Editorial

Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade (Parte C)

Nesta edição de JESUS ESTÁ CHEGANDO!, ao se debruçar sobre as palavras do jornalista, radialista e escritor José de Paiva Netto, você terá em mãos um minucioso trabalho filosófico do autor. Desenvolvido a partir da sua famosa série radiofônica O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, veiculada pela Super Rede Boa Vontade de Rádio (outubro de 1990 a fevereiro de 1992), o líder da Religião de Deus continua analisando a influência abrangente das profecias do Divino Mestre ao apresentar mais alguns versículos bíblicos que realçam a Supina Autoridade e o Incomparável Poder do Cristo Ecumênico.

As conseqüências boas ou ruins dos atos humanos, ao longo das eras, são ilustradas por fatos da História, fazendo-nos compreender quão senhores somos de nosso destino “e quanto respondemos por ele, perante Deus e a Humanidade, pois não há um ato que não traga implicações para quem o provoca, seja na Terra ou depois da morte, porque a vida prossegue após a sepultura”, como assegura o próprio Paiva Netto. Trata-se de profundo exame que nos serve de bússola segura rumo às grandes conquistas que Jesus nos oferta, em Seu Evangelho-Apocalipse, no raiar do Terceiro Milênio.

Os Editores

Divino Redil

Ampliando um pouco mais o breve estudo que fiz, na Parte A deste capítulo e, sobre as correlações da Profecia de Jesus no Apocalipse, 7:9 e 10, em “A Visão dos Glorificados”, e no Evangelho, segundo João, 10:16, de que “haverá um só Rebanho para um só Pastor”, ressalto que formar esse Divino Redil, composto por pessoas de várias origens, pontos de vista distintos, de culturas diversas, é um trabalho hercúleo do Cristo Ecumênico, nosso Mestre e Senhor. Ao dar Sua Vida por nós, o Excelso Provedor garante que descobrirá essas ovelhas onde se encontrarem. Daí ser Ele o Cristo Ecumênico, como faço questão de salientar. Seu Poder transcende as expectativas humanas.

Jesus vence a crise da crucificação

Abro parênteses para reproduzir extrato de artigo meu publicado na mídia impressa e on-line em novembro de 2008, nestes tempos em que uma forte crise financeira e econômica sacode as nações da Terra, umas mais que as outras:

Um fato singular é digno de apontamento: Jesus sobrepujou a dolorosa crise da crucificação!*1 Quando julgaram havê-Lo morto, ao erguer o Seu corpo dorido para escárnio da multidão em suspense, foi então que O glorificaram, colocando-O acima da craveira comum. E todos os povos, perante a História, puderam contemplá-Lo. Depois, houve a gloriosa ressurreição. Como disse o Irmão Flexa Dourada, durante manifestação espiritual, no Rio Grande do Sul: “Feliz de quem suporta a prova com resignação, mas suporta mesmo! Para os Céus é isso que importa!”.

E foi assim o que Jesus fez: suplantou o martírio da crucificação. Depois, como Fênix, ressurgiu vitorioso das cinzas da morte!

A vitória do Cristo e do Seu povo

 Aqui termino o trecho transcrito do meu artigo “Vencer a crise demanda trabalho e fé”, retornando à série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração:

João Evangelista, no Livro das Profecias Finais, 12:10 e 11, enaltece o Poder e a Autoridade do Educador Celeste, oriundos da dor e do sacrifício, portanto impossíveis de ser destruídos pela arrogância humana:

“10 Então, ouvi grande voz do céu, proclamando:

“Agora veio a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus e a autoridade do Seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nossos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus.

“11 Eles, pois, o venceram por causa do sangue do Divino Cordeiro e por causa da palavra do testemunho que deram, e, mesmo em face da morte, não amaram a própria vida”. (Os grifos são nossos).

Eis, então, Jesus, cuja Autoridade nasceu do honroso sacrifício da cruz. Sua soberania inspira Amor e Justiça!

