Editorial

A Missão dos Setenta e a Lição do Lobo (III)

Meus Amigos e meus Irmãos, minhas Amigas e minhas Irmãs, ao publicar mais alguns trechos de palestra que proferi na Super Rede Boa Vontade de Rádio (Super RBV), em 31 de dezembro de 2004, acrescida de novas considerações, cumpro a promessa de exemplificar – sob a ótica ecumênica da Religião de Deus, Religião do Amor Universal, a Religião do Terceiro Milênio -, a maneira pela qual podemos nos proteger da funesta ação do pensamento desgovernado que solertemente se apresenta, o mais das vezes, na figura de um “lobo” invisível.

Ainda na análise que venho realizando*1 do Evangelho de Jesus, segundo Lucas, capítulo 10, versículos 1 a 24 – em Espírito e Verdade à luz do Mandamento Novo do Cristo Ecumênico, “Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos meus discípulos” -, ilustro meus comentários com outra importante passagem evangélica descrita por São Marcos, em suas anotações, capítulo 5, versículos de 1 a 14: “A cura do endemoninhado gadareno”.

 

Pensamento desgovernado e o “lobo” invisível

(…) Há outro aspecto do “lobo” que não deve ser esquecido: quando é caracterizado por um espírito obsessor, geralmente muito mais atuante do que os “lobos” reencarnados, e, além disso, com a vantagem, para ele, de ser invisível. Como costuma agir? De várias formas. Eis uma bem comum: começam a brotar pensamentos estranhos na cabeça do indivíduo. A pessoa imagina então que está conversando sozinha… Que nada! Uma caterva de almas trevosas, em sua volta, põe-se a soprar, nos seus ouvidos, apelos a que não deve atender, por serem maus. Para a defesa contra tal qualidade de seres ainda inferiores, só há uma solução. Quem o diz é Jesus, no Seu Evangelho, segundo Mateus, 17:21:

 

“— Para esse tipo de espírito só muita oração e vigilância”.

 

Vigilância que podemos traduzir também como Boas Obras, porquanto, como definiam os antigos: “Cérebro desocupado é oficina do diabo”.

Ora, de ações generosas carecem as sociedades, para que sejam evoluídas nos diversos ramos espiritual-humanos: na Política, na Religião, na Sociologia, na Educação, na Ciência, na Filosofia, no lar, na vida pública, enfim, em toda a parte, como reação, a partir do pensamento — não mais sem rumo — contra a omissão, a corrupção, a impunidade. Aliás, que são muitos outros nomes e disfarces. De quem? Do “lobo!”.

A lição é, pois, a de permanecermos vigilantes e ativos, em sintonia constante com os nossos dedicados Anjos Guardiães, em oposição ao pensamento desgovernado, para não sermos vítimas dele. Afinal de contas, somos aquilo que pensamosfalamos realizamos.

Aconselho-os, por isso, a lerem e analisarem continuamente as Sete Campanhas da Religião de Deus, lançadas por Alziro Zarur (1914-1979):

 

1 — Bom Pensamento

2 — Boa Palavra

3 — Boa Ação

4 — Boa Notícia

5 — Boa Diversão

6 — Boa Vizinhança

7 — Boa Vontade Mundial

 

A lógica do Espírito

Uma visão equivocada que vai contra uma lógica simples é a interpretação de que os espíritos de pouca luz tenham mais poder de influenciar as criaturas humanas do que os que estão a serviço da Espiritualidade Superior. Allan Kardec (1804-1869) convida-nos a esta importante reflexão:

 

“— Como acreditar que Deus só ao Espírito mau permita que se manifeste para pôr-nos em perdição, sem nos dar por contrapeso os conselhos dos bons Espíritos?”.

