Editorial

“Ide e Pregai”. A Missão é Nossa! – Parte I

Entre outras respeitosas terminologias, na Religião de Deus também nos referimos a Jesus como o Divino Pedagogo, pois infinitas são as qualidades e o conhecimento do Educador Celeste.

Reverenciamos Sua autoridade espiritual e muito aprendemos com Suas ações de cunho científico, que tantos milagres realizaram. Porém, Seu exemplo e Sua sabedoria, com tantos prodígios realizados e o alcance histórico de Suas lições, nos emocionam profundamente.

Neste novo capítulo da série O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, o Presidente-Pregador da Religião Divina, Paiva Netto, convida os leitores a analisar a passagem em que o Cristo Ecumênico, depois de relatar muitas parábolas, verdadeiro cabedal de teorias e práticas, mostra-lhes a missão: “Ide e pregai!”.

Observando a grande necessidade de os povos vivenciarem a Fraternidade, o Irmão Paiva enfatiza a “urgência de propagar ao mundo inteiro a mensagem redentora de Jesus”. Ao mesmo tempo, recomenda a prece e o silêncio da Alma como poderosas fontes de energia para “vencer o caos íntimo”.

Excelente leitura!

Os Editores

 

No programa de hoje (estávamos em 1990), trarei alguns comentários que fiz, no rádio e na TV, sobre a grave responsabilidade e urgência de propagar ao mundo inteiro a mensagem redentora de Jesus, o Cristo Ecumênico, transcrita principalmente na Bíblia Sagrada.

Um dos textos que considero da mais alta relevância é o dedicado aos pregadores do Evangelho-Apocalipse de Jesus, documento que redigi para a inauguração do Memorial Alziro Zarur e da antiga Sala do Silêncio (hoje Sala Egípcia*1), no Templo da Boa Vontade (TBV), em Brasília/DF, Brasil. Encontra-se publicado em Somos todos Profetas*2, sob o título “O Israel de Deus”.

Logo nas páginas iniciais, deparamos com duas advertências do saudoso Proclamador da Religião Divina*3. A primeira delas refere-se aos fatos previstos no Evangelho e no Apocalipse do Cristo de Deus, nas Epístolas dos Apóstolos, como também no Antigo Testamento e nos respeitáveis Livros da maioria das religiões, sem esquecermos a previsão de diversos pensadores laicos.

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ADENDO I

Desvendar a premonição: desafio da Ciência

O dom de prever o futuro é assunto antigo e até hoje intriga o raciocínio humano. Felizmente, a comunidade científica fortalece o debate de evidências e casos que vêm surgindo. Esse é o tema no qual se concentra o respeitado professor emérito de psicologia da Cornell University (EUA) Daryl J. Bem. Sua pesquisa publicada em março de 2011, no Journal of Personality and Social Psychology — conceituada revista da American Psychological Association —, resultado de estudo desenvolvido por ele ao longo de oito anos, vem provocando ao mesmo tempo elogios e críticas, por parte de seus pares e da sociedade em geral.

Isso me faz lembrar um pensamento do talentoso Oscar Wilde (1854-1900), que o Irmão Zarur costumava repetir:

Quando os críticos divergem, o artista está de acordo consigo mesmo.

Demonstrando detalhadamente o método empregado, o que permite a reprodução do experimento e a verificação por outros pesquisadores, e, em alguns casos, utilizando como base estudos tradicionais da área, apenas modificando a ordem dos processos, ele aplicou nove experimentos a mais de mil participantes. Obteve resultados significativos para tentar explicar os chamados fenômenos psi, que constituem, na definição do autor,

— processos anômalos de informação ou transferência de energia atualmente sem explicação nos termos dos mecanismos físicos e biológicos conhecidos.

Os eventos pesquisados são os de percepção extrassensorial (PES) — clarividência, telepatia e psicocinese —, com destaque para a premonição e a precognição.

Em sua análise, o dr. Daryl, também formado em Física, entre outras, se utiliza das concepções teóricas da mecânica quântica para explicar tais fenômenos. Em face de tantas perspectivas, ainda há muito a compreender desse universo infinito que nos instiga a desvendar seus mistérios. Por isso, é indispensável revestirmo-nos de humildade diante do imenso saber que nos desafia a inteligência. O estudo do dr. Bem, um dos mais proeminentes pesquisadores da psicologia social, nos convida a investigar com isenção o assunto. Embora seja uma realidade, esse tema é descartado por alguns pensadores como objeto, pois foge às bem-intencionadas, porém, restritas teorias correntes, aceitas inadvertidamente como verdades pétreas.