Poder onisciente do Cristo

Achei muito apropriado um raciocínio do Espírito Irmão Flexa Dourada, exposto de forma simples, mas esclarecedora:

“Jesus está sempre observando o coração, a vida de cada um. Tem muito assessor Dele espalhado pela Terra. Sabe de tudo de que precisa ter conhecimento, daquilo que ocorre no mundo. Jesus não é a Luz do mundo? Se Ele é a Luz do mundo, a luz ilumina. Se ilumina, Ele vê tudo. Não há canto escondido para Jesus.*2 E Ele revela quando menos se espera o que Ele quer revelar. Os homens se chocam, porque não acompanham a vida do Mestre. Mas Jesus revela tudo naturalmente, prepara os corações, prepara as cabeças…”.

Isaías, Ezequiel e o Rebanho de Jesus

A palavra de nosso estimado Irmão Espiritual mostra-se de acordo com a passagem do livro de Isaías, 49:6, e que é repetida no cântico de Simeão, no Evangelho, segundo Lucas, 2:32:

“(…) também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da Terra”.

E dessa maneira o é, pois Ele é o Pastor Perfeito. Segue o exemplo do Pai Celeste, como se lê em Ezequiel, 34:11 e 12:

“11 Porque assim diz o Senhor Deus: Eis que Eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.

“12 Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que encontra ovelhas dispersas, assim encontrarei as minhas ovelhas; livrá-las-ei de todos os lugares para onde foram espalhadas no dia de nuvens e de escuridão”.

Sempre lhes recordo que a Palavra Profética de Deus não está registrada apenas no Apocalipse, mas nos demais livros da Bíblia Sagrada. Aí está a comprovação naqueles dizeres de Ezequiel quanto ao Rebanho Único. Afinal de contas, ele foi um dos Profetas mandados à Terra pelo Supremo Chefe Jesus, o Messias prometido desde Moisés.

Tenho-lhes afiançado que a Palavra Profética de Deus distribui-se ecumenicamente em todas as tradições religiosas do mundo, “até à extremidade da Terra”.

(Vejam bem: “até à extremidade da Terra”. Nunca foi tão fácil, como hoje, exercer esse labor de evangelizar e apocaliptizar os povos, por todo o Planeta, porquanto aí se encontra mais um milagre da ciência à disposição de todos: a veloz internet).

Rebanho formado no Céu

Sobre o Rebanho Único já estar formado no Céu — conforme o Irmão Alziro Zarur (1914-1979) destacou na sua Proclamação do Apocalipse (Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil, 1º de outubro de 1972), a respeito da qual aqui comentei —, deve-se igualmente ao fato de que a multidão na Espiritualidade é maior que a da Terra, e de que lá existe um extraordinário serviço de evangelizar e apocaliptizar os bilhões de habitantes do Plano (ainda) Invisível. O próprio Pedagogo Celeste ensinou que o Seu Reino (ainda) não é deste mundo (Evangelho, segundo João, 18:36).

Emmanuel, em obra que leva o seu nome, pela psicografia de Chico Xavier (1910-2002), declara que as obrigações na Pátria Espiritual são imensas porque:

“A vida no Além é também atividade, trabalho, luta, movimento. Se as almas estão menos submetidas ao cansaço, não combatem menos pelo seu aperfeiçoamento”.

E completa ao responder à indagação 226 em O Consolador, outra vez pela psicografia do velho Chico Xavier:

“Além disso, os Amigos Espirituais não se encontram em estado beatífico. Suas atividades e deveres são maiores que os vossos. Seus problemas novos são inúmeros e cada Espírito deve buscar em si mesmo a luz necessária à visão acertada do caminho.

 “Trabalhai sempre. Essa é a lei para vós outros e para nós que já nos afastamos do âmbito limitado do círculo carnal. Esforcemo-nos constantemente”. (Os negritos são nossos).

Eis que, antes de sermos filhos de nossos pais, o somos de Deus, que zela por Suas criaturas, estando elas na Terra ou no Céu. O Espírito preexiste à carne.

Responsabilidade dos pais e das mães nascida em Deus

De fato, não nascemos tão-somente porque papai e mamãe foram para a cama, para o carro, para o chão, para o mato… Nascemos porque primeiro surgimos do Supremo Criador.