 

É como se costuma fazer com o Apocalipse, que ensina a libertação moral e espiritual dos povos. Deturpam tanto a sua Divina Mensagem que o estigmatizam como sinônimo de catástrofe. Contudo, a Revelação profética que fecha a Bíblia Sagrada anuncia a mais extraordinária das notícias: a Volta Triunfal do Cristo de Deus. Razão pela qual Zarur o denominava de o Livro mais feliz da Bíblia.

 

Ainda o “lobo” invisível

Recorro, à guisa de estudo a respeito das tramas do “lobo” invisível, a um trecho do livro Missionários da Luz, na página 287 (31a edição da FEB), no qual o Espírito André Luiz, na psicografia do saudoso Francisco Cândido Xavier (1910-2002), registra seriíssima análise do Instrutor Espiritual de nome Alexandre, acerca do fenômeno da obsessão e de como nos precatarmos e nos livrarmos dela:

 

“(…) Se a vítima capitula sem condições, ante o adversário (o obsessor invisível), entrega-se-lhe totalmente e torna-se possessa, após transformar-se em autômato à mercê do perseguidor. Se possui vontade frágil e indecisa, habitua-se com a persistente atuação dos verdugos e vicia-se no círculo de irregularidades de muito difícil corrigenda, porquanto se converte, aos poucos, em pólos de vigorosa atração mental aos próprios algozes. Em tais casos, nossas atividades de assistência espiritual estão quase circunscritas a meros trabalhos de socorro, objetivando resultados longínquos. Quando encontramos, porém, o enfermo interessado na própria cura, valendo-se de nossos recursos para aplicá-los à edificação interna, então podemos prever triunfos imediatos”. (O grifo é nosso)

 

O indispensável auxílio de Deus, do Cristo e do Espírito Santo

A ação dos “lobos” invisíveis (espíritos atrasados) na mente dos que não se sabem defender, ou até de maneira leviana não o querem fazer, passa assim ao campo das mais terríveis obsessões e posteriores possessões, ferozmente aprisionando os invigilantes.

O Evangelho de Jesus, segundo Marcos, 5:1 a 14, mostra-nos o Poder absoluto do Cristo perante uma multidão de espíritos do mal que endemoninhavam um infeliz gadareno. Observamos ali o triste quadro a que chega um Ser Humano quando atinge o grau de possessão. E o pensamento desgovernado é a porta encontrada aberta por essa categoria de influência maligna.

 

A cura do endemoninhado gadareno

“1 Entrementes chegaram à outra margem do mar, à terra dos gadarenos.

“2 Ao desembarcar, logo veio dos sepulcros, ao seu encontro, um homem possesso de espírito imundo,

“3 o qual vivia nos túmulos, e nem mesmo com cadeias alguém podia prendê-lo;

“4 porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, elas foram quebradas por ele, e os grilhões, despedaçados. E ninguém podia subjugá-lo.

“5 Andava sempre, de noite e de dia, clamando por entre as sepulturas e pelos montes, ferindo-se com pedras.

“6 Quando, porém, de longe, viu Jesus, correu e O adorou,

“7 exclamando em alta voz: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-Te por Deus que não me atormentes!

“8 Porque Jesus lhe dissera: Espírito imundo, sai desse homem!

“9 E lhe perguntou: Qual é o teu nome? Respondeu ele: Multidão é o meu nome, porque somos muitos.

“10 E rogou-Lhe encarecidamente que os não mandasse para fora do país.

“11 Ora, pastava ali pelo monte uma grande manada de porcos.

“12 E os espíritos imundos rogaram a Jesus, dizendo: Manda-nos, Senhor, para os porcos, para que entremos neles.

“13 E Jesus o permitiu. Então, saindo os espíritos da treva, entraram nos porcos; e a manada, que era cerca de dois mil, precipitou-se despenhadeiro abaixo, para dentro do mar, onde se afogaram.

“14 Os donos dos porcos fugiram e anunciaram o ocorrido na cidade e pelos campos.”