Lembro-me de assertiva que proferi por ocasião do I Fórum Internacional de Ufologia, sediado pelo ParlaMundi da LBV, em Brasília/DF, de 7 a 14 de dezembro de 1997: O mundo discute, há muito tempo, a existência dos chamados UFOs (óvnis). Relativamente a isso, a questão não é acreditar ou deixar de crer neles; mas, sim, saber se esses fenômenos são ou não são verdadeiros. A comprovação dessa realidade cabe naturalmente à Ciência.

O mesmo argumento é válido para os fatos considerados sobrenaturais, por não caberem na lógica convencional, que não é absoluta e, por isso mesmo, precisa ser constantemente revisada. Afirmo e reafirmo: Dogmatismo em Ciência é aberração.

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Da obra As Grandes Profecias, do jornalista e escritor italiano Franco Cuomo, extraímos esta citação de Maquiavel (1469-1527):

— Jamais ocorre qualquer acidente grave em uma cidade ou província que não tenha sido previsto por adivinhos ou por revelações, por prodígios ou por outros sinais celestes.

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 ADENDO II

Comunicação 100% Jesus

Em 23 de abril de 2003, num improviso endereçado aos Jovens Militantes da Boa Vontade de Deus, durante o Seminário Comunicação 100% Jesus, da Fundação José de Paiva Netto — que é Jesus pregando! —, afirmei:

Comunicar é a finalidade primordial das Instituições da Boa Vontade Divina. Portanto, é um assunto que não pode ficar em segundo plano. E não é apenas comunicar no rádio, na imprensa, na televisão, na internet. Quando, por exemplo, Você está na Igreja Ecumênica da Religião de Deus e recebe uma única pessoa que seja, atendendo-a com respeito e entusiasmo, também está comunicando, pois se dirige à Alma dela, sublimando-lhe a mente. Ou quando um Cristão do Novo Mandamento palestra com alguém, em qualquer ambiente do mundo, e lhe transmite o conforto dos nossos elevados ideais, está comunicando. Igualmente ocorre enquanto ampara um necessitado de socorro material e, ao mesmo tempo, lhe indica algum modo de sair daquela situação angustiante, está comunicando. Gandhi (1869-1948) ensinava que

a maior violência é a fome.

Contudo, a fome não se restringe à do corpo. A Alma do mesmo modo precisa de alimento, ou seja, do saber espiritual.

Daí ser imprescindível a Caridade Completa exemplificada pela Religião de Deus, isto é, Caridade material e Caridade Espiritual, que socorre o corpo e o Espírito. Não foi por acaso que Alziro Zarur (1914-1979), na 8a Chave Bíblica da Proclamação da Volta Triunfal de Jesus, nos fala do

— Advento da Caridade Real, material e espiritual, à luz do Novo Mandamento do Cristo.

Curiosamente, também no item 8o, mas agora da  Proclamação da Boa Vontade de Deus, Zarur registra:

Caridade material e Caridade Espiritual

 — A Caridade material é sempre louvável, e só depende da Boa Vontade dos que podem ajudar. Mas a Caridade Espiritual é mais importante. Disse o Apóstolo Paulo: “Eu poderia dar uma fortuna aos pobres e não fazer Caridade”. A Caridade material só é completa quando acompanhada de Caridade Espiritual: é preciso esclarecer os que sofrem, para que saibam por que sofrem. O contrário é estimular a mendicância e a ociosidade dos ignorantes espirituais.

É profundamente sábia a definição do saudoso Proclamador da Religião do Amor Universal, pois necessário se faz chegar ao coração do Ser Humano, de modo que o desperte para as grandezas previstas no Apocalipse, nascidas do Ecumenismo Divino, preconizado pela Religião do Terceiro Milênio. Já disse e repito: aos Seres Humanos se fala humanamente. Por isso, se tivermos meios maiores, uma poderosa mídia, faremos sempre muito mais.