O corpo é passageiro. Portanto, nossos pais terão de prestar contas ao Pai Celestial a respeito da educação que nos transmitem. Repito: antes de sermos filhos dos nossos pais, somos filhos de Deus, e não estou sugerindo: “Ah, bom! Eles são filhos de Deus primeiro, então vou cair na fuzarca, na esbórnia, o Altíssimo que cuide deles”. Não! Quero dizer que a responsabilidade é maior, porque um dia, com certeza, apresentaremos o resultado das nossas ações a um Divino Ser incorruptível, para julgamento.

Lembro-me aqui de uma reflexão que minha saudosa mãe, Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), repetia, e que tomei como forte ensinamento: “É melhor ouvir a repreensão dos pais do que ser vítima da instabilidade do mundo”. É evidente que se referia aos genitores dedicados.

Moisés e a Rocha

Ainda quanto à Autoridade Crística (Apocalipse, 1:5), que venho abordando desde o segundo capítulo do programa primeiro da série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, novamente recorro ao Antigo Testamento da Bíblia Sagrada, no Livro Deuteronômio, de Moisés, 32:4. O grande legislador hebreu, no fim da missão terrena, descreve em seu cântico:

“Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os Seus caminhos são juízos. Deus é fidelidade, e não há Nele injustiça; é reto e justo”.

Ligação umbilical

Vocês sabem que o Livro das Revelações Proféticas une-se umbilicalmente às Antigas Escrituras. Zarur, bastas vezes, alertou-nos quanto a isso.

Deus é essa Rocha de que nos fala Moisés. E o segundo livro de Samuel, 23:1 a 4, corrobora o assunto:

“São estas as últimas palavras de Davi: Palavra de Davi, filho de Jessé, palavra do homem que foi exaltado, do ungido do Deus de Jacó, do mavioso salmista de Israel. O Espírito do Senhor fala por meu intermédio, e a Sua palavra está na minha língua. Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim me falou: Aquele que domina com justiça sobre os homens, que domina no temor de Deus, é como a luz da manhã, quando sai o sol, como manhã sem nuvens, cujo esplendor, depois da chuva, faz brotar da terra a erva”. (Os grifos são nossos).

Deus! — excelente base sobre a qual Jesus, o Mestre dos mestres, com Sua Autoridade, nos aconselha, no Novo Testamento, a construir o nosso domicílio, porque resistirá aos maremotos, às inundações, aos terremotos físicos, morais e espirituais, enfim, a tudo:

O Fundamento Divino

 “46 Mas por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu vos mando?

      “47 Todo aquele que vem a mim e ouve as minhas palavras e as põe em prática, Eu vos mostrarei a quem ele é semelhante.

      “48 É semelhante a um homem que edifica uma casa, à qual deu profundos alicerces e pôs o fundamento sobre a rocha; e quando veio uma enchente, deu impetuosamente a inundação sobre aquela casa, e não pôde movê-la, porque estava fundada sobre rocha.

      “49 Mas o que ouve e não pratica as minhas palavras é semelhante a um homem que constrói a sua casa sobre terra movediça, na qual bateu com violência a corrente do rio, e logo caiu; e foi grande a ruína daquela casa” (Evangelho, segundo Lucas, 6:46 a 49).

Rocha segura, inamovível — física, moral e espiritualmente, em qualquer tempo da História — é o Cristo de Deus!

Contudo, um mineral comum da Terra às vezes sucumbe aos eventos catastróficos, que também marcadamente sacudirão o Brasil, de acordo com o previsto por Alziro Zarur, em 1974, ao comentar a Segunda Chave Bíblica da Volta Triunfal de Jesus: “Guerras, terremotos, fomes e pestes em todo o mundo”, que transcrevi em As Profecias sem Mistério*3:

“Vêm ocorrendo alguns terríveis terremotos, como o que atingiu a Nicarágua, que quase tirou Manágua do mapa; outro no Peru; um na Colômbia, que deixou muitos mortos e feridos. No Brasil, diziam que não existia esse perigo, porque aqui nunca houve vulcões, por exemplo. Porém, nosso país está cheio deles. Só que adormecidos, esperando algum fator que os dispare. (…) Mas nessa hora (no Tempo Final) vai ocorrer um terremoto sem precedentes, que abalará a estrutura planetária.

