, no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, diz:

― “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento, sobre todas as coisas” (Deuteronômio, 6:5), e “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico, 19:18).

Eis, no caso, o paradigma, porquanto quem ama a Deus sobre todas as coisas saberá amar divinamente, sem jamais esquecer que “Deus é Amor”, ao seu semelhante.

De onde vem o verdadeiro Poder?

O Profeta Maomé (570-632) — “Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre ele!” — definiu no Alcorão Sagrado*10, na 2a Surata “Al Bácara” (A Vaca), versículo 255:

“Deus! Não há mais divindade além d’Ele, Vivente, Subsistente, a Quem jamais alcança a inatividade ou o sono; d’Ele é tudo quanto existe nos céus e na terra. Quem poderá interceder junto a Ele, sem a Sua anuência? Ele conhece tanto o passado como o futuro, e eles (humanos) nada conhecem a Sua ciência, senão o que Ele permite. O Seu Trono abrange os céus e a terra, cuja preservação não O abate, porque é o Ingente [Magnificente], o Altíssimo”.

O legítimo poder vem do Céu. Tudo é planejado no Mundo Invisível. Não me canso de ressaltar-lhes que o governo da Terra começa nas mais Augustas Esferas Espirituais, onde habitam os fidedignos Dirigentes deste orbe, Almas tão elevadas que a nossa mente, em seu atual desenvolvimento, não as pode com precisão imaginar. Trata-se de um bom desafio para Vocês.

No Bhagavad-Gita*11 podemos ler no canto 2o (Revelação da Verdade):

— “Sem consciência divina a mente não se controla nem se fixa a inteligência, sem o que não existe a paz. E onde não existe paz, pode haver felicidade?”.

O desempenho ideal do que nas Alturas foi concebido depende, contudo, até certo ponto — condição que Jesus conhece perfeitamente —, do nosso livre-arbítrio, bem ou mal empregado. Eis aí!

Nem um til da Palavra de Deus

Todavia, não nos iludamos: somos responsáveis mesmo pelo menor ato, ou palavra, que realizarmos ou proferirmos.

O ilustre Espírito Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900), nas suas numerosas mensagens espirituais, costuma sempre fazer referência ao direito inviolável da criatura ao livre-arbítrio, bem como ao retorno deste. Em 15 de dezembro de 2007, numa comunicação por intermédio do sensitivo Chico Periotto, no Rio de Janeiro, o nobre político brasileiro, do século 19, comentava:

— “O livre-arbítrio é sempre respeitado. Mas quem abusa dele não sabe as graves consequências que terá no Mundo Espiritual”.

É Jesus quem o afiança, no Seu Evangelho segundo Mateus, 5:17 a 19 e Lucas, 16:17:

—  “Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas; não os vim destruir, mas fazê-los cumprir. Porque em verdade, em verdade vos digo que, enquanto o céu e a terra não passarem, nem um só ‘i’ nem um só til da Lei passarão, sem que tudo se cumpra. Aquele, pois, que violar qualquer destes menores mandamentos, e assim ensinar aos homens, será chamado o menor no Reino dos Céus; ao passo que aquele que os observar e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.

“É mais fácil que o céu e a terra passem, que venha a cair um único til da Lei de Deus”.

Reparem que o til nem é um acento. Apenas um sinal gráfico que especifica o anasalamento de uma vogal. Até onde chega a justa reivindicação divina relativamente à obediência às Leis Celestes.

Quanto ao fato de eu ter afirmado que a mensagem do Cristo Ecumênico empolgará e transformará o planeta, pode-se ouvir por aí que, por exemplo, apesar da excepcional pregação bimilenária de Jesus, “o mundo continuou o mesmo”. Em primeiro lugar, isso não é uma verdade histórica, em segundo, de acordo com o que escrevi no primeiro tomo das Diretrizes Espirituais da Religião de Deus, na página 196:

A Terra é curso primário

Muita gente não entende e pergunta:

“Como Jesus redimiu os homens, se tudo continua como dantes?”.

É que ignoram a Lei Universal da Reencarnação. Senão saberiam que, à medida que vão evoluindo no aprendizado dos ensinamentos redentores do Cristo Planetário, os Espíritos geralmente não voltam mais à carne, permanecendo em atividade fraterna no Céu da Terra, ou passando a outros orbes mais adiantados. Assim, dão oportunidade a novas levas de Espíritos mais atrasados para que reencarnem e espiritualmente aqui progridam. A Terra é curso primário.

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A Moral de Jesus

Jean-Baptiste Roustaing (1805-1879), em Os Quatro Evangelhos, magistralmente indica o caminho para a peculiar categoria a ser conquistada:

  “A moral que Jesus personifica é a fonte de todo progresso e a senda que leva à perfeição. Ela conduz à libertação das encarnações materiais”. 

Jesus é uma conquista permanente

Mas aqui, no recém-lançado livro — capítulo “Do Novo Mandamento de Jesus à Paz”*12, vou ler mais um trecho para Vocês. Por favor, me acompanhem:

Jesus é o Pão Vivo que baixa do Alto para alimentar as criaturas humanas e espirituais, uma vez que a morte não interrompe a Vida. Ele disse:

“Eu sou o Pão Vivo que desceu do Céu. Se alguém dele comer, viverá eternamente” (Evangelho do Cristo Ecumênico consoante João, 6:51).

 A Bíblia Sagrada, entendida e vivida em Espírito e Verdade à luz do Novo Mandamento do Cristo Ecumênico, é a mesa farta em que, sob os auspícios do Amor Divino, todos dele nos podemos nutrir.

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Nutrir de quê? Do Pão que desceu do Céu!

Temos muito que aprender com Jesus! Ele é um ensinamento que não tem fim! Seu saber provém de Deus, que é a magnânima Sabedoria!

(Aplausos do público)

Para merecer a proteção do Apocalipse

Agora vamos ver de que forma se realiza essa especial nutrição. Procuremos, pois, o Apocalipse. Quem achar que se trata de um texto apavorante é que é um apavorado ou uma apavorada (risos). Ainda não descobriu que o Livro das Profecias Finais*13 é também rico de sentimento, de boa notícia*14, de felicidade.