 

Confiemos em Jesus

Confiemos em Jesus, sigamos com afinco Suas palavras e exemplos e viveremos protegidos, portanto libertos da ação de espíritos de tão baixa categoria.

O Cristo de Deus manda que oremos e vigiemos para que não caiamos em tentação:

 

Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; o Espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca”(Evangelho, segundo Mateus, 26:41).

 

Em Lições Bíblicas, que são apresentadas na Super Rede Boa Vontade de Rádio, o saudoso Irmão Zarur também nos ensina a ter a proteção de Deus, do Cristo e do Espírito Santo contra esse tipo de espíritos malfazejos, que habitam até mesmo gabinetes de governo por todo o mundo. Imaginem a razão por que o Planeta ainda hoje vive em grave e constante perigo. Diz Zarur:

 

Pináculo

“Em São Mateus nós vemos esta palavra. Lembram-se, Evangelho, segundo Mateus, 4:1 a 11, quando Jesus sofre a tentação no deserto?

 

“O que significa mesmo esta palavra Pináculo? Exatamente, parte elevada do Templo (v:5) onde Jesus foi conduzido por Satanás para contemplar a magnificência do mundo. Satanás Lhe disse: ‘Eu te darei tudo isto se prostrado me adorares’. Ora, tudo aquilo era de Jesus, que conto-do-vigário é esse? Então, Satanás ia dar a Jesus o que já era de Jesus?! Onde se vê que Satanás não é o que se diz por aí. Satanás é a condição humana, porque o corpo é adversário do Espírito. Quando o Espírito entra na matéria fica sujeito às tentações do mundo. Não é nenhum diabo com chifres, rabo comprido, tridente. Nada disso. É o Espírito encarcerado no corpo, e o corpo é que é Satanás, é a matéria. E se não houver muita Luz, o Espírito fracassa e a matéria vence. Basta ver isso: vocês acham que Satanás podia prometer a Jesus o que já era Dele? ‘Tudo isso eu te darei se prostrado me adorares’. Pois, se tudo já era Dele. Ele formou o mundo (Evangelho, segundo João, 1:1 a 3)*2, como é que Satanás poderia prometer-Lhe alguma coisa? A lição é a seguinte: quando o Espírito entra na matéria, passa por uma prova muito séria (…). Porque a matéria é que é Satanás.

E dificilmente pode ser derrotado. Só com a PROTEÇÃO DIVINA. Daí a recomendação do Cristo, repetidas vezes: ‘Orai, vigiai, para vencerdes as tentações do mundo e da vossa matéria!’ Louvado seja Deus!”.

Eis — já o sabemos pelo estudo do Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração*3 — que o Governo da Terra começa no Céu. Por esse prisma, posso afirmar tranqüilamente que o mesmo se dá com o “governo” invisível inferior – sediado no Umbral*4, região sombria que cerca o Planeta -, que procura subjugar, sob seu tacape, lideranças governamentais mundo afora, incitando-as a todo tipo de guerra, sem que elas percebam que são escravas de inteligências manipuladoras de seus destinos. A sensação de poder no orbe terráqueo é, por isso, pura ilusão. Os que pensam que têm absoluto domínio são apenas, em sua grande maioria, marionetes nas mãos de obsessores invisíveis, muito mais inteligentes que eles.

 

Enganados pela soberba

No meu livro As Profecias sem Mistério, no capítulo Apocalipse e “Fim do Mundo”, escrevi que ninguém realmente tem poder na Terra, mas instantes de poder, dos quais prestará, um dia, nesta ou na Outra Vida, severas contas a um Tribunal incorruptível. Pobres dos poderosos, quando fazem mau uso de sua força neste mundo, acreditando que nada jamais os atingirá. São uns enganados por sua própria soberba. Os “lobos” invisíveis fazem deles bonecos, dos quais se livrarão na primeira oportunidade, nesta ou em outra dimensão. Só ambiciona o poder, sem intenções superiores, quem desconhece a origem espiritual de si mesmo, ou de si mesma. Zarur costumava dizer que, entre as muitas provações do Espírito reencarnado, três são colocadas entre as piores: a beleza, o dinheiro e o poder.