“Todos esses sinais são apenas o começo real do Término dos Tempos. Quem o diz é Jesus: ‘Mas tudo isso é apenas o princípio das dores’ (Evangelho, segundo Mateus, 24:8).

Certamente, Zarur referia-se à Grande Tribulação, anunciada pelo Cristo Ecumênico no Evangelho, consoante Mateus, 24:21, “como nunca houve, desde a criação do mundo, nem jamais se repetirá”. Logo, o nosso Brasil também não ficará livre dessa hecatombe, mesmo tendo o seu território surgido na Era Primária*4.

E esse cataclismo, “como nunca houve”, não pode estar restrito somente ao campo telúrico, porém a todo o leque das atividades humanas, sejam culturais, sociais, científicas, religiosas, políticas, econômicas, financeiras, esportivas, individuais, domésticas etc., como veremos na continuação de nossas análises acerca das Profecias de Deus. E digo domésticas porque as famílias em turbulência despejam-na no Planeta em eclosão.

Magna Autoridade proclamada

 Naquele tempo, visto encontrar-se Moisés ainda no plano físico, não lhe era possível saber claramente, apesar de ser um extraordinário médium, que o Messias prometido, que viria após ele, “Profeta igual a ele” (Deuteronômio, 18:18), se chamaria Jesus… Mas, como esclarece o Apóstolo dos Gentios, “as coisas espirituais têm de ser discernidas espiritualmente” (Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios, 2:14).

Cabe aqui outra explicação. Moisés, no Deuteronômio, menciona essa Rocha, que é Deus. No entanto, aprendemos que Jesus e Deus são Um (Evangelho, segundo João, 10:30). Vejam, portanto, a magnitude da Autoridade do Cristo Planetário, demonstrada no Apocalipse, no qual Ele aparece como o ÚNICO capaz de abrir “o Livro selado com Sete Selos” no capítulo quinto, integral.

Nesta passagem, João chora diante da tragédia de haver um livro à sua frente, que possui os segredos da vida, da salvação do Ser Humano e das nações, mas que não podia ser aberto, porque não fora achado na Terra quem se capacitasse para tão magnífica façanha, até que surge Aquele realmente digno de lê-lo: o Cordeiro de Deus, que se imolou por nós, ao qual foi concedido o poder de descerrá-lo:

A visão do livro selado com Sete Selos e a do Cordeiro de Deus

“1 Vi na mão direita Daquele que estava sentado no trono um livro escrito por dentro e por fora, de todo selado com sete selos.

“2 Vi também um Anjo forte, que proclamava em grande voz: Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?

“3 Ora, nem no céu, nem sobre a terra, nem debaixo da terra, ninguém podia abrir o livro, nem mesmo olhar para ele;

“4 e eu chorava muito, porque ninguém fora achado digno de abrir o livro, nem de o ler e nem mesmo de olhar para ele.

“5 Todavia, um dos anciãos me falou: Não chores! Eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, pela Sua vitória alcançou o poder de abrir o livro e os seus sete selos (Ele é o Cristo de Deus).

“6 Então vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tinha sido morto. Ele possuía sete chifres, bem como sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus mandados por toda a Terra.

“7 Veio e tomou o livro da mão direita Daquele que estava sentado no trono (Deus);

“8 e, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos Santos,

“9 e entoavam um novo cântico, dizendo: Digno és, Senhor, de tomar o livro e de desatar-lhe os selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, e língua, e povo e nação,

“10 e para o nosso Deus os constituíste reis e sacerdotes, e reinarão sobre toda a Terra.

“11 Vi e ouvi, então, a voz de muitos Anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares,

“12 proclamando em grande brado: Digno é o Cordeiro de Deus, que foi morto, de receber a virtude e a dignidade, e o poder, e a riqueza, e a sabedoria, e a fortaleza, e a honra, e a glória, e o louvor.