Jesus explicará como nos podemos valer da maravilhosa experiência de nos alimentar do Pão que desce do Céu. Se pregarmos bem o que ensina o Apocalipse e vivermos os seus preceitos, atrairemos para nós, de modo direto, a proteção do Apocalipse e seremos divinamente abastecidos por ele.

A recomendação de Jesus de que devemos buscar primeiro o Reino de Deus e Sua Justiça, e assim todas as coisas materiais nos possam ser justificadamente acrescentadas (Evangelho segundo Mateus, 6:33), tem lógica e, por isso, fundamento científico, como tantas vezes analisamos com Vocês. Sempre teremos conflitos, de todas as expressões, enquanto devidamente não nos espiritualizarmos no Ecumenismo Divino, isto é, sem princípios isolacionistas que impedem — até quando?! — a globalização do Amor Universal. Delírio?! Ou Vocês só acordarão na hora em que os algozes odiosos tiverem determinado o fim das gerações?! Não é preciso ser vidente para enxergar o perigo que paira sobre nossas cabeças. Na verdade, urge trocar a globalização do individualismo feroz pela Globalização do Amor Fraterno e Solidário.

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Ainda sobre o Alimento Divino

Mas, prosseguindo, revelou o Professor Celeste no Livro da Revelação:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta para mim, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, comigo. Ao vencedor, Eu o farei sentar-se comigo no meu trono, assim como também Eu venci e me sentei com meu Pai no Seu trono de glória. Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às Igrejas do Senhor” (Apocalipse segundo João, 3:20 a 22 — Carta à Igreja em Laodiceia).

E nos ofereceu mais este complemento, no Evangelho, da mesma forma consoante João, 6:35:

“Eu sou o Pão da Vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede”.

Esse alimento são as Suas aulas de alforria espiritual: lições que nos libertam para todo o sempre.

A regra perfeita

A regra perfeita para estudo e vivência, que afasta ódios e fanatismos da interpretação das Escrituras Bíblicas, é, voltamos a dizer, o Mandamento Novo do Divino Chefe, a Ordem Suprema de Deus, a Ciência Universal do Cristo Ecumênico:

“Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos” (Boa Nova segundo João, 13:34 e 35, Bíblia de Jerusalém).

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ADENDO II

 Jesus — o Democrata Excelente

Façamos uma pausa para chamar a atenção para algo muitíssimo importante: Jesus revela no Apocalipse, na Carta à Igreja em Laodiceia: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz [vejam agora como Ele respeita o nosso livre-arbítrio] e abrir a porta para mim…

Muitos infelizmente ainda não abrem a porta do coração, do sentimento, da razão (sim, da razão, o fundamento do trabalho dos intelectuais do Iluminismo, da Ciência) para Ele, Jesus, o Cientista de Deus.

Faltam-lhes o conhecimento e a vivência do Mandamento Novo do Verbo de Luz. Mas nossa consciência está tranquila, porque o temos divulgado e procurado explicar o seu Alto Sentido pedagógico, espiritual, moral, dando atualmente, mais do que nunca, destaque à questão do Espírito, que somos antes de tudo, e que nos identifica com Deus privilegiadamente, diga-se de passagem, porque Ele é o início e a permanência de tudo o que é bom para nós, Espíritos, criados à imagem e semelhança Dele, conforme ensina Jesus (Evangelho do Cristo segundo João, 4:24). O problema de alguns esforçados pensadores é que às vezes O confundem com as cruentas lutas religiosas que duram séculos. Foram as pessoas, porém, que distorceram a Ordem Suprema*15 do Divino Provedor. E creio que algumas até pensaram servir ao Mestre. Todavia, Ele prega o Amor, o não matar. O Irmão Zarur a todos esclarecia exaustivamente:

― “O que Jesus disse foi o seguinte: ‘Amai-vos como Eu vos amei’, e não: armai-vos uns contra os outros”.

E João, em sua Primeira Epístola, 4:20, 21 e 8, abaliza nossos passos, ao demonstrar flagrantemente a plenitude do Amor que o Excelso Taumaturgo legou aos Seus prestimosos aprendizes:

 ― “Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos da parte Dele este mandamento: aquele que ama a Deus ame também a seu irmão (…), porque Deus é Amor”.

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A guerra não é inerente ao Ser Humano, mas…

Retomando o “Do Novo Mandamento de Jesus à Paz”, podemos ler esta minha mensagem:

Existem aqueles que acham, como se fora fatalismo por eles atribuído em censura aos místicos, que a guerra é indissociável do Ser Humano, sem que haja outra possibilidade de rápido progresso. Naturalmente, encontram-se iludidos. Talvez por enquanto lhes falte a resolução de contrapor-se a qualquer obstáculo e pugnar sem receios por tempos de fato mais pacíficos. Isso requer dose decisiva de arrojo: ir contra aquilo que certos “costumes milenares” ruinosos “decidiram” ser o caminho inarredável das massas. Mas há muitos que possuem esse destemor. Sérgio Vieira de Mello (1948-2003), diplomata brasileiro morto em missão de Paz a serviço da ONU no Iraque, foi um deles. Não afirmo que o instinto assassino vá desaparecer de uma hora para outra da face do planeta, a não ser pela manifestação de uma vontade superior à nossa: a de Deus. Apenas não aceito modelos radicais, capitulados como realismo irremovível, que paralisam a sociedade. Digamos, a fim de argumentar, que, se a guerra viesse, teríamos de enfrentá-la com toda a necessária coragem. Nada de fugir a coisa alguma. Entretanto, um dia, a Fraternidade e a Justiça mudarão para melhor o destino acidentado dos indivíduos, das famílias, das pátrias.

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ADENDO III

O direito de defesa

A nova edição de Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus – A saga heroica de Alziro Zarur na Terra transcreve, em “O direito de defesa”, estas minhas palavras:

Num improviso que proferi na cidade do Rio de Janeiro/RJ, declarei que a Justiça Divina é justamente a expressão verídica do Amor que, tantas vezes, educa com severidade.