As mentes que considerem a comunicação como na verdade deve ser, de suma importância para o aprimoramento dos povos, certamente saberão transformar qualquer pedra bruta num diamante sem preço. Assim ocorre com as criaturas terrenas. A comunicação levanta ou derruba. A todos alertava o Irmão Zarur:

— Uma palavra pode salvar uma vida. Uma palavra pode perder uma vida.

Deus nos livre de causar dano a quem quer que seja, neste ou no Outro Plano. Portanto, não desprezemos a comunicação e o marketing passados pela Humanidade de Cima, ou seja, dos Espíritos de Deus, a nós.

É essencial fortalecer, e já é tempo, essa mentalidade de Comunicação do Bem para todo o nosso esquema de trabalho, em que se destaca a pregação do Evangelho-Apocalipse de Jesus, em Espírito e Verdade, pelo prisma do Seu Novo Mandamento (Boa Nova do Cristo Ecumênico segundo João, 13:34 e 35; 15:12 a 17 e 9).

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Por toda parte

A mensagem alertadora e, ao mesmo tempo, redentora, muitas vezes anunciando a vinda de um extraordinário Ser Espiritual, que trará uma era nova e a redenção dos povos, está por toda parte.

No hinduísmo, vemos no texto sagrado Vishnu Purana a narrativa do Juízo e a promessa de um Celeste Emissário que restabelecerá a Paz e a  Justiça no planeta:

— Quando as práticas recomendadas pelos Vedas e as instituições da lei tiverem quase ces sado e o término da idade de Kali estiver muito próximo, uma porção do ser divino que existe na própria natureza espiritual sob o aspecto de Brahma, que é o começo e o fim e que abrange todas as coisas, descerá à Terra (…) e se apresentará sob a forma de Kalki*4, dotado das oito faculdades sobrenaturais. (…) Restabelecerá a Justiça sobre a Terra, e os espíritos daqueles que vivem no fim da idade de Kali serão despertados e por tal maneira se tornarão transparentes como o cristal. Os homens que assim forem transformados, pela virtude dessa época particular, serão como as sementes dos seres humanos e darão nascimento a uma raça que seguirá as leis da idade Krita ou da pureza (…). (Os destaques são nossos.)

Ainda no Antigo Egito, no Livro dos Mortos, também observamos profecias acerca dos tempos vindouros. Uma delas, não bíblica, é por muitos pesquisadores tida entre as mais antigas de que se tem notícia:

— Quando cessarem os massacres, o sangue dos impuros esfriará, e a terra, novamente composta em sua plenitude, se cobrirá mais uma vez de flores e de novos frutos. (…) Haverá uma maravilhosa harmonia nessa época de renascer. (Os destaques são nossos.)

E no Alcorão Sagrado, na 82a Surata “Al Infitar” (O Fendimento), lemos:

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso.

1 Quando o céu se fender,

2 Quando os planetas se dispersarem,

3 Quando os oceanos forem despejados,

4 E quando os sepulcros forem revirados,

5 Saberá cada alma o que fez e o que deixou de fazer.

6 Ó humano, o que te fez negligente em relação ao teu Senhor, o Munificentíssimo,

7 Que te criou, te formou, te aperfeiçoou,

8 E te modelou, na forma que Lhe aprouve?

9 Qual! Apesar disso, desmentis o Juízo!

10 Porém, certamente, sobre vós há anjos da guarda,

11 Generosos e anotadores,

12 Que sabem (tudo) o que fazeis.

13 Sabei que os piedosos estarão em deleite;

14 Por outra, os ignóbeis irão para a fogueira,

15 Em que entrarão no Dia do Juízo,

16 Da qual jamais poderão esquivar-se.

17 E, o que te fará entender o que é o Dia do Juízo?

18 Novamente: o que te fará entender o que é o Dia do Juízo?

19 É o dia em que nenhuma alma poderá advogar por outra, porque o mando, nesse dia, só será de Deus. (Os destaques são nossos.)

 

O nobilíssimo Espírito Dr. Bezerra de Menezes (1831-1900) afirma, ao analisar o versículo 21 do capítulo 2o do Apocalipse — “e dei-lhe tempo para que se arrependesse” —, que o Pai de Misericórdia sempre concede a oportunidade de nos reerguer:

— A Humanidade consome-se muitas vezes em remorsos estéreis e improfícuos, sem atentar para a finalidade sagrada do arrependimento. É ainda tempo para o arrependimento retificador e santo. Despertem todos e se ergam para o Cristo, enquanto Ele os bafeja com a Sua luz.