 

O exemplo do espelho

Na sua conceituada obra A Loucura sob Novo Prisma, o renomado médico, orador e político brasileiro, Dr.Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), relata um fato curioso. Durante a produção do livro, recebeu uma carta na qual se podia ler uma mensagem creditada ao Espírito Dr. Samuel Hahnemann (1755-1843)*5, que fazia uma análise sobre a diferença da insanidade provocada por uma lesão no cérebro da que surge sem que a massa craniana seja atingida. Eis um fragmento dessa missiva que ilustra bem o que seja a obsessão:

 

“Colocai diante de vós um espelho que tenha defeito nalguns pontos, de tal modo que não reflita a imagem completa dos objetos que se lhe apresentam.

“É o caso da loucura por lesão do cérebro.

“Colocai, porém, entre vós e um espelho em perfeito estado, um corpo que possa embaraçar a transmissão da luz que de vós parte para o espelho, e infiel será a reprodução de vossa imagem.

“É o caso da loucura por obsessão.

“No primeiro caso, o mal vem do espelho que está estragado; no segundo, vem da interposição de um corpo estranho, entre o aparelho refletor e o corpo que se lhe apresenta.

“Esta figura, toscamente esboçada, basta para assinalar a diferença que existe entre os dois estados em que pode achar-se o Espírito encarnado, com relação às manifestações de seus pensamentos”.

 

Além de publicar em sua obra a íntegra da mensagem, o nobre Doutor Bezerra teceu alguns comentários sobre o conteúdo dela, dos quais separei este trecho:

 

“A comparação do espelho é perfeita e ensina claramente como se dão as perturbações nos casos de lesão cerebral e nos de integridade do cérebro.

“Temos, pois, em resumo, que tudo concorre para tornar evidente a dualidade causal da loucura”.

 

A Glória do Trabalhador

Ano-Novo! Ano Bom? Depende de nós. Tenho certeza de que com Vocês adotando por alicerce o Sublime Aprendizado vindo de Jesus, faremos desse ano*6 — que se inicia repleto de esperanças —, e dos que o sucederão, os mais extraordinários tempos que as Instituições da Boa Vontade de Deus (IBVs) já viveram.

O Espírito Doutor Bezerra de Menezes, nas reuniões do Centro Espiritual Universalista, o CEU da Religião de Deus, explanando a respeito do que tem sido a existência heróica das IBVs, costuma lembrar que se enfrentamos constantemente “lutas extraordinárias”, somos premiados pelo Pai Celestial, de acordo com o nosso merecimento, com “vitórias majestosas”.

No entanto, esse galardão é para quem, tendo compromisso com o Cristo Ecumênico, pois assinou um contrato invisível com o Divino Mestre, o cumpre com honra até o fim. E assim merecerá o Seu beneplácito, ou seja, poder descansar no Seu seio, mesmo que por pequeno período, ciente de que a glória do trabalhador é praticar de forma eficaz o seu serviço, agora e sempre.

 

Incentivo à perseverança

Durante palestra que realizei no dia 15 de outubro de 2003, na cidade do Rio de Janeiro/RJ, o ilustre “Médico dos Pobres”*7 concedeu-nos extraordinário exemplo da postura dos seguidores do Caminho ao superarem as intempéries do início da jornada para fertilizar nos corações a Doutrina Redentora do Cristo Ecumênico. Trago-o para conhecimento de Vocês como incentivo à perseverança e à união em torno do ideal da Boa Vontade de Deus, visto que, consoante costumo afirmar, em cada dificuldade que surge, existe o ensejo de suplantá-la.