Aqui uma explicação se faz imprescindível: não nos esqueçamos daquela lição iniciática que o Irmão Zarur colocou como 7o Mandamento dos Homens e Mulheres da Boa Vontade de Deus:

— “Perdoar é transferir o julgamento à Lei de Deus. Mas o Pai não proíbe que Seus filhos se defendam dos maus”.

(…) O amadurecimento ir-nos-á revelando essa Augusta Face do Pai Celeste, a qualidade pedagógica do Seu Amor e de Sua Justiça aliados.

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60 anos da LBV e 64 anos da ONU

Bem apropriada a leitura desse trecho, visto que estamos festejando antecipadamente os 60 anos da LBV, que serão completados em 1o de janeiro de 2010 e, por feliz coincidência hoje, 24 de outubro, comemoramos os 64 anos da ONU, da qual fazemos parte há tanto tempo. Para quê?! Só para somar número? Não! Vocês vão ver a renovação que faremos com o Novo Mandamento do Cristo Estadista.

Mas voltando ao texto de Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur na Terra, insistimos em algo determinante: um dia, a Fraternidade e a Justiça mudarão para melhor o destino acidentado dos indivíduos, das famílias, das pátrias, como há pouco explicamos.

Justiça e Fraternidade Ecumênica juntas

Abro parênteses para recordarmos o que o combativo jurista brasileiro Rui Barbosa (1849-1923), com sua notável cerebração, declarou a respeito de Justiça e Fraternidade, aliando-as:

— “Eu não troco a justiça pela soberba. Eu não deixo o direito pela força. Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância. Eu não substituo a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo”. (Os destaques são nossos.)

O social só pode vir pelo Espiritual

Diante disso, prosseguindo em “Do Novo Mandamento de Jesus à Paz”: Quando a Criatura se purifica, tudo se transforma à sua volta.

E comento: inclusive a Economia se depura, não apenas a comum de mercado, que deve ser submetida ao critério espiritual e igualmente moral, sem o que as questões sociais não poderão ser completamente vencidas, porquanto primeiro a vitória (do Bem) tem de se realizar no coração humano. Para o sucesso de um povo ou do mundo globalizado, as regras técnicas são importantes, mas não suficientes. Inicialmente, cresce-se em Espírito, o que em origem nos constitui. Tudo continuará invertido na instrução e na educação humanas, enquanto essa realidade, a de que somos Espírito, não for reconhecida, na íntegra, pelos educadores da Terra, pois estarão a basear-se no que não é o alicerce seguro de coisa alguma, a matéria, que se findou ante a famosa equação de Einstein (1879-1955): E = mc2 e do trabalho de outros tantos vanguardeiros a quem muito devem as nações.

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 ADENDO IV

“O futuro pertence ao Espírito!”

Os admiráveis cientistas estabeleceram os fundamentos do fim do materialismo, como afirma Emmanuel, neste trecho da abertura de Nos Domínios da Mediunidade, de André Luiz, na psicografia de Chico Xavier:

“Böhr, Planck, Einstein erigem novas e grandiosas concepções.

“O veículo carnal agora não é mais que um turbilhão eletrônico, regido pela consciência.

“Cada corpo tangível é um feixe de energia concentrada. A matéria é transformada em energia, e esta desaparece para dar lugar à matéria.

“Químicos e físicos, geômetras e matemáticos, erguidos à condição de investigadores da verdade, são hoje, sem o desejarem, sacerdotes do Espírito, porque, como consequência de seus porfiados estudos, o materialismo e o ateísmo serão compelidos a desaparecer, por falta de matéria, a base que lhes assegurava as especulações negativistas.

“Os laboratórios são templos em que a inteligência é concitada ao serviço de Deus, e, ainda mesmo quando a cerebração se perverte, transitoriamente subornada pela hegemonia política, geradora de guerras, o progresso da Ciência, como conquista divina, permanece na exaltação do bem, rumo a glorioso porvir.

“O futuro pertence ao Espírito!”.

Daí a proposta da Religião de Deus: de que se expanda a mensagem de sua Cruzada de Reeducação Geral — com a Espiritualização, firmada no Amor Solidário Divino, porquanto não egoístico —, logo, Ecumênica.

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Contra a mentalidade de senzala

Reflitamos sobre o valor de instruir e educar com Espiritualidade Ecumênica, à luz do Mandamento Novo do Cristo (que não é uma escola de ilusões e ineficiência), porque, aprimorando as ciências econômicas, pelo comportamento espiritual-ético do indivíduo, a que chamo o Capital de Deus, transformaremos toda nação.

É um serviço pedagógico, portanto desde o berço, quando o ser está mais apto a absorver as lições do Bem. Falamos da moral que impede o aumento da impunidade que lança o povo na miséria, visto que o enfraquece, muita vez, sem que ele próprio o perceba. E isso só tende a acontecer, pois a mentalidade de senzala*16 vigora ainda em diversas regiões deste planeta. Trata-se da trágica manipulação das mentes, para manter hegemonia por força do medo, oriundo da ignorância da realidade, mormente a espiritual.

Os Espíritos Superiores, ou Anjos da Guarda da Humanidade, por meio de Allan Kardec (1804-1869) e dos sensitivos que o serviam no seu labor missionário, no século 19, na França, transmitem aos homens e às mulheres de Bem essas instruções, visando ao fim da ignorância na Terra:

— “(…) Homens doutos, instruí os vossos semelhantes; homens de talento, educai os vossos irmãos. Não imaginais que obra fazeis desse modo: a do Cristo, a que Deus vos impõe. Para que vos outorgou Deus a inteligência e o saber, senão para os repartirdes com os vossos irmãos, senão para fazerdes que se adiantem pela senda que conduz à bem-aventurança, à felicidade eterna?”. (O Livro dos Espíritos – questão 495, pelos Espíritos São Luís e Santo Agostinho.)