Silêncio no meio do barulho

Estamos aqui no pátio da LBV em São Paulo/SP, Brasil, na Av. Rudge*5, 700, pregando o Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração. De vez em quando passa um carro fazendo barulho. Mas vamos em frente, porque aprendemos a entrar no silêncio, isto é, em nossa intimidade espiritual, capaz de resistir a qualquer zoada. Saber buscar o silêncio — conforme Vocês podem conferir no segundo volume das Diretrizes Espirituais da Religião de Deus — não é apenas procurar lugares soturnos, cavernas, montanhas, desertos. Não! É controlar-se a si próprio ou a si mesma, dirigir-se a si mesmo ou a si própria, dentro das maiores balbúrdias; é falar com Deus, enquanto explode a mais violenta tempestade; é vencer o caos íntimo, cessar a procela interior, de forma que a atmosfera moral e de Alma do Ser Humano se torne apta à sua sobrevivência e ao crescimento de sua lavoura material, ética, social, intelectual e  espiritual. Aí se fortalece a produção farta, surgem tantas benesses para a criatura de Deus e para a Humanidade.

Mas, voltando ao que asseverou o Irmão Zarur:

— Nenhum Legionário será apanhado de surpresa.

Isso se for, de fato, Legionário de Deus, integrado na Religião do Amor Universal. Um Cristão (ou Cristã) do Novo Mandamento de Jesus de verdade. Assim ocorre com todos os homens e mulheres, jovens, crianças (e Espíritos) de Boa Vontade real. Que não a confundamos com boa intenção. O povo a desmascara ao dizer que dela está calçado o inferno. É bom lembrar.

Os da Boa Vontade de Deus são pessoas definidas, que não cedem à indecisão, porquanto aprenderam em Provérbios, 21:25:

— O desejo do preguiçoso causa sua morte, porque suas mãos recusam o trabalho.

Voltando a outra afirmativa categórica de Zarur quanto ao Fim dos Tempos, anotamos, para Vocês, o seguinte:

— Jesus pode voltar, a qualquer momento.

Por isso, é básico e urgente comunicarmos a Palavra de Deus a todos os povos da Terra*6. Mas sempre reitero que — em Espírito e Verdade à luz do Mandamento Novo do Profeta Celeste, para, em especial, fazer o anúncio, sem quaisquer toques de fanatismo, da maior notícia de todos os tempos:

 Jesus está Chegando!,

extraordinário acontecimento também descrito pelo Profeta Maomé (570-632) — “Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre ele!” — no Corão.

Um dos grandes estudiosos dos temas islâmicos, o professor Samir El Hayek, ao verter para a língua portuguesa o Livro Sagrado do Islã, chama-nos a atenção para o versículo 61 da 43a Surata, “Az Zúkhuruf” (Os Ornamentos), na qual encontramos referência “à Segunda Vinda de Jesus, nos Últimos Dias, logo antes da ressurreição”:

E (Jesus) será um sinal (do advento) da Hora. Não duvideis, pois, dela, e segui-me, porque esta é a senda reta.

E no versículo 55 da 3a Surata, “Aal Imran” (A Família de Imran), esta advertência:

E quando Deus disse: Ó Jesus, por certo que porei termo à tua estada na terra;  ascender-te-ei até Mim e salvar-te-ei dos incrédulos, fazendo prevalecer sobre eles os teus prosélitos, até ao Dia da Ressurreição. Então, a Mim será o vosso retorno e julgarei as questões pelas quais divergis.