“13 Então ouvi toda criatura que há no céu e sobre a terra, debaixo da terra e sobre o mar, e tudo o que neles há, dizendo: Àquele que está sentado no trono, e ao Cordeiro de Deus, sejam o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos.

“14 E os quatro seres viventes respondiam: Amém; também os anciãos prostraram-se e O adoraram”.

Que todos alcancemos a dimensão do sacrifício imortalizado por Aquele que,

estando (…) em agonia, orava mais intensamente. E aconteceu que o Seu suor se tornou como gotas de sangue caindo sobre a terra”,

conforme relata, comovido, o Evangelista Lucas, 22:44.

Justamente por isso, o Divino Cordeiro foi confirmado, por Deus, na condição de Administrador de todas as riquezas terrenas e tem Sua Magna Autoridade reconhecida pelos “Anjos ao redor do trono, dos seres viventes e dos anciãos, cujo número era de milhões de milhões e milhares de milhares (…)”, que proclamavam “em grande brado” (Apocalipse, 5:9):

“Digno és, Senhor, de tomar o livro e de desatar-lhe os selos, porque foste morto e com o Teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, e língua, e povo e nação” (…).

Consoante escrevi no Tratado Universal sobre a Dor, lançado em 1990, o Excelso Pegureiro convoca-nos ao destemor:

“Aquele que quiser vir após mim — disse Jesus, em Seu Evangelho, segundo Mateus, 16:24 — negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”.

“No mundo tereis tribulações. Tende, porém, bom ânimo, pois Eu venci o mundo” (Evangelho do Cristo, segundo João, 16:33).

E o discípulo fiel percorre a trilha do Mestre, e isso lhe é suficiente. A não ser que ele seja interesseiro, falso, hipócrita. Mas, se é um aluno fiel, acompanha as pegadas do seu Mestre, “segue a Sua Luz e isto lhe basta”, como em certa ocasião declarou o inesquecível Bittencourt Sampaio (1834-1895).

E concluindo a parte inicial do Tratado, recordei o Apóstolo Paulo: “O critério de Deus é loucura para o entendimento humano” (Primeira Epístola aos Coríntios, 2:14).

Por quê?! Observem bem: pela Dor Ele nos eleva à Sua glória.

Essa é a lição da minha humilde experiência na vida Legionária da Boa Vontade, que passo a Vocês com prazer, porquanto nos fortalece para qualquer embate na existência terrena. Trata-se, nada mais nada menos, do que o exemplo de Jesus, que tem Poder sem corromper-se e sem corromper. A Ele, pois, e aos que verdadeiramente O aceitam como o farol a iluminar os seus caminhos, não se aplica esta advertência de Lord Acton (1834-1902), já citado por mim nesta série:

“O poder tende a corromper; o poder absoluto corrompe absolutamente”.

A própria Inglaterra de Lord Acton (aliada à França), no auge da sua hegemonia mundial, na era vitoriana, forçou, pela violência do seu poderio bélico-naval, o povo chinês a viciar-se, quando desencadeou, contra a terra de Confúcio, as execráveis “Guerras do Ópio”.*5

Kardec e a ação da carne sobre o Espírito

Voltando a Moisés, ele aludia a algo que portava no inconsciente, que aprendera — no Espaço Espiritual, e não no plano das formas — antes de reencarnar, porque a carne ainda obumbra, obscurece, ensombreia o nosso entendimento das Coisas Divinas.

O ilustre pedagogo francês Hippolyte Léon-Denizard Rivail, que ficou mundialmente conhecido pelo pseudônimo de Allan Kardec (1804-1869), elucidou bem esse natural obstáculo in O Livro dos Espíritos, questão 368, página 205:

“Pode-se comparar a ação que a matéria grosseira exerce sobre o Espírito à de um charco lodoso sobre um corpo nele mergulhado, ao qual tira a liberdade dos movimentos”.

Abrindo a mente para Deus

Todavia, o grande aprendizado, durante a jornada humana, ainda que na carne, não obstante os óbices que ela interpõe à nossa existência, não impede o raciocínio espiritual dos seres reencarnados. Basta que juntemos razão, coração e Espiritualidade Ecumênica, estudando todas as coisas sem idéias preconcebidas, tabus, ódios, sectarismos, exclusivismos, fanatismos e outros ismos.