A Economia tem de partir do Espírito

Vocês sabem o meu ponto de vista acerca das questões espirituais: Religião não rima com intolerância. Assim sendo, nunca imaginem encontrar em minhas palavras, quando me refiro às coisas espirituais, sintomas de qualquer fanatismo. Como já disse e escrevi:

Compreendo Religião como Solidariedade, respeito à Vida, iluminação do Espírito, que todos somos. Só posso entendê-la como algo dinâmico, vivo, pragmático, altruisticamente realizador, que abre caminhos de luz nas almas e que, por essa razão, deve estar na vanguarda ética. Não a entenderia, se não atuasse também de modo sensato na transformação das realidades tristes que ainda atormentam os povos. Esses, cada vez mais, andam necessitados de Deus, que é antídoto para os males espirituais e morais, por consequência os sociais, incluídos o imobilismo, o sectarismo e a intolerância degeneradores, que obscurecem o Espírito das multidões. (…) E, de maneira nenhuma, devem-se excluir os ateus de qualquer providência que venha beneficiar o mundo. De alguma forma, esses nossos irmãos em Humanidade são resultado de certas falências religiosas, quando, suponhamos, alguns dos que acreditam em Deus se liquidam em conflitos tremendos ou dão maus exemplos que deles jamais poderiam surgir.

Diante disso, sigamos em frente:

A dialética unicamente baseada no raciocínio que faz questão de ignorar as Leis Espirituais leva o planeta à desolação (Isaías, 24:5 e 6). Eis por que a Economia, se não partir do Espírito, desde que clareado pelo Amor, pela Verdade e pela Justiça divinos, nunca apontará a saída definitiva que a Humanidade almeja, posto que a charlatanice prosseguirá, em diversos casos, como condutora de relacionamentos nacionais e internacionais.

Não foi sem motivo que Jesus recomendou:

— “Livrai-vos do fermento da hipocrisia” (Evangelho segundo Lucas, 12:1).

Que país permanentemente resistiria a bilhões de sua moeda desviados dos cofres públicos pela corrupção?

Charles-Louis de Secondat (1689-1755), o Barão de Montesquieu, advertiu:

 — “O pior governo é o que exerce a tirania em nome das leis e da justiça”.

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ADENDO V

Espírito, Ética e Política

Esse pensamento de Montesquieu traz-me à lembrança trecho de um artigo que escrevi, para a Folha de S.Paulo, em 16 de abril de 1989:

Que tal realmente combater a corrupção, o roubo? Quanto dinheiro é subtraído dos assuntos que poderiam resolver o problema dos “pivetes” e outros não menos graves!

É como afirmei também no início dos anos 1990, em São Paulo/SP, respectivamente, em 8 de dezembro de 1993 e 2 de abril de 1991:

(1993): (…) Quantas crianças já morreram por causa de verbas desviadas? Os hospitais, meu Deus, que não saíram do papel, provocando uma generalizada privação de assistência à saúde! E ainda a parca instrução, os baixos salários dos professores… Toda essa quantia foi arrancada dessas pessoas, desses cidadãos brasileiros carentes do apoio dos poderes constituídos. Há crime maior?! (…)

(1991): Vejam as advertências de Isaías, em seu livro na Bíblia Sagrada, 3:10 e 11:

“10 Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto de suas obras.

“11 Ai do ímpio! o mal lhe acontecerá, porque a recompensa de suas mãos lhe será dada”.

E continua o Profeta, 45:23:

— “(…) Saiu da minha boca a palavra de justiça que não tornará atrás”.

A Fé que motiva as Boas Obras

Desenvolvendo um pouco mais o tema que apresentei aos Jovens Legionários na cidade de Jundiaí/SP, a 30 de setembro de 1983, ressalto que as atitudes, a Lei das Obras, a Lei do Apocalipse, como a chamava o saudoso Irmão Zarur, são nascidas da Fé ativa, que move os Homens e as Mulheres, os Jovens, as Crianças e os Espíritos da Boa Vontade de Deus. Portanto, é essencial que tenhamos Fé aliada às Obras, por ela promovidas, como deseja Jesus:

— “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus(Evangelho segundo Mateus, 7:21).

E qual é a Vontade do Pai que está nos céus?

Por ser matéria da mais alta importância, peço-lhes licença para voltar a ela, outra vez analisando, mesmo que à vol d’oiseau, o capítulo 25, também conforme Mateus, no qual Jesus pedagogicamente elucida:

O grande julgamento

“31 Quando vier o Filho de Deus na Sua majestade e todos os Anjos com Ele, então se assentará no trono da Sua glória;

“32 e todas as nações serão reunidas em Sua presença, e Ele separará uns dos outros, como o pastor separa dos cabritos as ovelhas;

“33 e porá as ovelhas de um lado, mas os cabritos do outro;*17

“34 então dirá o Rei aos que cumprem a Sua Soberana Vontade*18: Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo.

“35 Porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era forasteiro e me hospedastes;

“36 estava nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; preso e fostes ver-me.

“37 Então perguntarão os justos: Senhor, quando foi que Te vimos com fome e Te demos de comer? ou com sede e Te demos de beber?

“38 E quando Te vimos forasteiro e Te hospedamos? ou nu e Te vestimos?

“39 E quando Te vimos enfermo ou preso e Te fomos visitar?

“40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade, em verdade vos digo que sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.

“41 Então o Rei dirá também aos que não cumprirem os seus ensinamentos de Amor*19: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos.

“42 Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber;

“43 sendo forasteiro, não me hospedastes; estando nu, não me vestistes, achando-me enfermo e preso e não me fostes ver.

“44 E eles Lhe perguntarão: Senhor, quando foi que Te vimos com fome, com sede, forasteiro, nu, enfermo ou preso e não Te assistimos?

“45 Então lhes responderá: Em verdade, em verdade vos digo que sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

“46 E irão estes para o castigo eterno, porém os justos para a Vida eterna*20”.

 

Senão, Fé para quê?! Fé ociosa?! Aquela que não se comove diante de quem sofre?! (…) E, se foi surrupiado o dinheiro do povo, está faltando à boca o pão a uma criança, está faltando leite, está faltando feijão, está faltando arroz… Contudo, mesmo que os infratores não sejam detidos, a Justiça de Deus para eles se fará, um dia, sobre a Terra, porque novamente é Isaías, o considerado Quinto Evangelista, quem aconselha:

— “Buscai no livro de Deus e lede: nenhuma dessas coisas falhará” (34:16).