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ADENDO III

Parusia, o Advento da Segunda Vinda

Quanto ao advento da Volta Triunfal de Jesus ao planeta Terra, apresento outras passagens de variadas correntes religiosas que ratificam a promessa desse retorno:

O Papa Bento XVI, durante a audiência geral realizada na Praça de São Pedro — Cidade do Vaticano — em 12 de novembro de 2008, discorreu sobre as lições evangélicas acerca do retorno do “Soberano dos reis da Terra” (Apocalipse, 1:5). Do discurso de Sua Santidade, selecionei este trecho a respeito da Segunda Epístola de Paulo aos Tessalonicenses:

Mas a intenção desta Carta de São Paulo é antes de tudo prática; ele escreve: “Quando estávamos entre vós, já vos demos esta ordem: quem não quer trabalhar também não há de comer. Ora, ouvimos dizer que alguns dentre vós levam vida à toa, muito atarefados sem nada fazer. A estas pessoas ordenamos e exortamos, no Senhor Jesus Cristo, que trabalhem na tranquilidade, para ganhar o pão com o próprio esforço” (3, 10-12). Noutras palavras, a expectativa da parusia*7 de Jesus não dispensa do compromisso neste mundo, mas ao contrário cria responsabilidade face ao Juiz divino acerca do nosso agir neste mundo. Precisamente assim cresce a nossa responsabilidade de trabalhar em e para este mundo. Veremos a mesma coisa no próximo domingo no Evangelho dos talentos, onde o Senhor nos diz que confiou talentos a todos e o Juiz pedirá contas por eles, dizendo: Fizeste-los frutificar? Portanto a espera da vinda [de Jesus] exige responsabilidade por este mundo. (…)

Por parte dos irmãos protestantes, temos igualmente obras que tratam do importante tema. Os professores evangélicos William W. Menzies e Stanley M. Horton relatam*8:

— Entre os evangélicos, hoje, há um consenso generalizado sobre o fato de que Jesus Cristo realmente está prestes a voltar. Até mesmo entre os teólogos modernos, aquela conversa sobre a morte de Deus já é coisa passada. Hoje, eles já se voltam à doutrina das últimas coisas. Entretanto, a despeito dos modismos teológicos, precisamos estabelecer nossas convicções sobre a verdade revelada na Palavra de Deus. Afinal, o próprio Jesus, durante o seu ministério terreno, já afirmara categoricamente: “Eu voltarei”.

O pastor e conferencista californiano Don Stewart, ao ser questionado sobre o porquê do retorno do Cristo à Terra, respondeu*9:

 — (…) Quando Jesus veio pela primeira vez, apresentou-se como o Messias prometido; exibiu as devidas credenciais; sua ascendência era a predita e realizou os milagres que cabiam ao Messias. Mas sua mensagem foi rejeitada. João Batista, seu precursor, foi decapitado, e os líderes religiosos procuravam uma oportunidade de matá-lo.

Como o povo rejeitou sua mensagem, Jesus prometeu que virá uma segunda vez. (…) Ele precisa voltar por esse motivo e para cumprir o restante das profecias que ainda estão pendentes — promessas de nossa bendita esperança.

Em A Gênese, Allan Kardec (1804-1869), o Codificador do Espiritismo, ao explicar os fenômenos descritos no Evangelho segundo Mateus, 24:6 a 39, acerca da Grande Tribulação e dos “sinais precursores” da Segunda Volta do Cristo de Deus ao planeta Terra, esclarece no capítulo 17, versículos de 55 a 57: 

  1. Deve-se notar que, entre os antigos, os terremotos e o obscurecimento do Sol eram acessórios forçados de todos os acontecimentos e presságios sinistros; acham-se na morte de Jesus, na de César e numa multidão de circunstâncias da história do paganismo. (…) Aqui acrescentam-se as “estrelas que caem do céu”, como para testemunhar às gerações futuras mais esclarecidas que só se trata de uma ficção, pois sabe-se hoje que as estrelas não podem cair. 
  1. Entretanto, sob essas alegorias ocultam-se grandes verdades. Em primeiro lugar, o anúncio das calamidades de todos os gêneros que ferirão e dizimarão a Humanidade, calamidades engendradas pela luta suprema entre o bem e o mal, a fé e a incredulidade, as ideias progressistas e as retrógradas. Em segundo lugar, a da difusão, por toda a Terra, do Evangelho restabelecido em sua pureza primitiva; depois, o reinado do bem, ou seja, o da paz e da fraternidade universal, que nascerá do código de moral evangélica em prática por todos os povos. Esse será o verdadeiro reino de Jesus, pois Ele presidirá ao seu estabelecimento, e os homens viverão sob a égide da Sua lei, reinado de felicidade, porque, diz Ele: “depois dos dias de aflição, virão os de alegria”. 
  1. Quando se realizarão essas coisas? Ninguém o sabe, disse Jesus, “nem mesmo o Filho”; mas, quando esse momento chegar, os homens serão prevenidos por indícios precursores. (…)