Disse o Gandhi (1869-1948):

“Do mesmo modo que o calor conservado se transforma em energia, assim a nossa ira controlada pode transformar-se em uma função capaz de mover o mundo”.

Ora, tudo é mais bem compreendido quando sob cuidadosa inspiração: “Deus é Amor” (Primeira Epístola de João, 4:8). Portanto, Sua Mensagem Nobilíssima não pode ser analisada sob o guante da animosidade.

Prosseguindo sobre as dificuldades por TODOS enfrentadas na vida, lembremos o sábio francês Léon Denis (1846-1927), tido como “o continuador de Allan Kardec”, que escreveu — na versão do meu saudoso professor de português e francês, no Colégio Pedro II, José Jorge (1921-2006):

“(…) Em resumo, em vez de negar ou afirmar o livre-arbítrio, segundo a escola filosófica a que se pertença, seria mais exato dizer: ‘O homem é o obreiro de sua libertação’. O estado completo de liberdade atinge-o no cultivo íntimo e na valorização de suas potências ocultas. Os obstáculos acumulados em seu caminho são meramente meios de o obrigar a sair da indiferença e a utilizar suas forças latentes. Todas as dificuldades materiais podem ser vencidas”. (Os grifos são nossos).

É no que também confiava o teólogo francês João Calvino (1509-1564):

“Quem acredita nos méritos de Cristo e na virtude de tais méritos sente-se predestinado, adquire uma força de convicção que não retrocede diante das dificuldades”.

Ovelhas pacíficas, mas não passivas

Busquemos, então, a Sapiência do Poder do Pai Celestial, que é justamente Amor, sinônimo de Caridade, razão por que deseja que evoluamos no rumo do Seu Coração Magnânimo. É disso que o mundo necessita.

São Bernardo de Claraval (1090-1153) sintetizou-o bem:

“Enquanto se ama Deus como Deus ama, há perfeito acordo entre a nossa vontade e a vontade divina”.

No entanto, faz-se importante deixar claro: as pessoas que amam não devem ser passivas, contudo, pacíficas. Operosas, enérgicas, corajosas, e não grosseiras, violentas, estúpidas. Precisam ter energia. Saber dizer sim, quando é sim; não, quando é não (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 5:37). E Ele próprio, o Cristo Ecumênico, no mesmo versículo, completou, admoestando-nos: “(…) o que disso extrapolar provém do maligno. Portanto, deriva da ignorância espiritual, mãe de todos os males que infernizam os povos.

O bem viver em sociedade

A propósito, estas palavras de Max Weber (1864-1920), historiador e político alemão que, ao lado de Karl Heinrich Marx (1818-1883) e Émile Durkheim (1858-1917), é considerado um dos fundadores da sociologia moderna:

“O destino de nosso tempo, que se caracterizou pela racionalização, pela intelectualização do mundo, levou os homens a banirem da vida pública os valores supremos e mais sublimes. Tais valores encontram refúgio na transcendência da vida mística”.

Ainda sobre a ciência sociológica, seria injusto esquecer o fundador do positivismo, Augusto Comte (1798-1857), relacionado, igualmente, entre os criadores da disciplina que, segundo Pierre Bourdieu (1930-2002), “é a arte de pensar coisas fenomenicamente diferentes como semelhantes em sua estrutura e seu funcionamento, e de transferir o que foi estabelecido a propósito de um objeto construído, por exemplo, o campo religioso, a toda uma série de novos objetos, o campo artístico, o campo político, e assim por diante”.

“Universalidade do Amor Cristão”

Entretanto, como bem viver em sociedade?

Jesus, o Cristo Estadista, o autor do Apocalipse, responde, desafiador, no Evangelho segundo Mateus, 5:43 a 48:

“43 Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.

“44 Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem.

“45 Fazendo assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz o sol levantar-se sobre os bons e os maus e faz cair a chuva sobre os justos e os pecadores.

“46 Porque, se amais os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não o fazem assim os publicanos?

“47 E, se saudais somente os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos?