Na escritura sagrada da Oomoto*21, Fudesaki, composta por sua fundadora Nao Deguchi (1836-1918), podemos ler:

— “(…) O modo arbitrário e egoísta de administrar transformou o mundo num matadouro, onde os mais fortes espoliam os mais fracos. Abandonado neste estado, o mundo perecerá. Para que o mundo não se torne em morada de monstruosas bestas humanas, deverá transformar-se em um novo mundo, por meio de rigoroso acrisolamento [purificação] e reconstrução [e para isso] já é chegado o Tempo”.

(Numa das próximas edições de JESUS ESTÁ CHEGANDO!, trataremos da Epístola Universal do Apóstolo Tiago.)

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A Economia começa em Deus

Reitero, pois, a importância de que a nossa Forma Eterna seja iluminada pelo Amor Fraterno transmitido por Jesus com o Seu Mandamento Novo, que não é exclusividade dos cristãos, por ser uma Lei Universal imprescindível à sobrevivência de qualquer povo. Daí a citação à Economia, que, de fato, anima todas as realizações espirituais, morais e humanas. A verdadeira origem da Economia provém do Mundo Invisível. Ela é mais ampla do que concebem muitos dos seus respeitáveis analistas. Tem início em Deus. E convém esclarecer que lhes falo do Deus Divino, e não daquele criado à imagem e semelhança dos Seres Humanos, que ainda permanecem em longo processo de amadurecimento. Eis por que é constante a necessidade de mantermos sintonia com a Espiritualidade Divina, que atende às nossas preces e nos enriquece com Suas Celestes Intuições. “Sintonia! Sintonia! Sintonia!”, conclama o Irmão Flexa Dourada.

Referimo-nos à força transformadora que advém das lições sublimes do Texto Sagrado, consoante podemos ler na Epístola de Paulo aos Hebreus, 4:12:

— “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, (…) e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.

Esses preceitos não são delirantes: a continuar como vai, com certos indivíduos e grupos arrastando multidões à pobreza pelas trilhas da ganância econômico-financeira, apoiada na egolatria, o que impedirá mais uma “bolha”, todavia, desta vez, insuperável a todo esforço das grandes egodemências que a provocaram? E qualquer criança da era ultradinâmica do computador sabe que, em geral, esse tipo de crise pode facultar o incremento de novas e sanguinolentas guerras. Não apenas as movidas à bala, contudo aquelas que ao homem comum propositalmente não é permitido perceber, tamanha a manipulação dos fatos + das informações + do conhecimento, de forma que seja mantido na treva que lhe sustenta a escravidão. Diante disso, humildemente aconselho-os a ler e meditar sobre as divulgadas, mas nem sempre bem entendidas, Palavras de Jesus, o Filósofo Celeste e Estadista Divino. Suas Leis só poderão ser plenamente vivenciadas quando todos houvermos compreendido, em seu magnífico alcance, o Mandamento Novo, cuja Proclamação expomos neste livro, hoje lançado, quando comemoramos o cinquentenário daquele Sete de Setembro de 1959, em Campinas, São Paulo, Brasil.

Sentenciou, pois, Jesus:

— “Conhecereis a Verdade (de Deus), e a Verdade (de Deus) vos libertará” (Evangelho segundo João, 8:32).

Urgência de aliar Terra e Céu

Emmanuel, em A Caminho da Luz, explana, com muito acerto, a respeito do perigo que paira sobre a Terra. E diz claramente o porquê:

 — “Em nome do Cristo espalharam-se, nestes vinte séculos, todas as discórdias e todas as amarguras do mundo”.

É chegada então a época de um reajustamento de todos os valores humanos. Se as dolorosas expiações coletivas preludiam o tempo dos últimos “ais’’ do Apocalipse, a Espiritualidade tem de penetrar as realizações do homem físico, conduzindo-as para o bem de toda a Humanidade.

Convém repetir um ensinamento fundamental de Alziro Zarur:

— “O segredo do governo dos povos é unir a Humanidade da Terra à Humanidade do Céu”*23.

Evidentemente, tais lições do Cristo devem sempre ser analisadas e vividas, em Espírito e Verdade, como Kardec preconizou, e sob o luzeiro do Novo Mandamento de Jesus, conforme desejava Zarur, porque assim somos libertados das sombras da intolerância que tanto mal tem feito aos povos, pelos milênios.

Fartura para todos

A Economia é crucial para a vida do Ser Humano em si mesmo e em sociedade. Por esse motivo, temos de buscar conhecimento, experiência e sabedoria da Fraternidade Ecumênica na Universidade de Deus, em primeiro lugar. Porém, não do deus que aprisiona, mas alforria o Espírito das gentes. Reforço o que várias vezes lhes disse: não me refiro ao deus criado à imagem e semelhança do homem falível, porque esse deus, se existisse, não teria boa qualificação. Mas do Deus imarcescível, do qual tanto nos lembra Zarur, em seu Poema do Deus Divino:

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……………………………….

……………………………….

 

Pois creio é nesse Deus imarcescível

Que ampara a Humanidade imperfeitíssima:

Deus de uma Perfeição inacessível

À humana indagação falibilíssima.

 

Por conseguinte, não se trata do deus com barba e equívocos comuns aos Seres Terrestres. Falamos do Criador dos universos, os quais exigem inigualável código econômico para funcionar, pelas eternidades, com toda a perfeição. A Economia Celeste já começa a ser equacionada por pensadores vanguardeiros, os quais cogitam a tese de que a morte de um universo significaria o nascimento de outro.

Logo, estava e está certo Zarur quando ensina que “não há morte em nenhum ponto do Universo”. Nem dele mesmo, o Cosmos. O que há é perene transformação. E quanto aos habitantes da “multitudo infinitorum” que vivem nos bilhões de bilhões de planetas dos bilhões de bilhões de galáxias?! Eles estão sempre evoluindo em sua forma original de Espírito, que pode existir nas infinitas condições de vida, que subsiste em todas as frequências.

Revelou Jesus:

“Na Casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito: vou preparar-vos lugar” (Evangelho segundo João, 14:2).