 

E na Proclamação das 21 Chaves Bíblicas da Volta Triunfal do Cristo de Deus, Zarur arremata:

Poderemos saber como será a volta de Jesus? O próprio Cristo o revelou, no Seu Evangelho segundo São Mateus: “Assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será a volta do Cristo de Deus”. Portanto, não haverá mistério algum: Toda a Humanidade verá Jesus. Não só os chamados vivos, mas principalmente os chamados mortos: todos, sem exceção, vão assistir à segunda vinda do Salvador de todos nós. É como está no versículo 30 do mesmo capítulo: “… E verão o Filho de Deus vir sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória”. Justamente como disseram os Anjos aos galileus: “Assim como Jesus subiu ao céu, do mesmo modo descerá do céu”. O que só os galileus puderam ver, há 2.000 anos, agora todos verão, pela infinita Caridade de Deus. E, para encerrar estas 21 Chaves, os versículos 16, 17 e 20 do capítulo 22, o último capítulo do Apocalipse e da Bíblia Sagrada:“Eu, Jesus, enviei o meu Anjo para testificar estas coisas às Igrejas. (…) O Espírito e a Noiva (Cristandade) dizem: ‘Vem, Jesus!’. (…) Aquele que dá testemunho destas coisas diz: ‘Certamente, venho sem demora’. Ora vem, Senhor Jesus!”.

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Além das fronteiras da Judeia

Ainda neste capítulo, dedicado aos pregadores ecumênicos da Religião do Terceiro Milênio, falamos a respeito do fim de um século, de um milênio e de um ciclo apocalíptico*10, que vivemos, e início de outro século, milênio e ciclo apocalíptico, em que não ocorre apenas um largo período de prestação de contas do que fizemos de bem ou de mal. Contudo, como de inigualável ensejo de obtermos, por mérito próprio, conhecimento pleno da Verdade, porque já aprendemos também neste programa [de rádio e de televisão] que, no Apocalipse de Jesus, Ele não só faz revelações proféticas sobre nosso destino, como também se revela a nós mesmos. O último livro do Cânone Sagrado apresenta o Taumaturgo Celeste com toda a Sua Sabedoria e Autoridade*11.

Ora, o profeta Miqueias, no versículo 7o do capítulo 5o do seu livro, revela que

— os restos de Jacó estarão entre as nações, no meio de muitos povos, como um leão entre os animais do bosque (…).

Mas não é para amedrontar ou ameaçar a vida de ninguém, como faz o rei da selva quando seu território é invadido ou invade o alheio.

Temos de ser leões, sim, a serviço do Leão de Judá, Jesus (Apocalipse, 5:5), no tocante a possuir  um espírito determinado, atuando no orbe inteiro, “no meio de muitos povos”, a pregar a mensagem do Criador Supremo; iluminando em nome Dele e de Seu Novo Mandamento de Amor Fraternal, trazido à Terra pelo Seu Filho, o Cristo Estadista, a todas as criaturas. São bilhões e bilhões de seres, aguardando o sinal das nossas trombetas, que têm de tocar certo (Ezequiel, 33:1 a 5) para trazê-las (as ovelhas) ao redil do Cristo Ecumênico, que nos deu, há dois milênios, a ordem de evangelizar e apocaliptizar*12 até que formemos na Terra o Israel Divino*13, que já se encontra formado no Céu.

Ide e pregai esta Boa Nova por toda a parte, anunciando que é chegado o Reino de Deus (Evangelho consoante Marcos, 16:15).

A Sentinela, a Trombeta bem tocada e o povo

Recordo-me do item VI de circular que escrevi em 18 de julho de 1988, denominada pelos Jovens Militantes da Boa Vontade de Deus de Epístola Constitucional do Terceiro Milênio, na qual abordo a importância de anunciarmos alto e bom som as Verdades Divinas, sem radicalismos exclusivistas, a todas as criaturas do mundo:

VI – Meus Amigos e Irmãos, minhas Irmãs e Amigas, vivemos a era final de um ciclo (e início de outro melhor), conforme promessa de Deus, no Antigo Testamento da Bíblia Sagrada:

(…) como os céus novos, e a terra nova, e que hei de fazer para vós, estarão diante da minha face, diz o Senhor, assim há de estar (honrada) a vossa posteridade e o vosso nome (Isaías, 66:22).