“48 Sede, pois, perfeitos, como é perfeito vosso Pai Celestial”.

Trata-se realmente da “universalidade do amor cristão”*6, como titulam os Irmãos católicos esses versículos na Bíblia Sagrada, nova edição papal, traduzida das línguas originais com uso crítico de todas as fontes antigas pelos Missionários Capuchinhos de Lisboa, de 1974.

Saber querer, de acordo com Jesus

De fato, Jesus é o Cristo Ecumênico, porquanto apenas o pensamento divinamente universalista pode propor a existência de uma sociedade em que os Seres Humanos se respeitem em tamanho grau de Fraternidade.

Impossível?! Jamais!

Estamos perante uma simples questão de saber querer, passe o tempo que for necessário. Imprescindível é que perseveremos em Cristo Jesus, como Ele próprio exige no Apocalipse, segundo João, 3:10:

“Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também Eu te guardarei da hora da tormenta que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a Terra”.

E que certos homens de bem parem de se esconder de uma vez por todas. Ainda ressoa a lástima do destemido pastor norte-americano Martin Luther King Jr. (1929-1968):

“Nossa geração não lamenta tanto os crimes dos perversos quanto o estarrecedor silêncio dos bondosos”.

Exato!

Contudo, não há neste orbe quem seja perfeitamente bom ou totalmente mau. Por causa disso, há sempre a possibilidade de corrigir-se, e que aqueles considerados bons não se tornem arrogantes na sua bondade. No entanto, o mundo reclama, com razão, que os bons sejam audazes nas suas obras, para merecerem o reconhecimento dos que esperam deles a atitude devida. Só assim finalmente teremos “um novo Céu e uma nova Terra”, conforme promessa constante no Livro das Profecias Finais, 21:1:

“E vi novo Céu e nova Terra, porque o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”.

A Fórmula de Jesus para o Brasil

Eis, em resumo, nas palavras do Apocalipse, estimados Jovens de Boa Vontade, o serviço a ser completado por Vocês, por meio da Política de Deus, a Política para o Espírito Imortal do Ser Humano, a Política do Terceiro Milênio. Desse modo, o seu labor concretizará verdadeiramente o Divino Conceito expresso por Alziro Zarur na 17ª Chave Bíblica da Volta Triunfal de Jesus, em que ele revela “o segredo do governo dos povos”, cujo complemento o Proclamador da Religião de Deus fez numa pregação realizada na capital do Estado de São Paulo, em 1973:

— “O Brasil tem todas as riquezas, e no devido tempo elas surgirão. Só não aparecem mais porque os governantes ainda não sabem buscar, primeiro, o Reino de Deus e Sua Justiça*7, pois a essência desta Fórmula é exatamente o Novo Mandamento de Jesus: ‘Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei’*8. É um Mandamento! Não é um preceito ou uma sugestão. No final, este Mandamento vem a ser ‘Amar a Deus sobre tudo e sobre todos. Não terás outros deuses diante de mim’.

“Mas, se o Brasil tem outros deuses além de Deus, se tem o deus americano ou o deus russo, se tem o deus dólar ou o deus rublo, ou deus de qualquer outra coisa, já não está merecendo a proteção de Deus. Já não está pondo Deus acima de tudo — Deus e Sua Justiça. Portanto, escrevam na linha pontilhada da 17ª Chave Bíblica da Volta Triunfal de Jesus: A essência (do segredo do governo dos povos) é, justamente, a vitória do Novo Mandamento de Jesus com a União da Humanidade da Terra com a Humanidade do Céu”.*9

Realmente, porquanto os habitantes do Mundo Espiritual permanecem tão vivos e ativos quanto nós. E, se Zarur fala aqui em Deus, refere-se ao Deus que é Amor (Primeira Epístola de João, 4:8) e jamais ao deus promotor de intolerância.

E é o Apocalipse que afirma, em “O Novo Céu e a Nova Terra”, no capítulo 21:4, que não existem mortos, visto que na Nova Jerusalém “não haverá mais morte”, pois nela reinará a Autoridade e o Poder do Cristo Ecumênico.

Voltarei ao assunto.