 

Diz o Dr. Bezerra de Menezes:

“Os Apóstolos de Jesus venceram porque, mesmo nos momentos em que tudo parecia perdido, existia no seio da Equipe o entusiasmo, a Fé inabalável e equilibrada, mas sempre motivadora, de Pedro Apóstolo. 

Pedro sabia, em seu íntimo, que as coisas seriam difíceis. Contudo, com a sua percepção hierárquica, previa a vitória dentro da dificuldade, em plena procela. As chagas que seriam expostas correspondiam aos desafios que também seriam vencidos”.

 

Ensinar ao “lobo” a Trilha do Bem

Uma das mais gratificantes tarefas do Operário da Seara Divina é a de ensinar ao “lobo” o bom caminho, o da realização que trará felicidade a ele próprio. O Irmão Zarur, com belo tom de poesia, preceituava que“Deus criou o Ser Humano de tal forma que ele só pode ser feliz praticando o Bem”.

Isto me faz recordar sábias palavras do Profeta Maomé (570-632) – “Que a paz e a bênção de Deus estejam sobre ele”, anotadas no Alcorão, 41:46:

 

“Quem pratica o bem, o faz em benefício próprio; por outra, quem faz o mal, é em prejuízo seu, porque o teu Senhor não é injusto para com os Seus servos.”

 

Definitivamente, o “lobo” precisa aprender mais essa lição para que alcance real ventura.

 

Atenção: o “lobo” não é vegetariano!

Daí Jesus nos mandar “como ovelhas no meio de lobos”. Não para sermos devorados nem para que acreditemos que os “lobos” sejam vegetarianos, todavia, para iluminá-los com a Doutrina ecumenicamente solidária do Cristo. Jamais para assimilar os seus maus costumes.

 

* * * *

 

ADENDO

Tocado em meu coração pelas felicitações referentes ao transcurso do meu 65º aniversário, ocorrido a 2 de março de 2006, dirigi-me, no mesmo dia, aos ouvintes da Super RBV, agradecendo as manifestações de carinho.

Na oportunidade, voltei a fazer algumas considerações sobre a passagem do Evangelho do Celeste Amigo, segundo Lucas, capítulo 10, que estou, com Vocês, serenamente analisando. Creio ser útil trazê-las a seguir, visando colaborar para o esclarecimento dessa questão, aparentemente intrigante, de Jesus nos convidar a termos um comportamento de trêmulos “cordeiros” diante de ferozes “lobos”:

 

Extremo exemplo da Coragem

(…) Quando o Bom Pastor nos envia como ovelhas no meio de lobos, significa dizer que Ele nos manda com o coração repleto de Sua Doutrina, de Sua Sabedoria, de Seu Amor, de Sua Coragem para transformar os Seres Humanos não em um bando de covardes, como pensam alguns a respeito do Cristianismo.

Não é por pregar o Evangelho e o Apocalipse do Cristo de Deus que devemos ser tolos ou tolas, ou, usando terminologia popular, bobões. Não! Falo a mulheres e a homens probos, capazes de entenderem esses meus modestos ensinamentos. Jesus concedeu-nos o extremado exemplo do destemor: deixou-se levantar no Gólgota para que, com Sua Divina Luz, pudéssemos ressurgir das cinzas da nossa ignorância espiritual.

Na verdade, o Excelso Taumaturgo conduz as ovelhas — aquelas que, sabendo ou não, fazem jus à iluminação de Seu Novo Mandamento*8 — ao meio dos “lobos” que andam pelo mundo perdidos nas convocações da perturbação destruidora, a fim de que eles (os “lobos”) saibam sobreviver aos dramas da vida e se tornem pessoas melhores, excelentes cidadãos, de modo que deixem de sofrer e de fazer sofrer.

Cada vez mais há concorrência, para que se possa subsistir, no dia a dia, neste Planeta, ainda bastante selvagem. Não apenas entre as grandes empresas, grupos, cartéis, monopólios, trustes. Sobretudo, entre as próprias criaturas, que não podem soçobrar às pressões desagregadoras do cotidiano.