Os homens cada vez mais preocupam-se com o destino do planeta como um todo. Sob diversos aspectos, tardiamente passam a compreender que a destruição da Natureza é a extinção da Raça Humana. Infelizmente, muitos ainda se esquecem de Deus e preferem ouvir apenas vozes humanas, que falam mais de incertezas do que de verdadeiras soluções. Deveriam ouvir esta advertência do Apóstolo Paulo na Primeira Epístola aos Coríntios, 14:8:

Porque se a trombeta toca um som incerto, quem se apresentará para a batalha?

Deus, por intermédio de Ezequiel (33:1 a 5), claramente descreve a tarefa do autêntico profeta:

— Suponhamos um país contra o qual seja desencadeada a guerra e cujos habitantes escolham um dentre eles para ficar de atalaia. Se este, vendo o inimigo invadir seu território, tocar a trombeta para advertir o povo, e se o povo, embora ouvindo muito bem o som da trombeta, não lhe fizer caso e for colhido pela espada, será responsável pela sua morte coletiva. Ouviu o som da trombeta, mas ignorou o aviso do atalaia, tornando-se responsável assim por seu próprio extermínio. Mas aquele que atender ao aviso do atalaia salvará a sua própria vida.

E ainda prossegue Deus advertindo a sentinela, nos versículos 6o a 9o:

— Mas se, ó sentinela, vendo que chega a espada, não tocares a trombeta, para avisar o povo, e a destruição levar uma vida sequer dentre ele, este tal foi levado na sua iniquidade, mas o seu sangue, ó sentinela, cobrarei de ti. A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por sentinela sobre a casa de Israel [hoje, em termo profético divino, Israel significa o mundo inteiro]; tu, pois, ouvirás a palavra da Minha boca, e lha anunciarás da Minha parte. Se Eu disser ao ímpio: Ó ímpio, certamente morrerás, e se tu não falares a tempo de desviá-lo do seu mau caminho, morrerá esse ímpio na sua própria iniquidade, mas o seu sangue Eu o cobrarei de ti. Mas, se quando tu tiveres falado para desviar o ímpio do seu caminho de perversidades, ele não te quiser ouvir, morrerá na sua iniquidade, mas tu, sentinela, livraste a tua Alma.

Assim termina o trecho selecionado de Epístola Constitucional do Terceiro Milênio.

E aqui, como adverte o Corão Sagrado, Surata 32:12:

Ó Senhor nosso [dizem os ímpios], agora temos olhos para ver e ouvidos para ouvir! Faze-nos retornar ao mundo, que praticaremos o bem. (Os destaques são nossos.)

Apocalipse: impressionante silêncio

Atenção aos pregadores, que não devem temer levar a Palavra de Deus a todo o mundo. Urge proclamar o Apocalipse do Cristo, em Espírito e Verdade, sob o divino fulgor do Mandamento Novo de Jesus, pois breve (em termos proféticos) virá sobre a Terra, como vemos no Sétimo Selo, um silêncio impressionante, mas que, de tão  eloquente, “falará” alto aos povos que vivam no plano físico ou na Esfera Espiritual: os Tempos são chegados!

O Sétimo Selo

Os Sete Anjos com as suas trombetas

(Apocalipse de Jesus, 8:1 a 6)

1 Quando o Cordeiro de Deus abriu o sétimo selo, fez-se grande silêncio no céu cerca de meia hora.

2 Então vi os sete Anjos que se acham em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas.

3 Veio outro Anjo e ficou de pé junto ao altar, com um incensário de ouro, e foi-lhe dado muito incenso para oferecê-lo com as orações de todos os Santos sobre o altar de ouro que se acha diante do trono;

4 e da mão do Anjo subiu à presença de Deus o fumo do incenso, com as orações dos Santos.

5 E o Anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à Terra. E houve trovões, estrondos, vozes, relâmpagos e um grande terremoto.

6 Então os sete Anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para fazê-las tocar. (Os destaques são nossos.)

Tudo será consumado

Ora, tudo o que foi profetizado se cumprirá.

— Em verdade, em verdade vos digo que, enquanto o céu e a terra não passarem, nem um só “i” ou um só til da Lei passarão, sem que tudo se cumpra (Evangelho de Jesus segundo Mateus, 5:18).