NOTAS:

*1 Jesus sobrepujou a dolorosa crise da crucificação! — Paiva Netto abordou também o tema em sua coluna publicada nos jornais O Sul, de Porto Alegre, e em A Tribuna Regional, de Santo Ângelo, histórica região missioneira do Rio Grande do Sul, em novembro de 2008, reproduzida em muitas publicações e sites.

*2 Não há canto escondido para Jesus — Flexa Dourada refere-se ao elucidativo versículo dois, capítulo 22, do Evangelho de Nosso Senhor, segundo Lucas: “Não há nada oculto que não seja revelado, nem encoberto que não venha a ser conhecido”.

*3 As Profecias sem Mistério — Compõe a série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, que, com as obras Somos todos Profetas e Apocalipse sem Medo, já está prestes a alcançar um milhão e meio de exemplares. Para adquirir a coleção, ligue 0800 77 07 940 ou, se preferir, acesse o site www.elevacao.com.br.

*4 Era Primária — A Era Paleozóica, uma das divisões básicas do tempo geológico que reconstituem a história longínqua do Planeta Terra. Nesse período predominaram no orbe terrestre as formas iniciais e rudimentares de vida vegetal e animal.

*5 Guerras do Ópio — Para provocar a abertura da China ao comércio internacional, o Reino Unido buscou a força das armas e utilizou o ópio (terrível narcótico derivado da papoula) como pretexto. Promoveu, então, duas guerras: uma entre 1839 e 1842 e a outra entre 1856 e 1860, esta com a ajuda da França. O ópio era um produto ilegal que entrava de modo fraudulento no mercado chinês. No ano de 1839, o governo do Império do Meio destruiu uma quantidade de ópio que vinha de mercadores ingleses. A primeira guerra do ópio estava estabelecida, e houve a vitória da Grã-Bretanha. Em 1842, o governo manchu teve de assinar o Tratado de Nanquim, que determinou a entrega de Hong Kong aos ingleses, a liberação de cinco portos, a não-repressão à entrada de ópio e a indenização pelos prejuízos causados. Já em 1856, autoridades chinesas revistaram um navio britânico à procura de droga contrabandeada. Foi o suficiente para abrir a segunda guerra do ópio. Em 1858, assinou-se o tratado de Tientsin, que só foi efetivamente aceito em 1860. Com isso, houve a abertura de onze portos, legalizou-se o uso do ópio, permitiu-se o trânsito de estrangeiros e de missionários cristãos no território chinês e estabeleceram-se representações diplomáticas em Pequim.

*6 Universalidade do Amor Cristão — No conceito da Religião de Deus, proclamada por Alziro Zarur (1914-1979), o Cristianismo do Cristo não compreende uma facção da Humanidade, mas a Humanidade inteira. A recomendação de Jesus, o Cristo Ecumênico, no Seu Evangelho, segundo João, 13:34 e 35, é muito clara: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros”. Eis, portanto, o ponto pacífico de convergência de todos os rebanhos do mundo. (Mais sobre o assunto, Você encontra em Somos todos Profetas, da lavra de Paiva Netto, publicado pela Editora Elevação).

*7 A Fórmula Urgentíssima — “Buscai primeiramente o Reino de Deus e Sua Justiça, e todas as coisas materiais vos serão acrescentadas” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 6:33). Leia os comentários de Paiva Netto sobre esse extraordinário versículo em seu livro Reflexões da Alma (página 88), best-seller que já atingiu a expressiva marca de mais de 265 mil livros vendidos.

*8 Novo Mandamento de Jesus — Evangelho, segundo João, 13:34. A transcrição integral encontra-se na página 3.

*9 União das Duas Humanidades — Outros esclarecimentos nos livros de Paiva Netto: As Profecias sem Mistério, capítulo “Os Profetas e o Fim dos Tempos (I)”, p. 68; Livro de Deus, capítulo “Zarur e a União das Duas Humanidades”, p. 231; O Brasil e o Apocalipse, volume I, capítulo “Aos Políticos, a Fórmula Perfeita: A União das Duas Humanidades”, p. 214; e Voltamos!.

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