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ADENDO VI

O Pão da Liberdade

Quando realizei, na cidade de São Paulo/SP, a 21 de dezembro de 1985, um sábado, o 36o Congresso dos Homens e Mulheres, Jovens, Crianças e Espíritos da Boa Vontade de Deus, dirigindo-me a uma atenta assembleia que superlotava as dependências da Sede Central da LBV, a respeito de liberdade, considerei o seguinte:

O corpo humano necessita do pão de trigo, do alimento material. O povo diz, em sua sabedoria vivida:

— “Saco vazio não se põe em pé”.

Ora, o Espírito igualmente precisa ser nutrido, mas de Amor. Esse divino sentimento é a vitamina da Alma, que suplica também o Pão da Liberdade. Contudo, em que bases? Porque alguns celerados a confundem com pretexto para trair, roubar, estuprar, manipular, enganar… Isso é a malversação do sentido de liberdade.

Onde, portanto, procurar inspiração para a verdadeira soberania? É simples: ela está na Alma da gente, é aquela ensinada por Jesus:

— “Conhecereis a Verdade (de Deus) e a Verdade (de Deus) vos libertará” (Evangelho segundo João, 8:32).

O meu nobre amigo monge do Templo Budista Higashi Honganji, de São Paulo/SP, professor Dr. Ricardo Mário Gonçalves, em sua obra A ética budista e o espírito econômico do Japão*24, nos convida a meditar a respeito da importância de mantermos espiritualmente lúcido o nosso raciocínio e, por consequência, não nos tornarmos prisioneiros da treva da ignorância:

— “A mente corajosa e incessantemente forte e inabalável como uma fortaleza possui as virtudes do desimpedimento e da liberdade. Ainda que um numeroso exército de demônios se precipite em atacá-la, eles não se atrevem a encará-la. Pelo contrário, perdem seu ímpeto, esgotam sua força e são completamente destruídos”.

Afirma o filósofo maranhense Dr. Mário Bogéa Nogueira da Cruz:

— “Ter liberdade é viver a Lei de Deus”.

É fundamental vivenciar a Liberdade que nasce do Espírito esclarecido do Ser Humano. Sem Amor (que é Deus) e Verdade (que é a Sua Palavra) não haverá Liberdade real.

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ADENDO VII

Queda de Babilônia e Economia

Ao discorrer sobre a tez econômica, que em sua maior parcela sustenta as relações de Estado, não poderia perder o ensejo de apresentar uma análise que fiz na década de 1980, a qual consta de minha obra O Capital de Deus. Ao longo do capítulo “Negócios à parte”, observei um fato curiosíssimo que caracteriza muito bem as relações comerciais num mundo em que o “mercado soberano” ainda não leva na devida consideração o bem mais precioso que existe: o Ser Humano e seu Espírito eterno.

Os lamentos dos admiradores de Babilônia

(Apocalipse, 18:9 a 20.)

“9 Ora, chorarão e se lamentarão sobre Babilônia os reis da Terra, que com ela se prostituíram e viveram em luxúria, quando virem a fumaceira do seu incêndio,

“10 e, conservando-se de longe pelo medo do seu tormento, dirão: Ai! ai! daquela grande cidade, Babilônia, tão poderosa! Contudo, em um só momento chegou o seu juízo!

“11 E, sobre ela, chorarão e prantearão os mercadores da Terra, porque já ninguém comprará a sua mercadoria:

“12 mercadoria de ouro, de prata, de pedras preciosas, de pérolas, de linho finíssimo, de púrpura, de seda, de escarlata, e toda espécie de madeira odorífera, todo gênero de objeto de marfim, toda qualidade de móvel de madeira preciosíssima, de bronze, de ferro e de mármore,

“13 e canela de cheiro, especiarias, incenso, unguento, bálsamo, vinho, azeite, flor de farinha, trigo, gado, ovelhas, e de cavalos, de carros, de escravos, e até de almas de homens.

“14 O fruto maduro do desejo que a tua Alma tanto apeteceu se apartou de ti, e para ti se extinguiu tudo o que é delicado e esplêndido, e nunca jamais serão achados.

“15 Os mercadores destas coisas que, por meio dela, se enriqueceram, se conservarão longe dela, pelo medo do seu tormento, chorando e pranteando,

“16 dizendo: Ai! ai! da grande cidade que estava coberta de linho finíssimo, de púrpura e de escarlata, adornada de ouro e pedras preciosas, e de pérolas,

“17 porque em uma só hora ficou devastada tamanha riqueza. E todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos comerciam no mar, se manterão de longe.

“18 Então, vendo a fumaceira do seu incêndio, gritarão: Que cidade se compara àquela grande cidade?

“19 E lançarão pó sobre as suas cabeças e, chorando e lamentando, farão imenso alarido: Ai! ai! da grande cidade, na qual se enriqueceram todos os que possuíam navios no mar, à custa da sua opulência, porque em uma só hora foi desolada.

“20 Mas, exultai sobre ela, ó céus, e vós, santos, apóstolos e profetas, porque Deus julgou a vossa causa contra ela!”. (Os destaques são nossos.)

Amizade enganosa

Guardem, de início, antigo lembrete: amizade nascida de interesses mesquinhos é enganosa.

Ora, os que se valiam de Babilônia e se enriqueceram fartamente com ela mantiveram-se distantes, enquanto ocorria, pelo fogo, a sua destruição, lamentando o fim da faustosa cidade, mas não verdadeiramente penalizados com o sofrimento dela, mas consigo mesmos, porquanto a pródiga fonte de sua riqueza (de seus negócios) secara em uma só hora: pois “todo piloto, e todo aquele que navega livremente, e marinheiros, e quantos comerciam no mar, se manterão de longe”.

Daí ratificarmos esta realidade claríssima: amizade com que se pode contar é, por exemplo, aquela surgida na luta por uma digna causa, no fervor por um ideal a que vale a pena oferecer a própria vida.

Bem a propósito a seguinte advertência do saudoso Alziro Zarur (1914-1979):

— “As coisas divinas requerem sacrifício”.