Em março de 2006, a revista Veja, edição 1945, publicou importante estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo. Com o título “Empregados do vício”, a reportagem revela que:

 

– “Cerca de 15% dos profissionais brasileiros são dependentes de drogas e álcool no trabalho ou os consomem com freqüência, de acordo com um estudo publicado recentemente pela Universidade Federal de São Paulo. Segundo o Ministério do Trabalho, esses funcionários faltam cerca de 26 dias por ano sem justificativa – o triplo do número de faltas de um funcionário comum. A produtividade deles é até 30% menor, e os riscos de acidentes de trabalho são cinco vezes mais elevados (…)”.

 

Não estão, infelizmente, suportando a batalha diária pela sobrevivência, que se tornou, sob vários aspectos, brutal. O Ser Humano está mergulhando, cada vez mais intensamente, numa condição psíquica instável, porque afastada do mais primário conhecimento de que a Vida começa antes da Vida e de que a morte não interrompe a existência do Espírito. Se se mantiver longe da Ciência Espiritual que provém da Dimensão Celeste, e se as ovelhas do Senhor não lhes levarem a Doutrina Redentora assectária do Cristo Ecumênico que levanta a criatura, porque limpa a sua Alma, liberta-a da ignorância espiritual que a martiriza, a criatura humana afastada das Lições Divinas tristemente sofrerá ainda muito mais.

O Filho de Deus em nenhum momento falou às ovelhas: “Mando-vos como paspalhas, tolas, covardes, fujonas, desfibradas”. Aliás, por não ser subserviente ao mal, Jesus foi crucificado. Porém, como costumo lembrar nas minhas palestras, quando – religiosos e políticos daquele tempo – tentaram acabar com Ele ao levantá-Lo na cruz, colocaram-No, na hora do supremo sacrifício, acima de todas as cabeças. Os Seus maiores inimigos (que acreditavam ter Nele um adversário) definitivamente O apresentaram à Humanidade, elevando-O acima de todos.

Jesus refere-se a ovelhas corajosas, quer dizer, pessoas que têm Alma boa, mas que são decididas na ação do Bem.

 

Revelando o Anti-Cristo

Na série radiofônica “Evangelho Unificado de Jesus”, que realizei na Super Rede Boa Vontade de Rádio na década de 1990, no capítulo intitulado “Justiça, Injúria, Reconciliação”, apresento o meu ponto de vista quanto à verdadeira face do Anti-Cristo. Em determinado momento da palestra, feita ao vivo e de improviso, comentei:

 

– (…) O que mais anti-crístico do que o ódio? Alguns ficam esperando um monstro, porque Georges Barbarin(citado por Marques da Cruz, no seu livro Profecias de Nostradamus) escreveu que alguém disse que nasceria uma criança, filha de “uma religiosa hebraica, tendo como pai um bispo. Ao nascer vomitará blasfêmias (…)”.

 

É preciso livrar as cabeças dessas ilusões, que levam as pessoas a esperar algo fantasmagórico, quando o problema está aqui neste plano mesmo. (…)

Isso apenas mantém as criaturas distraídas. Quando, na verdade, a ação do Anti-Cristo é a ira, a pedofilia, a maldade, a corrupção, a impunidade e tudo mais que desonra o Espírito, o Ser Humano, o cidadão, a comunidade, a sociedade, a pátria, o mundo.

Eis que o Anti-Cristo é também uma espécie de “lobo” que precisa ser banido de dentro das criaturas: Babilônia,*9 parte não apreciável de todos nós.

Por falar em Nostradamus (1503-1566), numa carta que enviou a Henrique II (1519-1559), rei da França, revela que:

 

— “O paganismo estender-se-á. A apostasia será quase geral”.

 

O vidente de Salon fez com essas poucas palavras uma descrição da atividade do Anti-Cristo.