Anotem aí, Irmãos e Irmãs pregadores da Religião de Deus: Jesus peremptoriamente declara que tudo o que foi anunciado será fatalmente cumprido. Cumprido!! Quem tem juízo não brinca com a Palavra de Deus. Ela é muito séria. Anuncia, para os que a querem decifrar e entender, todos os Mistérios Divinos.

 


NOTAS:

*1 Sala Egípcia — Inaugurada por Paiva Netto no Templo da Boa Vontade (SGAS 915, Lotes 75/76, Brasília/DF), em 20 de outubro de 1995.

*2 Somos todos Profetas Best-seller do escritor Paiva Netto, que, com As Profecias sem Mistério e Apocalipse sem medo, integra a Coleção O Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração, a qual já vendeu mais de 1,5 milhão de exemplares. Adquira o seu pelo Clube Cultura de Paz: 0300 10 07 940.

*3 Proclamador da Religião Divina — Alziro Zarur (1914-1979).

*4 Kalki — Considerado o décimo e último avatar de Vishnu. Alguns estudiosos dos antigos textos fizeram a correlação desse cavaleiro com o Cavaleiro do Cavalo Branco, do Apocalipse, 6:2. Diz a tradição que Kalki virá montado num cavalo branco, tendo à mão uma espada reluzente. Segundo as escrituras hindus, isso se dará no fim da idade da escuridão (Kali Yuga) para eliminar o mal e restaurar o dharma, dando início a um novo ciclo (Satya Yuga).

*5 Estamos aqui no pátio da LBV em São Paulo/SP, na Av. Rudge — O autor encontrava-se, em 1990, na Avenida Rudge, um dos principais logradouros da capital bandeirante, localizada no bairro Bom Retiro, onde, no número 700, se situa atualmente o Instituto de Educação José de Paiva Netto.

*Comentário de Paiva Netto: () a todos os povos da Terra — Para que isso se torne fartamente realizável, hoje se encontra no mundo, popularizada, a internet.

*7 Parusia Em sua obra Parusia ou a próxima volta de Cristo, de autoria do padre Léo Persch, grande amigo da Legião da Boa Vontade, lemos esta definição: “Parusia é uma palavra de origem grega, que significa uma nova vinda ou visita. Muitas enciclopédias simplesmente definem esta palavra como Segunda Vinda de Cristo, fazendo jus a uma tradição milenar deste significado. No mundo helenista usava-se para narrar a visita de um rei ou rainha a uma cidade — visita que se desenrolava com muita festa, cortejo triunfal e discursos, marcando geralmente o início de uma nova era para a região”.

*8 Esta citação consta da obra Doutrinas Bíblicas — Uma Perspectiva Pentecostal. Seus autores são William W. Menzies, presidente do Asia Pacific Theological Seminary em Baguio, Filipinas, e Stanley M. Horton, professor da Bíblia e teólogo emérito do Assemblies of God Theological Seminary.

*9 Este relato se encontra no livro 101 perguntas que as pessoas mais fazem sobre Jesus, do pastor e conferencista californiano Don Stewart, publicado pela Junta de Educação Religiosa e Publicações da Convenção Batista Brasileira.

*10 (…) do fim de um século, de um milênio e de um ciclo apocalíptico — Esta série de pregações de José de Paiva Netto sobre o Apocalipse de Jesus, denominada “aos Simples de Coração”, foi ao ar no período de outubro de 1990 a fevereiro de 1992. Portanto, no fim do século e do milênio passados.

*11 Leia mais sobre esse assunto nas edições 98 e 99 da revista JESUS ESTÁ CHEGANDO! ou no blog www.paivanetto.com.

*12 Nota de Paiva Netto: Apocaliptizar — Verbo criado por Alziro Zarur para exprimir a importância de se pregar o Apocalipse de Jesus aos povos, porém, nunca ao “pé da letra que mata”, contudo, sempre em Espírito e Verdade à luz do Novo Mandamento do Cristo de Deus, que é ponto fundamental de nossas preleções, no Brasil ou em qualquer outro ponto do planeta.

*13 Israel Divino — Veja o capítulo “O Israel de Deus” na obra de Paiva Netto Somos todos Profetas.

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