Não há outro serviço mais sublime do que servir ao Criador, ecumenicamente espiritualizando, instruindo, amparando e dando condições de educação e trabalho a Suas criaturas, o Ser Humano, isto é, o Capital de Deus. (…)

Adam Smith (1723-1790), considerado o pai da economia política, em sua obra A riqueza das nações, registrou:

— “Fora de qualquer dúvida, sociedade alguma pode frutificar e ser feliz, enquanto a grande maioria de seus membros for pobre e miserável”.

É de bom alvitre meditar sobre a admoestação desse velho pensador escocês. (…)

Coeficiente de multiplicação na Economia da Solidariedade

Todo sistema que queira propiciar fartura à Humanidade tem de partir do mais capacitado dos econo­mistas do mundo, Jesus, que afirmou:

“Sem mim, nada podereis fazer” (Evangelho segundo João, 15:5).

E qualquer sentido autêntico de igualdade, pelo Amor entre os Seres da Terra, não pode prescindir da Lei dos Méritos, assim preceituada pelo Cristo de Deus, e que é o coeficiente de multiplicação da Economia da Solidariedade Espiritual e Humana:

“A cada um será dado de acordo com as suas próprias obras” (Apocalipse, 22:12).

Essa Lei prescreve que todos são iguais perante Deus: as obras de cada um é que estabelecem a diferença.

Naturalmente, as particularidades pessoais devem ser vis­tas pela ótica do Amor Fraternal, e não em época alguma consideradas, como ainda ocorre, uma referência para a adoção do asfixiante regime de castas sociais, porque o Divino Amigo nos manda amar, e não o­primir o nosso semelhante. (…)

Solidariedade em foco

Povos desinstruídos dos seus direitos naturais, a exemplo do direito à vida e ao de uma existência decente, de que modo saberão defender-se daqueles que, tendo muito, querem muito mais?

Algo, contudo, começa a sinalizar novos tempos no planeta; porque nunca se falou em Solidariedade como se vê agora. (…) É preciso agir mais.

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ADENDO VIII

O combustível que nos impulsiona: o Evangelho-Apocalipse

Bem, minhas amigas e minhas irmãs, meus irmãos e meus amigos, nossas renovadas esperanças estão em que todos afinem ainda mais sua sintonia com os Anjos Guardiães, esses Benfeitores que zelam dia e noite, protegendo todos os de Boa Vontade e as Instituições da Boa Vontade de Deus.

Gostaria de finalizar esta primeira parte de “Jesus, a Educação, a Economia e a sua ética, firmadas no Seu Novo Mandamento, no Evangelho e no Apocalipse” com palavras que proferi, de improviso, numa das palestras da série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, datada de 9 de outubro de 1991, quarta-feira, Rio de Janeiro/RJ:

À guisa de Oração

Lembrem-se de que o nosso Irmão Zarur, de respeitável memória, pregava a urgência de unirmos as Duas Humanidades (a da Terra à do Céu, separadas apenas por uma questão de dimensões, de frequências, barreiras que um dia os cientistas de vanguarda superarão). A Religião de Deus igualmente realizará isso, como vem fazendo, porque ela nos ensina a ter uma Fé corajosa, soberana. Eu vivo dessa Fé em Deus. Eis o meu combustível: o Evangelho, o Apocalipse de Jesus, a Palavra Divina, que são o alimento diário, cotidiano na vida das Instituições da Boa Vontade. Aprendemos aqui a não criar empecilhos ao Poder de Deus, conforme preconizava o saudoso Fundador desta Casa, e, por extensão, não opor limites à misericórdia, à generosidade e à paciência do Pai Celestial. Por onde Jesus for, nós iremos com toda a segurança, com toda a tranquilidade que Ele nos transmite.

Que assim seja!

 (Continua na próxima edição)

 


NOTAS:

*1 Veja cobertura completa nesta edição.

*2 Nota de Paiva Netto O  jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro Apparício Torelly, o Barão de Itararé (1895-1971), cunhou a famosa frase: “A Legião da Boa Vontade é a demonstração inequívoca da capacidade realizadora do povo brasileiro”.

*3 Soldadinhos de Deus — Assim são carinhosamente chamadas as crianças nas Instituições da Boa Vontade. Essa denominação foi criada, na década de 1950, por Alziro Zarur, Presidente-Fundador da LBV.

*4 Entre muitos outros convidados — Conforme anunciou a respeitada colunista Consuelo Badra, foi marcante a presença de autoridades, embaixadores e personalidades eminentes à inauguração do Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, Brasil, no dia 21 de outubro de 1989. O TBV recepcionou o então coronel Arthur Peres Filho, representante do ex-Ministro do Exército Leônidas Pires Gonçalves; o ator Lúcio Mauro; os jornalistas Roman Dobrzyńsky e Anna Rak (Polônia); Emi Baruh (Bulgária); Penalva Rocha (1910-1996) e Comendador Carlos Alberto Cóias e Silva (Portugal); Tong Bing Qiang e Lang Caiji (China). Também foram recepcionados representantes do corpo diplomático de diversos países: Ekkehard e Ragnhil Elisabet Hallensleben (ex-Alemanha Ocidental); Mohamed Larbi Messari (Marrocos); Lilahali Zouingnan, Capet Mathagie, Alexandre N’Guessan e Richolo Zouingnan (Costa do Marfim); Hubert van Nispen, Blanci M. M. PH. Condessa Lonyay e Irene Bastin (Holanda); Mariela Duque Ocampo (Colômbia); Floralígia Gimenez de Arcondo (Venezuela); Marek Trawinsk, Stanislaw e Maria Pawliszewski (Polônia); Adolfo Ubilla Montoya e Maria Haydée Suazo Ubilla (Nicarágua); Valeri Chardakov, Boris Curdzumov e Vladmir Luzguin (ex-União Soviética); Ambroise Mvogo-Enama (República dos Camarões); Mustafa Hamdan (Líbano); Detlef Beck (ex-Alemanha Oriental); Rafael Antonio Bolaños Castellón (El Salvador); Angela Garoz Cabrera (Guatemala); Emilia Aracelis Quintero Samper (Panamá); Wang Shishen (China); Carl Johan Asenius (Suécia); e os representantes da Organização para Libertação da Palestina — OLP no Brasil, Armad Sobeh e Fawzi El-Mashni. Além de centenas de outras renomadas personalidades do Brasil e do exterior.