O Mestre Jesus, por sua vez, descrevendo os tempos que vivemos, declarou:

 

“— E por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo” (Evangelho de Jesus, segundo Mateus, 24:12 e 13).

 

(Continua)

 

_____________________

 

*1 Nota dos Editores – Para ter a íntegra da análise ecumênica do Evangelho de Jesus, segundo Lucas, 10:1 a 24 – feita pelo escritor Paiva Netto -, ligue para o Clube Cultura de Paz e compre as edições anteriores de JESUS ESTÁ CHEGANDO! Telefone: (11) 3358-6840.

*2 Evangelho, segundo João, 1:1 a 3:

“1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

“2 Ele estava no princípio com Deus.

“3 Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.”

*3 Apocalipse de Jesus para os Simples de Coração – Série radiofônica sobre o Apocalipse de Jesus, feita por Paiva Netto, entre outubro de 1990 e fevereiro de 1992, da qual o autor tem tirado inspiração para vários livros de sucesso.

*4 Umbral — Segundo nos relata o Espírito André Luiz, em Ação e Reação, “(…) situada entre a Terra e o Céu, (o Umbral é) dolorosa região de sombras, erguida e cultivada pela mente humana, em geral rebelde e ociosa, desvairada e enfermiça”.

*5 Samuel Hahnemann — Nasceu em 10 de abril de 1755, em Meissen, Saxônia. Recebeu como herança de seus pais um nome repleto de simbolismos: Christian, seguidor do Cristo; Friedrich, protegido do rei; Samuel, Deus me escutou, em sinal de reconhecimento ao Criador. Estudou Medicina em Leipzig e Viena. Em 1812, tornou-se professor da Universidade de Leipzig. Aos 36 anos, após a morte de um amigo do qual cuidava clinicamente, resolveu abandonar a carreira. Para sustentar a família, trabalhou em traduções na área da química e de farmacologia. Em um desses trabalhos, deparou-se com a obra do médico escocês William Cullen, no ano de 1790, e surpreendeu-se com a descrição das propriedades do quinino, em especial o fato de que a intoxicação por aquele elemento apresentava sintomas análogos aos da enfermidade natural da febre intermitente. Valeu-se do próprio corpo no experimento científico de diversas substâncias, prosseguindo em testes com o mercúrio, a beladona etc. sempre no homem sadio, elaborando a partir disso a doutrina homeopática, resumida na expressão: “similia similibus curantur”, ou seja, sintomas semelhantes são curados por remédios semelhantes. Em 1810, publicou sua mais importante obra: O Organon, na qual explicou seu sistema. Depois, editou Ciência Médica Pura e Teoria e tratamento homeopático das doenças crônicas. Desde os primeiros momentos, Hahnemann sofreu violenta oposição ao que expunha, particularmente dos farmacêuticos, pelo que muito padeceu. Em 1835, já com seus 80 anos, viúvo, foi procurado por uma jovem como último recurso médico e por ele curada. Eles se casaram e ela o levou para Paris, onde, finalmente, ele obtém reconhecimento. Morreu em 2 de julho de 1843.

*6 … faremos desse ano — Palavras proferidas por Paiva Netto em 31 de dezembro de 2004, no Estado do Rio Grande do Sul, repetidas a pedidos ao raiar do ano de 2006, em uma Cruzada do Novo Mandamento de Jesus.

*7 “Médico dos Pobres” – Assim era chamado merecidamente o nobre Dr. Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti.

*8 Novo Mandamento de Jesus — Evangelho do Cristo, segundo João, 13: 34 e 35; 15: 12, 13 e 9: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes esse mesmo Amor uns pelos outros. (…) Não há maior Amor do que este: dar a sua própria Vida pelos seus amigos. (…) Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos tenho amado. Permanecei no meu Amor”.

*9 Babilônia — Apocalipse de Jesus, segundo São João, 14:8; 16:19; 17:5; 18:2 e 18:10

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