*5 Academia Jesus, o Cristo Ecumênico Fundada em 1o de fevereiro de 2007 por José de Paiva Netto, Presidente-Pregador da Religião de Deus.

*6 Deus não tem forma humana — Outros esclarecimentos nos artigos de Paiva Netto “Deus, Equação e Amor” e “Ecce Deus” (livro Crônicas e Entrevistas). E mais: no best-seller Reflexões da Alma (Editora Elevação, 135a edição, página 132, versão pocket), ao abordar o tema “Deus Quem e/ou Quê?”.

*7 Quanto à Abrangência do TBV — Aconselhamos o leitor a ler, ou reler, essa página de Paiva Netto, publicada no segundo volume das Diretrizes Espirituais da Religião de Deus e no terceiro volume de O Brasil e o Apocalipse.

*8 A morte não existeO Livro dos Médiuns (edição 71 – FEB), de Allan Kardec, página 541, capítulo “Dissertações Espíritas”.

*9 A Bíblia dos Judeus — O Antigo Testamento da Bíblia Sagrada. Do portal Hora Israelita, de Porto Alegre/RS, voz da comunidade israelita desde 1946, extraímos estes esclarecimentos do ilustre rabino Ruben Najmanovitch: “O Velho Testamento, ou Tanach, como é conhecido em hebraico, é dividido em três partes. A primeira é o Pentateuco, que são os cinco livros de Moisés, que se constituem na venerada Torá, contendo todas as leis religiosas do judaísmo, na qual é relatada a história do povo judeu, desde Abrahão, passando pela saída do Egito e relatando a chegada à Terra Prometida. (…) A segunda parte do Velho Testamento contém os Escritos e conta a história do povo de Israel desde a chegada à Terra Prometida; (…) A terceira parte do Velho Testamento contém os Livros dos Profetas”.

 *10 Alcorão Sagrado — Versão portuguesa diretamente do árabe por um dos grandes estudiosos dos temas islâmicos, o professor Samir El Hayek.

*11 Bhagavad-Gita — Significa “Canto do Divino Senhor” ou “O canto do Bem-Aventurado”. Poema místico-filosófico, é o episódio mais célebre do Mahabharata, o texto mais venerado pelos hindus. É um verdadeiro compêndio das ideias da Espiritualidade da Índia.

*12 Do Novo Mandamento de Jesus à Paz — Veja a página 16 do livro Paiva Netto e a Proclamação do Novo Mandamento de Jesus — A saga heroica de Alziro Zarur na Terra.

*13 Esclarecimento de Paiva Netto — Zarur denominava o Apocalipse de Livro das Profecias Finais. Apocalipse é uma palavra de origem grega e quer dizer Revelação.

*14 Boa Notícia — A Religião de Deus possui Sete Campanhas, Sete Comandos e Sete Cruzadas, que formam as 21 Chaves Iniciáticas da Religião Divina. Boa Notícia é uma de suas Campanhas: 1 — Campanha do Bom Pensamento; 2 — Campanha da Boa Palavra; 3 — Campanha da Boa Ação; 4 — Campanha da Boa Notícia; 5 — Campanha da Boa Diversão; 6 — Campanha da Boa Vizinhança; 7 — Campanha da Boa Vontade Mundial.

*15 Ordem Suprema Deste modo o escritor Paiva Netto respeitosamente se refere ao Mandamento Novo do Cristo: “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho do Cristo segundo João, 13:34 e 35; 15:13 e 9).

*16 Mentalidade de senzala — Em 26 de outubro de 1986, Paiva Netto escreveu na Folha de S.Paulo artigo intitulado “Negros e Mulheres: raridade na Carrière”. Nele, o líder da LBV pontua que “é preciso afastar do Brasil o espírito de senzala que envergonha nossa terra. Não no Terceiro Milênio, como esperam alguns idealistas. Já!”.

*17, 18 e 19 Nota de Paiva Netto — No original bíblico, a redação dos versículos 33, 34 e 41, do capítulo 25 do Evangelho de Jesus segundo Mateus, é a seguinte: 33 – “e porá as ovelhas à Sua direita, mas os cabritos à esquerda”; 34 — “Então, dirá o Rei aos que estiverem à Sua direita: etc”; e 41 – “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à Sua esquerda: etc.”. Ao redigir os versículos 33, 34 e 41 da forma por que optei, nesta publicação, assim o fiz por não querer confundir às criaturas terrenas o entendimento das coisas espirituais. Jesus, nessa passagem do Evangelho segundo Mateus, 25:31 a 46, absolutamente não se refere à direita ou à esquerda filosófica, ideológica ou política na visão intelectual contemporânea da Humanidade. Por isso, preferi dizer: 33 — “e porá as ovelhas de um lado, mas os cabritos do outro”; 34 – “Então dirá o Rei aos que cumprem a Sua Soberana Vontade: etc.”; e 41 — “Então o Rei dirá também aos que não cumprirem os seus ensinamentos de Amor etc.”.

 *20 “Castigo eterno” e “Vida eterna” — No próximo número, Paiva Netto explicará o sentido de Eternidade contido nesta parábola de Jesus. Pergunta ele: “Castigo eterno?! Onde estará então o Amor de Deus?!”.

*21 Oomoto Internacional — Religião de origem japonesa fundamentada no Xintoísmo, com preceitos universalistas.

*23 União consciente das Duas Humanidades — Leia mais sobre o assunto no capítulo “Quanto à Abrangência do TBV”, no segundo volume das Diretrizes Espirituais da Religião de Deus e no terceiro volume de O Brasil e o Apocalipse. Também encontramos o tema na Chave XVII, das 21 Chaves Bíblicas da Volta Triunfal de Jesus ao Planeta Terra, de Alziro Zarur, publicadas por Paiva Netto no Livro de Deus (esgotado).

*24 A ética budista e o espírito econômico do Japão — Este livro, publicado pela Editora Elevação (www.elevacao.com.br), tem o prefácio do jornalista Heródoto Barbeiro. Para adquirir, ligue: 0300 10 07 940 (custo de uma ligação local + impostos).

 

 

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